16 dezembro 2011

Sinestesia: Ouvir cores ou sentir o gosto das palavras?

FOTO: Um pelicano australiano na praia, durante o por do sol, com a legenda: “Ouvir a temperatura do mar…”
Montagem: Samej Spenser
Foto: © bigwavephoto | Flickr

 

Introdução

Recentemente, encontrei este artigo intitulado “Porque vale a pena sentir o gosto de palavras e ouvir cores” no site HypeScience. Gostei muito do conteúdo e (após a devida autorização), resolvi trazê-lo para vocês. Espero que gostem do artigo tanto quanto eu gostei! ;)

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Porque vale a pena sentir o gosto de palavras e ouvir cores

IMAGEM: Sinestesia

Eu vejo cores e ouço sons. Você provavelmente também. No entanto, algumas pessoas também ouvem as cores e sentem o gosto de palavras, um fenômeno misterioso chamado sinestesia, que ocorre quando um estímulo dos cinco sentidos desencadeia experiências em um sentido não relacionado.

Agora, pesquisadores sugerem que esta característica incomum pode proporcionar inúmeros benefícios mentais, explicando por que a evolução manteve o fenômeno vivo.

Os cientistas descobriram a sinestesia no Século XIX, ao observar que certas pessoas viam cada número ou letra tingidos com uma cor especial, mesmo que eles fossem escritos em tinta preta. Esta condição, conhecida como sinestesia grafema-cor, é a mais comum das mais de 60 variantes conhecidas da sinestesia.

12 novembro 2011

Hipnose acelera a cicatrização em cirurgias


Foto do acervo pessoal, por Stephanie Mitchell.

 

Carol Ginandes derruba muitos mitos sobre a hipnose. “Na hipnose, as pessoas não perdem o controle e entram em um estado como de zumbi, onde eles podem ser induzidos à fazerem coisas contra sua vontade.”, diz ela.

 

Tópicos

  1. Feridas cirúrgicas curam-se mais rápido
  2. Como hipnotizar
  3. Da “besteira” ao “viva!”
  4. Considerações finais

 

23 outubro 2011

O que você faria se tivesse só 6 minutos de vida?

FOTO: Cronômetro
Google Imagens

Introdução

Meu domingo foi completamente alterado após a leitura deste texto, que foi divulgado no Facebook pelo meu amigo João Oliveira. Durante a leitura, muita coisa passou pela minha cabeça. Minha mente viajou, visualizou e entrou em choque. Vou deixar que leiam o texto, e ao final, direi como este texto fez toda a diferença no dia de hoje.

 

Para que este texto tenha seu efeito e proporcione a melhor experiência possível, peço que desligue o celular e leia sem interrupção até o final. Serão seis minutos exatos.

 

11 outubro 2011

Hipnose e Regressão de Idade

IMAGEM: regressão no tempo

 

A máquina do tempo, inventada e reinventada tantas vezes nas produções cinematográficas, tornou-se a grande obsessão do homem moderno. Da recriação do período jurássico através dos recursos computacionais às excursões para o futuro. Novas cidades, diferentes dimensões, outros mundos.

Os físicos modernos se debruçam sobre modelos teóricos e hipotizam1 a respeito de viagens através do tempo. Se toda essa discussão, por enquanto, permeia apenas o campo da ficção e das hipóteses teóricas, no campo do psiquismo humano a coisa se mostra um tanto diferente, a começar pela própria atemporalidade mental. Basta referimo-nos a fatos sofridos no passado e… sofremos novamente.

10 outubro 2011

25 de Setembro — Dia Municipal do Hipnólogo




Olá amigos, é com grande satisfação que venho trazer a notícia de que no último dia 6, foi aprovada a lei que institui o Dia Municipal do Hipnólogo na data de 25 de setembro.

Fiz uma breve pesquisa e consegui o link para a página do Diário Oficial do Município (São Paulo/SP) onde está publicado.

Logo abaixo, segue o texto na íntegra e o link para download em PDF.

07 outubro 2011

Alívio da dor pelo facebook




No ano passado, em 18 de maio de 2010, meu irmão Jean Carlos, aos 28 anos, e uma semana antes do próprio casamento, morreu num acidente de moto na Marginal Tietê, em frente à Churrascaria Boi Preto, (um taxista, numa manobra indevida, bateu na traseira da moto do meu irmão, lançando-o para debaixo de um caminhão carregado de açúcar. O capacete não foi forte o suficiente para suportar o peso do caminhão e meu irmão morreu na mesma hora).
Depois disso, eu mesmo dificilmente ando na garupa de uma moto novamente, pois isso me trás recordações do acidente do meu irmão. E como prefiro lembrar dos bons momentos, lembro daqueles em que a moto não esteja envolvida, (e isso é difícil, pois o rapaz gostava muito de motos!).

04 outubro 2011

O Destro Canhoto

 

 


 

IMAGEM: Canhoto

Ontem, (03/10/2011), recebi uma atualização em minha página inicial do facebook, que me chamou a atenção; uma publicação do meu amigo João Oliveira no grupo Psicológica TV, intitulada “O DESTRO CANHOTO”. Não é de hoje que os canhotos me chamam a atenção, (tenho um irmão que é canhoto), então li o texto e fiz alguns comentários. Particularmente, me identifiquei com a proposta.
Agora, segue o texto na íntegra para que vocês também apreciem.

 

Já há alguns anos, tenho percebido certo padrão em um pequeno perfil da população com queixas de ordem psicológica ou sintomas psicossomáticos. Não é algo numeroso ainda para darmos início a uma pesquisa metodológica; podemos até pensar nisso no futuro. No momento, são apenas estudos de caso em andamento. No entanto, gostaria de chamar logo a atenção de outros profissionais de saúde e, até mesmo do grupo envolvido, (os canhotos), pois podemos estar auxiliando alguém que se encaixe neste relato.

Passei a observar, com maior acuidade, se o paciente é canhoto ou não, como primeiro passo da análise comportamental. Todos que militam nessa área sabem que o ponto fundamental para qualquer aprofundamento começa pela definição se o sujeito à nossa frente é destro ou canhoto.

Para facilitar, vamos ao passo a passo:

 

1) Como surgem os canhotos?

Uma pergunta fácil de ser respondida, mas é necessário um pouco de raciocínio dedutivo, pois todos os gêmeos univitelinos possuem um elemento destro e o outro canhoto. Os gêmeos univitelinos surgem quando um óvulo é produzido e fecundado por apenas um espermatozoide e, de imediato, se divide em duas culturas de células completas. Também são sempre do mesmo sexo. Portanto, (olhe o pensamento dedutivo aqui), se encontramos um canhoto no mundo sem um irmão gêmeo isso deve significar que existiu, em algum momento, grupo de cultura de células que não foi em frente — deveriam ser gêmeos então, certo?

 

2) Como identifico o canhoto?

IMAGEM: Área de Broca no cérebro (Wikipédia)

A região de Broca, que é responsável pela condução motora da fala humana, está localizada no lado esquerdo do cérebro. Por isso, podemos observar que, quando falamos, existe um movimento mais aparente do lado direito da boca. A movimentação é mais visível deste lado, isso nos destros! Na população canhota o movimento labial, durante a fala, pode ser melhor percebida, no lado contrário, o esquerdo. Isso pode indicar que a região de Broca está do lado contrário, no hemisfério direito! Para comprovação deste pensamento estamos iniciando um estudo clínico com ressonância magnética em conjunto com um colega médico que também se interessa por este fenômeno.

Com essas informações podemos agora “ver” o canhoto com facilidade, basta observar bem o movimento labial enquanto ele fala. Caso essa movimentação seja mais elaborada, explícita do lado esquerdo, estamos diante de um canhoto genuíno. No entanto, muitos foram “adestrados” (essa palavra parece carregar algo maior sobre não ser destro) para habitar no mundo dos destros e escrevem com a mão direita.

IMAGEM: Cérebro (Wikipédia)

Esse é o padrão! Aqui reside o problema! Alguém que não está em harmonia consigo mesmo enquanto organismo vivo! E ainda pior: essa pessoa pode nem saber que é (de fato) canhota!

Não caberiam aqui, neste espaço, os estudos de caso, (serão disponibilizados oportunamente). Mas o alerta pode encontrar objeto e auxiliar na condução da abordagem psicoterápica. Muitas dessas pessoas, que vivem dentro de um esforço não natural, podem desenvolver conflitos internos, pois não estão em harmonia com sua própria natureza biológica.

Estou à disposição dos interessados, colegas profissionais da área de saúde, para troca de informações sobre esse tema. Não encontrei, ainda, literatura a respeito e estamos buscando alternativas viáveis para o reencontro da real estrutura desses indivíduos. Alguns casos estão em andamento, enquanto escrevo estas palavras e podemos, assim, observar o avanço positivo destes pacientes.

 

João Oliveira
Psicólogo CRP -05-32031
oliveirapsi@gmail.com

 

Agora me diga, você conhece algum canhoto? Já notou diferenças de comportamento e/ou situações ditas “normais” onde este canhoto se sobressaiu ou foi prejudicado? Utilize o campo de comentários logo abaixo.

 


Atualizado em 2015/10/06


 


 

01 outubro 2011

Curso de Reprogramação Mental






Banner do Curso de Reprogramação Mental

 

Obtenha resultados rápidos, eficazes e duradouros através de ferramentas atualizadas de Terapia Super Breve.

Aprenderá como Desestruturar Crenças e/ou Decisões limitantes, transformando-as em Crenças e/ou Decisões Capacitantes.

Aprenderá a trabalhar com Terapia Regressiva de várias maneiras.



09 setembro 2011

As crianças também sofrem de estresse?

FOTO: um menino com um lápis na mão, como quem tenta quebrá-lo de nervoso
Foto: Google Imagens

 

Introdução

Se você acha que o estresse é assunto de adultos que vivem a correr de um lado para o outro no mundo dos negócios e têm que se preocupar com o orçamento no final do mês, está muito enganado. Além de ser um problema sério de gente grande, o estresse também afeta crianças de tenra idade e até bebês.

O estresse é uma arma do corpo que surge em qualquer tipo de ambiente ou situação hostil e isso pode acontecer com um adulto, por exemplo, quando ocorrem atritos em casa ou no trabalho, ou no caso de uma criança, o ambiente hostil pode ser: um problema na escola (leva uma “bronca” da professora), em casa, com amigos ou com os próprios pais: “qualquer mudança na vida de uma criança pode estressá-la”, problemas familiares, ausência de um dos pais ou luto, também podem criar situações de bastante estresse no menor. Mas uma das principais causas do estresse nas crianças, por incrível que possa parecer, são os pais.

Pais estressados costumam transferir as cobranças que recebem do ambiente de trabalho aos filhos. Na tentativa de tornar os filhos competitivos para o mercado de trabalho no futuro, eles tendem a preencher a agenda das crianças com compromissos, como aulas de inglês, espanhol, computador, música, natação e outros esportes. Com isso, a criança fica com pouco tempo para fazer uma das principais atividades de relaxamento a que tem acesso: brincar e compartilhar a presença dos pais.

Os pais devem sempre tentar eliminar os fatores de estresse aos filhos, procurando um especialista se necessário. O estresse infantil é um problema que, se não for resolvido logo, pode acabar prejudicando o desempenho escolar, as relações familiares e sociais, trazendo até mesmo problemas de saúde.

 

Os principais sintomas costumam ser

  • Agressividade;
  • Ansiedade;
  • Irritação
    Mesmo quando não há motivo aparente;
  • Isolamento
    A criança deixa de conversar com os pais e amigos e quer sempre ficar sozinha;
  • Mudança nos hábitos alimentares
    Mostra desinteresse pela comida, mesmo pelas que mais gosta;
  • Mudança nos hábitos de sono
    A criança dorme demais e está sempre cansada;
  • Mudanças genéricas no comportamento
    Por exemplo, a criança sempre gostou de ir à aula de inglês, mas passa a fazer birra toda vez que chega perto do horário da aula;
  • Problemas digestivos
    Acidez no estômago e reclamações de dor de barriga;

 

Como evitar o estresse infantil?

As principais recomendações a um adulto estressado são: praticar esportes e muitas atividades de lazer. Deixar de lado um pouco o ambiente de trabalho e criar tempo livre para praticar atividades prazerosas. O que fazer, no entanto, com uma criança estressada? A mesma coisa. As crianças precisam ter tempo para estudar, descansar e principalmente, brincar. “A brincadeira funciona, para a criança, como uma válvula de escape, um estabilizador para a vida”.

É importante que os pais dediquem parte de seu tempo, saindo da rotina junto com seus filhos, fazendo caminhadas, passeios, onde esses momentos de prazer, relaxamento e descontração podem servir como recursos de demonstração de carinho, segurança e transmissão de aprendizado, fazendo com que um elo de confiança seja estabelecido entre pais e filhos.

 

Fonte: Nota de IFAC — Instituto de Formação e Aptidão Comportamental no Facebook.

 

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Como fazer do estresse um amigo

Como um complemento, deixo abaixo um excelente TED de 2013, da Psicóloga Kelly McGonigal, cujo título é “Como fazer do estresse um amigo”, que pode (e deve) ser utilizando não só por crianças, mas também pelos adultos.

 

 


Atualizado em 2016/02/02


 

07 setembro 2011

Parar


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IMAGEM: Pare, e sonhe
PARE (e sonhe)
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És tu que atrais tudo. Cada evento, cada momento. Tudo o que te acontece é provocado pela energia que tu emanas. Às vezes de forma consciente, outras vezes inconsciente, mas todas as tuas atitudes, pensamentos, ações, reações, todo e qualquer momento teu está impregnado de uma energia. E essa energia sai-te pelos poros. Pelos chakras, pelos olhos.

04 setembro 2011

Terapia é coisa pra corajoso!

CHARGE: Psicoterapia

 

Recentemente, fui adicionado em um grupo no facebook, (Central do Terapeuta-HIP-TVP-TR-Holíst.-Psicanál.-Psico-Fisio-Saúde), administrado pela minha amiga Martha Mendes. E em uma das postagens do grupo, descobri este maravilhoso (e verdadeiro) texto, publicado por Daniela Palmeira. E devido a veracidade do texto, resolvi publicá-lo aqui para que vocês possam também se deliciar!

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Terapia é coisa pra corajoso!

15 agosto 2011

7º Encontro Mensal de Estudos da Sociedade InterAmericana de Hipnose



7º Encontro Mensal de Estudos da Sociedade InterAmericana de Hipnose


Convidamos para o 7º Encontro Mensal de Estudos da Sociedade InterAmericana de Hipnose, que acontecerá no dia 20/08/2011 (sábado), conforme cronograma abaixo:

1ª Palestra: HIPNOSE & A TÉCNICA DO APERTO DE MÃO – Dr. José Roberto Leite;

2ª Palestra: HIPNOSE vs. SÍNDROME DO PÂNICO – Samej Spenser;


09:00h — Integração/Apresentação/Cafezinho

09:30h — 1ª Palestra:
HIPNOSE & A TÉCNICA DO APERTO DE MÃO
A Hipnose faz parte da comunicação assertiva e a sua utilização para obtenção de resultados satisfatórios é o caminho mais eficaz para se conseguir transformações em nossas vidas. Com esta técnica do “APERTO DE MÃO”, será demonstrado como podemos acelerar os resultados almejados para uma ação de mudança sustentável, seguindo o exemplo do Dr. Milton Erickson, considerado o Pai da Hipnose Moderna.
Benefícios: Proporcionar transformações mais rápidas e consistentes, duradouras e eficazes, realizando mudanças mais abrangentes na maneira de agir no dia a dia.

Palestrante:
DR. JOSÉ ROBERTO LEITE
Cirurgião Dentista,
Master Practitioner em PNL,
Especialização em saúde com Robert Dilts.
Formação em Hipnose pelo Centro de Hipnoterapia Milton Erickson.
Colaborador do Jornal Diário do Rio Claro.
Ministra cursos e palestras.

11:00h – Coffee Break e Networking

11:30h – 2ª Palestra:
HIPNOSE vs. SÍNDROME DO PÂNICO – Relato de um caso clínico…
O palestrante falará sobre as estratégias utilizadas para controlar a Síndrome do Pânico de uma cliente, incluído as comorbidades, em apenas 4 sessões… Demonstrará o uso objetivo da hipnose em mudanças pessoais aceleradas…
Benefícios: A constatação de que a “ferramenta” Hipnose pode ser de grande valia como coadjuvante em processos clínicos, transformando para melhor a “realidade” vivida pelo cliente, de maneira rápida, gerando inclusão social e restabelecendo o autoconceito e a autoestima.

Palestrante:
SAMEJ SPENSER
Hipnólogo e Hipnoterapeuta.
Autodidata em hipnose. Estudioso do comportamento humano.
Ministra cursos e palestras sobre a Hipnose Prática.

13:00h – Término do Encontro Mensal

Local:
Rua Conselheiro Moreira de Barros, 642 – Santana – São Paulo/SP.


Estacionamento conveniado:
PIT STOP Estacionamento e Lava-Rápido.
Rua Conselheiro Moreira de Barros, 447 – Santana.

Ônibus que passam pelo local:
1760 – Cohab Antártica (sai do Center Norte, passa pelo metrô Santana);
1743 – Jd. Peri Alto (sai do Shopping D – passa pelo metrô Santana);
1744 – Lauzane (sai do Terminal do metrô Santana);
178T – Santana/CEASA (sai do Terminal do metrô Santana).

Contribuição:
R$ 20,00
PAGAMENTO NO LOCAL

Informações e confirmação de presença:
(11) 3492-7357
(11) 2339-7791

27 julho 2011

A Comunicação e Sua Importância

Já há algum tempo, venho prestando maior atenção à forma como me comunico e como as pessoas se comunicam comigo. É interessante notar o resultado dessa comunicação e suas implicações, (feedback). Preparei um longo texto sobre o assunto, que de forma alguma será conclusivo. Antes, pretendo que seja elucidativo e corrobore com o aprendizado e a melhora na interação com os nossos sujeitos hipnóticos e clientes.

Comunicação

Imagem: Google Imagens

 

De início, vejamos o que o dicionário nos diz:

CO.MU.NI.CA.ÇÃO: sf. 1. Ato ou efeito de comunicar(-se). 2. Processo de emissão, transmissão e recepção de mensagens por meio de métodos e/ou sistemas convencionados. 3. A mensagem recebida por esses meios. 4. A capacidade de trocar ou discutir ideias, de dialogar, com vista ao bom entendimento entre pessoas. [Pl.: –ções.].

 

Em seguida, vejamos o conteúdo da Wikipédia:

A comunicação humana é um processo que envolve a troca de informações, e utiliza os sistemas simbólicos como suporte para este fim. Estão envolvidos neste processo uma infinidade de maneiras de se comunicar: duas pessoas tendo uma conversa face a face, ou através de gestos com as mãos, mensagens enviadas utilizando a rede global de telecomunicações, a fala, a escrita que permitem interagir com as outras pessoas e efetuar algum tipo de troca informacional.
No processo de comunicação em que está envolvido algum tipo de aparato técnico que intermedia os locutores, diz-se que há uma comunicação.
O estudo da Comunicação é amplo e sua aplicação é ainda maior. Para a Semiótica, o ato de comunicar é a materialização do pensamento/sentimento em signos conhecidos pelas partes envolvidas. Estes símbolos são então transmitidos e reinterpretados pelo receptor. Hoje, é interessante pensar também em novos processos de comunicação, que englobam as redes colaborativas e os sistemas híbridos, que combinam comunicação de massa e comunicação pessoal e comunicação horizontal.

 

“Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria linguagem, você atinge seu coração”.
— Nelson Mandela

 

13 junho 2011

14 maio 2011

05 abril 2011

Como é o Transe Hipnótico… O que é isso?

Você também pode ouvir este artigo ou baixá-lo em .mp3

Faça o download aqui.

 

Introdução

GIF: Espiral girandoMuita gente me pergunta como é estar em transe hipnótico, uma dúvida que, (creio eu), passe pela cabeça de todos ao se deparar com a palavra “Hipnose”.

De início, quero deixar claro que o transe hipnótico é algo muito pessoal e singular, e que dificilmente será igual para todos. A Hipnose, por ser inerente e natural do/no ser humano, funciona de acordo com a ipseidade de cada um, logo, o transe hipnótico também é individual e único, (podendo ser diferente conforme se acostuma e pratica).

Vou relatar o transe hipnótico que eu experimento, todos os dias, desde que entendi o que vem a ser o “transe”!

 

01 abril 2011

Dia 02 de abril — Dia Mundial do Autismo

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Dia 2 de abril é o dia mundial do autismo, vamos colaborar nesta campanha!
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02 de Abril, Dia Mundial do Autismo
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Eu vou colaborar com esta campanha, e você, me acompanha?
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28 março 2011

Dor Crônica e Enxaqueca Tratados pela Hipnose

 

Vamos falar um pouco sobre as utilizações da Hipnose que podem auxiliar a população.

Recentemente tenho ouvido falar, (e muito), em Dor Crônica”, “Enxaqueca” e etc.

Segundo alguns sites e médicos, a dor crônica pode atingir até um terço da população, como veremos a seguir.

Mas o que podemos fazer para evitar e/ou remediar esta situação?

16 março 2011

Padres e a Hipnoterapia

Padre Oscar durante a sessão na paróquia da Santa Cruz: os casos mais recorrentes são os de estresse, cansaço mental, ocorrências da infância, ansiedade e depressão
Padre Oscar durante a sessão na paróquia da Santa Cruz: os casos mais recorrentes são os de estresse, cansaço mental, ocorrências da infância, ansiedade e depressão. | Foto: Reprodução

 

A hipnoterapia ou hipnose, técnica natural que possibilita à pessoa solucionar os próprios problemas, vem sendo usada pela Igreja Católica para ajudar a curar depressão, traumas e outros males. Sessões de relaxamento também são outro recurso eficiente. A Organização Mundial de Saúde estima que em 2020 a depressão será uma das principais causas de incapacidade para o trabalho em todo o mundo, só superada pelas doenças cardíacas. Outro dado da OMS é que de cada 100 pessoas em todo o mundo 15 tiveram ou têm a doença.

Na paróquia Imaculado Coração de Maria, no bairro Santa Cruz, Pe. Oscar Clemente, com mestrado em Teologia Bíblica nos Estados Unidos e formação em Parapsicologia, atende uma média de 20 pessoas por semana. Desde que começou a estudar o assunto, em 2008, ele atendeu mais de 200 pessoas com resultados positivos.

15 março 2011

Filmes e Seriados com Hipnose

Introdução

Conversando com meu amigo Galvão, surgiu o assunto sobre filmes e seriados que tratam ou relatam a Hipnose em seu contexto. c. Voltando ao tema…

E qual não foi minha surpresa, quando meu amigo Galvão me manda um link de sua comunidade no finado Orkut onde criou um tópico sobre o assunto. Resolvi então repassar o conteúdo aqui para que vocês digam o que acharam dos filmes.

ATENÇÃO:
Devido ao “tamanho” que o artigo está adquirindo à cada atualização, adicionei um índice, que está em ordem alfabética, enquanto que a disposição (dos filmes) na página segue a ordem cronológica por ano de lançamento.


19 fevereiro 2011

Devem os cristãos praticarem o hipnotismo?

IMAGEM: Cruz | Imagem: Google Imagens

 

Introdução

Recentemente, vi uma pergunta no Yahoo! Respostas que me chamou a atenção, e esta pergunta é:

 

“Devem os cristãos praticarem o hipnotismo?”

 

Como referência à pergunta, deixaram este link.

 

Como o espaço para respostas no Yahoo! é limitado, resolvi criar este artigo para adicionar minha resposta completa à esta questão. Abaixo, segue a resposta na íntegra.

 

18 fevereiro 2011

Hipnose Relacional

FOTO: Dr. Milton Erickson, sentado, e uma inscrição na lateral direita com a frase: “Wizard of the Desert”.
“O Feiticeiro do Deserto” (em tradução livre) | Google Imagens

 

O Dr. Milton Erickson foi um dos mais impactantes terapeutas da história e sua metodologia era, declaradamente, a hipnose. Entretanto não hipnotizava como os hipnoterapeutas tradicionais. Ele tinha uma enorme influência da psiquiatria e da psicanálise. Os psicanalistas desde Freud dizem que não hipnotizam pessoas, embora elas apresentem todas as indicações clínicas de que estão; sim, os clientes estão profundamente hipnotizados e falando. Eu mesmo em minha análise pessoal sentia formigamento e necessitava de alguns minutos para voltar minha atenção para o mundo externo. Se levantasse do divã e fosse direto para a rua poderia ser atropelado… quem pagaria o prejuízo?

 

“No fundo o que Milton Erickson e Freud faziam não diferia em intenção e essência.”

 

A perícia de Erickson estava em iniciar uma conversa ou uma espécie de narrativa cada vez mais envolvente de tal modo que o paciente e, muitas vezes um grupo inteiro, entrava em estado alterado de consciência. O que é esse tal estado alterado de consciência? Que expressão misteriosa… No fundo se trata de um estado de profunda introspecção capaz de fazer com que o sujeito evoque e analise suas próprias experiências mais íntimas e significativas, sem precisar saber racionalmente nem precisar explicar verbalmente o que e como faz isso. É uma capacidade inata do ser humano. Acontece mesmo sem você saber em ciclos ao longo do dia e da noite.

Não é diferente das estórias contadas para crianças dormirem à noite. O narrador fala e a mente da pessoa vagueia até ancorar no seu interior. Então dizemos que está hipnotizado ou dormindo. Você pode sugerir muitas coisas para uma pessoa dormindo e ela terá melhores condições de analisar e tirar algum proveito delas do que acordada e ocupando-se de algo exterior.

A genialidade do Dr. Erickson era justamente usar a atenção externa para estimular a atenção interna. Por exemplo, vi num filme como um aluno em meio a um grupo altamente excitado e curioso estava com os olhos bem atentos, fixados no ambiente. Milton sugeriu que escolha um objeto especialmente interessante no ambiente e que fixasse sua atenção progressivamente nele. Não demorou mais que minutos para que a pessoa estivesse em profundo estado de introspecção. Hipnotizada. Uma pessoa pode ser hipnotizada olhando fixamente para algo ou com os olhos fechados; sentada, deitada ou caminhando. Muitos corredores entram em transe a certa altura e não percebem nada mais em volta a não ser o mínimo necessário para continuar nesse estado. Nesse momento se você perguntar algo para ele, não ouvirá. Pode ser que não veja alguém atravessando-se à sua frente ou tentando empurrá-lo. Não aconselho a ninguém entrar nesse tipo de transe nas ruas de uma grande metrópole. Reserve um lugar calmo, acolhedor, quieto e seguro para entrar em transe correndo ou nadando. O mesmo se quiser entrar em transe deitado.

Qual a diferença do modo freudiano? A pessoa mesma inicia uma narrativa na qual vai mergulhando cada vez mais até entrar em um estado profundamente alterado de consciência, capaz de escutar o que diz de uma forma inédita e surpreendente para ela mesma. O analista simplesmente facilita que isso aconteça.

Por isso quando mostro meu trabalho para analistas, eles ficam maravilhados como eu “analiso” com uma simplicidade e eficácia usando meios simples e não convencionais. Para os Hipnólogos tradicionais e praticantes da Programação NeuroLinguística (PNL) eu faço hipnose relacional de uma forma muito dinâmica e flexível…

Nossa atenção é relacional e cíclica: concentrar-se profundamente em algo externo, o foco irá cada vez mais para dentro em seguida, e se for intensamente para dentro sairá para fora depois, de outro modo, alterado. E alternado.

Para que hipnose? Para dar atenção a nós mesmos. Nossa cultura traduz isso como comprar coisas para si, divertir-se; espairar; pensar em outra coisa, simplesmente desligar do estresse quotidiano. Não se trata desse tipo de “atenção”. Não se trata de escapar da atenção externa e sim ir ao encontro da interna.

Por exemplo, se você sentir um desconforto, dê atenção à ele e verifique o que acontece. Uma atenção serena, calma e tranquila. O desafio é afastar “pré-ocupações” e “pré-juízos” a respeito do que sente e simplesmente acompanhar com interesse o que brota do seu interior. Indo ao encontro do que sente, inevitavelmente haverá a mobilização de um complexo de reações psicobiológicas transformando isso em algo cada vez melhor e melhor. Se praticar sistematicamente terá mudanças psicobiológicas cada vem mais intensas e duradouras.

E por que não?

 

Dr. Sergio Spritzer
Neurologista da Comunicação e do Comportamento
Trainer em PNL e Hipnose Ericksoniana
Diretor técnico do Instituto Neurocom

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Quero agradecer a gentileza do Dr. Sergio Spritzer em escrever um artigo tão esclarecedor para o meu blog.
Parabéns ao Dr. Sérgio e ao Instituto Neurocom!

 


Atualizado em 2016/02/06


 

16 fevereiro 2011

Em Experimento, Grávidas Serão Ensinadas a se Auto-Hipnotizar

FOTO: Mulher grávida sentada no campo, em posição de lótus e acariciando a barriga
Foto: Glam-o-Mamas

 

Mulheres grávidas vão aprender a hipnotizar-se antes do parto como uma alternativa aos anestésicos.

 

Elas vão aprender a pôr-se em um estado de transe durante o trabalho na esperança de que elas não precisem de tratamentos caros, como drogas epidurais, gás hilariante ou morfina.

Mais de 800 mães de primeira viagem vão participar no estudo de 18 meses do NHS (Serviço Nacional de Saúde Britânico), sobre a eficácia do hypnobirthing.
Ensinar as mulheres a controlar sua dor também pode reduzir a necessidade de supervisão das parteiras, que ajudaria a aliviar a pressão sobre as maternidades sobrecarregadas.

12 fevereiro 2011

Emagreça com o auxílio da Hipnose

FOTO: Hipnoterapeuta e cliente em transe
Foto: iStock, Getty Images

 

Introdução

A hipnose está sendo utilizada no processo de emagrecimento. Com a técnica o hipnólogo tenta encontrar os motivos que levam uma pessoa a engordar. A diferença de uma terapia convencional, por exemplo, é que o profissional trabalha com a consciência do paciente em outro estado, como se estivesse funcionando em outra sintonia.

Os motivos que levam uma pessoa a comer mais do que precisa podem ser vários como, por exemplo, solidão, carência, frustração no trabalho, algum trauma, depressão ou medo. Essa vontade incontrolável de comer, também pode vir da infância, quando a mãe dizia que se você comesse tudo ganharia aquele brinquedo que tanto queria.

11 fevereiro 2011

Ministro da Saúde recebe dirigentes da FIO

FOTO: Dentista com instrumentos nas mãos
LookForDiagnosis

 

O presidente da Federação Interestadual dos Odontologistas (FIO), Wellington Moreira Melo, acompanhado do secretário-geral da entidade, Aroldo Pinheiro Neto, e do tesoureiro, José Carrijo Brow, foi recebido pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na última terça-feira (8), em Brasília (DF).

Wellington Mello falou da situação da entidade e de seus sindicatos afiliados e entregou ao ministro uma lista de reivindicações com os seguintes pontos:

  • Fortalecer os mecanismos de avaliação e controle dos recursos financeiros repassados aos estados e municípios no setor da saúde;
  • Continuar investindo e incentivando a qualificação dos gestores nos três níveis de atenção;
  • Ampliar as equipes de saúde da família;
  • Fortalecer e ampliar o processo de implantação da fluoretação das águas de abastecimento público;
  • Tornar mais eficiente o planejamento, o empenho e a execução dos recursos financeiros destinados ao programa Brasil Sorridente;
  • Trabalhar pela regulamentação da Emenda Constitucional 29;
  • Ampliar os Centros de Especialidades Odontológicas;
  • Realizar a 4ª. Conferência Nacional de Saúde Bucal;
  • Destacar a política de saúde bucal nos meios de comunicação, em caráter informativo e educativo;
  • Inclusão do SUS das práticas interativas complementares na saúde bucal, acupuntura, hipnose, terapia floral, homeopatia e laserterapia.

 

O ministro Alexandre Padilha questionou os dirigentes da FIO quanto ao número atual de desdentados no Brasil e demonstrou interesse em zerar esta dívida nos quatro anos de governo Dilma.

Wellington Melo afirmou que essa meta é realmente muito importante para o resgate da cidadania da população brasileira, mas também é bastante audaciosa, uma vez que existe hoje uma grande carência de técnicos em prótese, em especial nas regiões que mais necessitam de atendimento.

O presidente da Federação disse que a entidade aceita encarar o desafio proposto pelo ministro, por entender que se trata de uma empreitada de grande magnitude, cujo êxito dependerá da participação de todos os setores envolvidos com a saúde bucal no Brasil.

 

Originalmente publicado em 10/Fev/2011, no site A Crítica de Campo Grande.

 


Atualizado em 2016/02/27


 

10 fevereiro 2011

Hipnose e Infertilidade

FOTO: Casal de mãos dadas, sentados em frente a um médico
Foto: Google Imagens

 

Não existem muitos estudos que comprovem que a hipnose seja um tratamento eficaz contra a infertilidade. Todavia, cada vez mais aparecem estudos com resultados impressionantes. Um deles até sugere que a hipnose consegue dobrar a chance de uma mulher engravidar quando feita em conjunto com a Fertilização In Vitro (FIV) [fonte: Diário de Fertilidade e Esterilidade]. Assim como a acupuntura, a hipnose possui uma longa história e foi até mesmo incluída na medicina ocidental desde o fim do século 19, quando os médicos a utilizavam para auxiliar na sedação de pacientes em cirurgia.

O processo da hipnose geralmente começa quando um terapeuta habilitado pede a uma pessoa que direcione sua atenção para um ponto ou ideia específica. Isso resulta em um estado de sonolência ou transe em que o paciente se torna mais receptivo à sugestões. Quando a hipnose é utilizada para tratar doenças, vícios ou sintomas, é conhecida como hipnoterapia.

Acredita-se que a hipnoterapia seja um tratamento eficaz para uma variedade de doenças, incluindo ansiedade, insônia, gerenciamento da dor e doenças relacionadas ao cansaço. Algumas mulheres usam a hipnoterapia para aliviar dores ligadas ao trabalho de parto. O sucesso da hipnoterapia é atribuído aos mesmos fatores observados na acupuntura. Pacientes que estão passando pela hipnoterapia podem ser capazes de diminuir a pressão arterial ou melhorar a função do sistema imunológico, os quais podem ser benéficos para uma mulher que deseja engravidar. As mulheres também podem ser capazes de equilibrar seus níveis hormonais, o que pode aumentar as chances de gravidez. Outro benefício inclui a redução de padrões de estilo de vida não saudáveis, como o fumo e a obesidade, que podem diminuir a fertilidade em homens e mulheres.

Entretanto, em caso de infertilidade, o efeito da hipnoterapia sobre a ansiedade e o cansaço pode ser o fator mais importante. A hipnoterapia pode ser eficaz sozinha, mas muitos estudos focam a hipnoterapia usada em conjunto com a fertilização in vitro.

Em 2006, uma equipe da Universidade Soroka, em Israel, acompanhou mulheres que passavam pelo processo de fertilização in vitro. Algumas delas foram hipnotizadas durante o estágio de transferência do embrião, um processo cansativo que pode ser impedido por contrações uterinas. O estudo mostrou que 28% das mulheres hipnotizadas engravidaram, comparado aos 14% das mulheres que não receberam a hipnoterapia. Os pesquisadores atribuíram o sucesso da hipnoterapia ao relaxamento, que pode ter reduzido as contrações uterinas [fonte: Our Jerusalem (em Inglês)].

 

Originalmente publicado no site HowStuffWorks (Como Tudo Funciona).

 


Atualizado em 2016/02/22


 

08 fevereiro 2011

Hipnose para Controle de Claustrofobia em Exames de Ressonância Magnética

FOTO: Homem operando uma máquina de Ressonância Magnética
Foto: Ecoclínica

 

Autores: Luiz Guilherme Carneiro Velloso, Maria de Lourdes Duprat, Ricardo Martins, Luiz Scoppetta.

 

Resumo

Objetivo:
Testar a eficácia da hipnose para o controle de claustrofobia em pacientes submetidos a exames de ressonância magnética.

Materiais e Métodos:
Vinte pacientes claustrofóbicos, com indicação de sedação para ressonância magnética, foram submetidos à hipnose pela técnica de Braid. Os pacientes suscetíveis à hipnose foram encaminhados para realização do exame em estado de transe hipnótico, sem uso de medicamentos para sedação.

Resultados:
Da amostra estudada, 18 casos (90%) foram suscetíveis à técnica. Dos 16 pacientes sensíveis à hipnose que compareceram para a ressonância magnética, 15 (93,8%) realizaram o exame em transe hipnótico, sem ocorrência de crise de claustrofobia e sem necessitar de medicamentos para sedação.

Conclusão:
Hipnose é uma alternativa para a sedação medicamentosa em pacientes claustrofóbicos que necessitam realizar ressonância magnética.

 

Introdução

Os equipamentos de ressonância magnética, (RM), atuais exigem do paciente a permanência em imobilidade, em ambiente confinado, por períodos prolongados. É comum a ocorrência de claustrofobia, por vezes impossibilitando a realização do procedimento. Nesta situação, comumente, recorre-se à sedação com medicamentos, que implica uma logística à parte — assistência por anestesiologista, necessidade de jejum, avaliação pré-anestésica em idosos ou portadores de comorbidades, monitoração não invasiva durante o exame —, buscando minimizar o risco de depressão respiratória e de outros efeitos indesejados das substâncias administradas.

A hipnose é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina “como valiosa prática médica, subsidiária de diagnóstico ou de tratamento (…) Trata-se de um estado de estreitamento de consciência provocado artificialmente, parecido com o sono, mas que dele se distingue fisiologicamente pelo aparecimento de uma série de fenômenos espontâneos ou decorrentes de estímulos verbais ou de outra natureza. (…) A hipnose é, então, uma forma de diagnose e terapia que (…) pode ser executada por médicos, odontólogos e psicólogos, em suas estritas áreas de atuação”.1

Com a hipnose, mesmo em pacientes moderadamente suscetíveis à técnica, é possível induzir um estado de relaxamento profundo, com alterações fisiológicas similares às do sono natural. O reflexo de tosse não é abolido, não há depressão respiratória nem alteração pressórica ou de ritmo cardíaco2. Além disso, o paciente hipnotizado pode permanecer colaborativo, realizando movimentos simples ou ficando em apneia voluntária, se necessário. Dessa forma, a possibilidade de realização de RM em pacientes claustrofóbicos ou ansiosos com hipnose apresenta evidente redução do risco representado pelo procedimento anestésico, além da economia dos materiais necessários a este último.

Diversos trabalhos, pequenos e não controlados, propõem a hipnose como adjuvante para a realização de procedimentos radiológicos invasivos3, endoscopia digestiva4, e mesmo colonoscopia5. O uso desta técnica para controle de quadro ansioso ou fóbico relacionado à RM não foi relatado na literatura.

 

Objetivo

Estudar o uso de hipnose como alternativa à sedação farmacológica para a realização de exames de RM em portadores de claustrofobia e ansiedade.

 

Materiais e Métodos

No período de março a setembro de 2008, foram selecionados para o estudo 20 pacientes adultos, sem déficit cognitivo, nos quais a sedação para RM foi indicada por seu médico assistente, em função de quadro fóbico ou ansioso impossibilitando a realização do exame em pelo menos uma tentativa prévia.

Os pacientes foram identificados a partir das agendas de exames de RM. Os casos já agendados para exame “com sedação” foram contatados, propondo-se a realização do exame com a técnica alternativa, sem uso de medicamentos.

Aos interessados, foi explicada a técnica de hipnose a ser utilizada para realização da RM. Após assinatura de termo de consentimento informado, foi induzida hipnose pela técnica clássica de Braid, buscando-se conduzir os pacientes até o estágio sonambúlico, ou estágio 5 da escala de Stanford. Nesse estágio, os pacientes foram colocados em atividade ideossensória, com indução de sensações visuais e cinestésicas vívidas e agradáveis, (caminhar numa paisagem relaxante, segura e acolhedora), associadas a sensação de paz, tranquilidade e segurança. Após implante de sinal hipnógeno, os pacientes foram de-hipnotizados, para avaliação da profundidade e eficácia do transe induzido. A seguir, foi novamente induzida hipnose, desta vez mediante uso do sinal hipnógeno. Neste segundo procedimento, (técnica de dupla indução), os pacientes foram apresentados às diferentes etapas do exame de RM, que foram ressignificadas e associadas à sensação de relaxamento obtida na atividade ideossensória anterior. O exame de RM foi agendado para uma data posterior, com a presença dos pesquisadores.

Para a realização do exame, o paciente foi hipnotizado com uso de sinal hipnógeno em uma sala de preparo, conduzido em cadeira de rodas até o aparelho de RM, e de-hipnotizado ao final do procedimento.

 

Resultados

Dos pacientes selecionados para o estudo, 2/20 (10,0%) não foram suscetíveis à hipnose. Dos pacientes suscetíveis à hipnose, 4/18 (22,2%) chegaram aos estágios 3 ou 4, e 14/18 (77,8%) atingiram o estágio 5 da escala de suscetibilidade hipnótica de Stanford (SHSS). O tempo médio necessário para indução do transe foi de 1 a 20 minutos (média de 5,3 minutos), e o período sob hipnose na primeira etapa foi de 10 a 50 minutos (média de 25,3 minutos.) Dos 18 pacientes suscetíveis à hipnose, 2 (11,1%) ficaram com receio de ter crise de fobia e não compareceram ao setor de RM para a realização do exame. Dos 16 restantes, em 15 (93,8%) foi induzido transe por meio de sinal hipnógeno e realizada RM sem nenhuma intercorrência, com duração de 20 minutos (coluna cervical) a 90 minutos (RM cardíaca), (média de 34,7 minutos por procedimento). Em um caso (6,2%), o paciente entrou em crise de ansiedade e hiperventilação ao passar diante da sala de RM e não se deixou hipnotizar, embora fosse altamente suscetível à técnica. Os resultados e a composição da amostra estão resumidos na Tabela 1.

 

Tabela 1
Tabela 1

 

Discussão

Claustrofobia é uma ocorrência bastante comum nos pacientes submetidos a RM, com incidência relatada em torno de 2%6 a 15%7 dos exames realizados. Este quadro parece ocorrer predominantemente em pacientes do sexo feminino e em determinados tipos de exames, como a RM de crânio, em função da posição do paciente no scanner. Nesta eventualidade, torna-se necessária sedação medicamentosa ou até mesmo anestesia geral para completar o procedimento.

Desde o tempo dos antigos egípcios encontram-se relatos escritos da utilização da hipnose com finalidade terapêutica. Antes do advento da anestesia, a hipnose era utilizada para aliviar a dor em procedimentos de vários portes, inclusive amputações de membros. Neste aspecto, são clássicos os relatos de James Esdaile, cirurgião do exército britânico na Índia colonial, em seu livro publicado em 18508.

Nos dias atuais, embora muito pouco utilizada, a hipnose ainda é indicada como terapia complementar em diversas afecções clínicas e para facilitar a recuperação física e psicológica após cirurgias9. Alguns estudos sugerem que a hipnose pode reduzir o desconforto e sofrimento em crianças submetidas a procedimentos invasivos, como a uretrocistografia miccional10. Uma metanálise de 26 artigos publicados sobre o assunto dá conta de que, recebendo hipnose, 82% dos pacientes submetidos a procedimentos médicos tiveram menos desconforto emocional do que os controles. Nesses estudos, a hipnose foi utilizada para reduzir o desconforto de pós-operatório, puerpério, quimioterapia e radioterapia, procedimentos radiológicos invasivos, punção lombar, etc.11 Não encontramos, na literatura, referência ao uso da hipnose para controle da claustrofobia em pacientes submetidos a RM.

A hipnose é um estado alterado do nível de consciência induzido por técnicas que envolvem estimulação repetitiva e monótona, habitualmente verbal. O paciente hipnotizado encontra-se em um estado crepuscular — permanece consciente e senhor de sua vontade por estar em vigília, mas ao mesmo tempo está profundamente relaxado e experimenta sensações oníricas, como no sono normal. Associada ou não a técnicas de psicoterapia, em especial a cognitivo-comportamental, a hipnose pode ser uma ferramenta muito útil para o controle da ansiedade e de transtornos fóbicos, entre numerosas outras aplicações. Como a hipnose é um estado fisiologicamente similar ao sono, não apresenta risco de agravo à saúde. A suscetibilidade à hipnose, (que alguns autores preferem descrever como habilidade hipnótica do paciente), é uma característica individual e estável ao longo da vida; cerca de 10% da população são resistentes ao procedimento12, independente da técnica e habilidade do hipnotizador.

Na amostra do presente estudo, a suscetibilidade à hipnose foi similar à observada na população em geral, embora se tratasse de um grupo de portadores de claustrofobia ou ansiedade intensa. A primeira indução do estado hipnótico foi feita em tempo curto, permitindo a implantação de sinal hipnógeno, que leva de imediato o paciente a um transe profundo, desde que ele permita.

Algumas características do estado hipnótico13, ou transe, são particularmente favoráveis ao seu uso para o controle da claustrofobia na RM:

  1. Atividade ideossensória
    É possível induzir, no paciente, a visualização nítida de paisagens agradáveis, com sensações associadas de olfato, tato e paladar bastante realistas. É possível fazer o hipnotizado sentir-se vividamente em uma praia — molhando os pés na beira do mar, sentindo o sol, o vento e o cheiro do mar, ouvindo o som das ondas, das aves e das folhas dos coqueiros. Estas imagens oníricas podem ser associadas a relaxamento e tranquilidade e estar presentes durante o exame sob hipnose.
  2. Atividade ideomotora
    O paciente pode ser sugestionado a permanecer completamente imóvel durante todo o procedimento, sem sentir desconforto.
  3. Distorção da percepção do tempo
    O paciente pode terminar o exame com a percepção, sugerida pelo hipnotizador, de que a duração foi de poucos minutos. Pode-se induzir, também, amnésia total ou parcial em alguns pacientes mais sensíveis à hipnose.
  4. Analgesia
    Reduz bastante o desconforto de pequenos procedimentos, como a punção venosa. Pacientes com dores agravadas pelo decúbito também podem se beneficiar da analgesia hipnótica.

 

No grupo estudado, estas características do estado de transe hipnótico foram utilizadas de modo a obter o maior conforto do paciente claustrofóbico durante o exame de RM. Desse modo, durante o transe preparatório, a evocação de cenas e sons reconfortantes foi associada a diferentes etapas do exame. Dessa forma, por exemplo, foi sugerido ao paciente que se o barulho das ondas do mar ou de uma cachoeira pode ser extremamente relaxante, o som intenso do aparelho de RM poderá também deixá-lo relaxado e tranquilo. E de fato, durante o exame em hipnotizados, observamos diminuição de frequência cardíaca coincidindo com os momentos em que o aparelho emite ruído intenso. Da mesma maneira, foi sugerido ao paciente que os movimentos da maca da RM seriam muito relaxantes, como os movimentos de uma rede ou cadeira de balanço. Além disso, como mais de três quartos dos pacientes suscetíveis desta amostra atingiram o estágio 5 da escala de Stanford, ou estágio sonambúlico, em que é possível a visualização muito realista de imagens, esses pacientes foram sugestionados a visualizar paisagens agradáveis durante o exame.

Todos os pacientes receberam repetidamente mensagens de que sua respiração permanecia tranquila e desimpedida, e que a temperatura ambiente era amena e confortável. A todos foi dada a sugestão de que, embora pudessem se movimentar livremente, sentiam-se tão seguros e confortáveis de olhos fechados e em completa imobilidade, que não sentiam a menor vontade de se movimentar ou abrir os olhos durante todo o tempo do exame.

Na fase de de-hipnotização, ao término do procedimento, foram repetidas sugestões de bem-estar e vigor físico, e que o tempo sob hipnose seria percebido como muito breve, apenas de poucos minutos. Após o despertar, os pacientes foram encorajados e cumprimentados por terem conseguido realizar o exame com seus próprios recursos, sem necessidade de medicações sedativas. Todos foram liberados do setor de imagem imediatamente após a realização do exame, sem dificuldade motora ou sonolência significativa.

 

Conclusão

Na amostra estudada, de 20 indivíduos que não conseguiram realizar exame de RM devido a ansiedade ou claustrofobia, 90% foram hipnotizáveis pelo método clássico de Braid. Dos pacientes suscetíveis à técnica levados à sala de RM, 93,8% realizaram o exame sob hipnose, sem intercorrências e sem necessidade de medicamentos para sedação.

Portanto, a hipnose mostrou ser uma alternativa eficaz e segura à sedação medicamentosa, para possibilitar a realização de RM em pacientes fóbicos e ansiosos. Por suas características, pode ser opção preferencial em pessoas com comorbidades que impliquem maior risco para a sedação, ou em exames que requeiram a colaboração do paciente, como a RM de coração.

 

Endereço para correspondência:

Dr. Luiz G. C. Velloso
Avenida Pompeia, 1319, Vila Pompeia
São Paulo, SP, Brasil, 05023-000
E-mail: luiz.velloso@sti.com.br

 

Recebido para publicação em 5/10/2009.
Aceito, após revisão, em 18/12/2009.

 

Trabalho realizado no Hospital e Maternidade São Camilo
Pompeia, São Paulo, SP, Brasil.
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Tel: (11) 3372-4544 | Fax: (11) 3285-1690

 

Publicado com autorização.
Originalmente publicado pela revista Radiologia Brasileira, Vol. 43 Nº 1 — Jan/Fev de 2010.

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Referências

1 Conselho Federal de Medicina. Parecer CFM nº 42/1999. [acessado em 8 de agosto de 2008]. Disponível em: www.portalmedico.org.br/pareceres/cfm/1999/42_1999.htm;

2 KROGER, W.S., Clinical and experimental hypnosis. 2nd ed. Philadelphia: JB Lippincot; 2008;

3 LANG, E.V., ROSEN, M.P., Cost analysis of adjunct hypnosis with sedation during outpatient interventional radiologic procedures. Radiology. 2002;222:375-82;

4 CONLONG, P., REES, W., The use of hypnosis in gastroscopy: a comparison with intravenous sedation. Postgrad Med J. 1999;75:223-5;

5 CADRANEL, J.F., BENHAMOU, Y., ZYLBERBERG, P., et al. Hypnotic relaxation: a new sedative tool for colonoscopy? J Clin Gastroenterol. 1994;18:127-9;

6 MURPHY, K.J., BRUNBERG, J.A., Adult claustrophobia, anxiety and sedation in MRI. Magn Reson Imaging. 1997;15:51-4;

7 ESHED, I., ALTHOFF, C.E., HAMM, B., et al. Claustrophobia and premature termination of magnetic resonance imaging examinations. J Magn Reson Imaging. 2007;26:401-4;

8 ESDAILE, J., Mesmerism in India and its practical application in surgery and medicine. Hartford: S. Andrus and Sons; 1850;

9 STEWART, J.H., Hypnosis in contemporary medicine. Mayo Clin Proc. 2005;80:511-24;

10 BUTLER, L.D., SYMONS, B.K., HENDERSON, S.L., et al. Hypnosis reduces distress and duration of an invasive medical procedure for children. Pediatrics. 2005;115:e77-85;

11 SCHNUR, J.B., KAFER, I., MARCUS, C., et al. Hypnosis to manage distress related to medical procedures: a meta-analysis. Contemp Hypn. 2008;25:114-28;

12 Cf. referência número 2;

13 Cf. referência número 2.

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Atualizado em 2015/12/26