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26 fevereiro 2015

Aniversário de Coué

Foto de Coué

Nesta quinta-feira, dia 26 de Fevereiro de 2015, o farmacêutico e psicólogo francês Émile Coué completaria 158 anos de idade.

Émile Coué de la Châtaigneraie (pronúncia em francês: [emil kue də la ʃɑtɛɲʁɛ]; * Troyes, França, 26 de fevereiro de 1857 — † Nancy, França, 2 de julho de 1926), era membro da tradicional nobreza da Bretanha e foi um notável e instigante psicólogo e farmacêutico, que introduziu métodos de psicoterapia, cura e auto-tratamento, baseados em autossugestão ou auto-hipnose.

Vida e Carreira

A família de Coué descende da nobreza da Bretanha na França e dispunha de meios modestos. Foi um aluno brilhante na escola; ele inicialmente estudou para se tornar um químico. No entanto, ele acabou por abandonar os estudos como o seu pai, que era um trabalhador ferroviário, estava em uma situação financeira precária. Coué, em seguida, decidiu tornar-se um farmacêutico, e graduou-se em farmacologia, em 1876.

Trabalhando como farmacêutico em Troyes 1882-1910, Coué rapidamente descobriu o que mais tarde veio a ser conhecido como o efeito placebo. Ele se tornou conhecido por tranquilizar seus clientes elogiando a eficiência de cada remédio e deixando uma pequena mensagem positiva com cada medicação administrada.

22 janeiro 2015

Aniversário da Morte de Bertrand

Foto do Dr. Alexandre Bertrand

Nesta quinta-feira, dia 22 de Janeiro de 2015, completa-se 184 anos da morte do Dr. Alexandre Jacques François Bertrand, um médico, físico, escritor (entre outras coisas) francês muito significante na história do hipnotismo. Confira abaixo um pouco mais sobre o Dr. Bertrand.

 

Introdução

Bertrand nasceu em Rennes (França) em 25 de abril de 1795, e morreu em Paris em 22 de janeiro de 1831, foi médico, naturalista, físico, escritor e colunista de ciência.

Especialista em Sonambulismo e Magnetismo Animal (Mesmerismo), ele defendeu e, em seguida, refutou a teoria do “fluido” e tornou-se um dos instigadores das teorias modernas do hipnotismo.

Ele também escreveu artigos e livros populares sobre geologia, física e questões científicas da época.

 

Contato com o Magnetismo Animal

Por volta de 23 de agosto de 1819 à janeiro de 1820, ele deu palestras públicas sobre o Magnetismo Animal.
Primeiro como defensor das teses que explicam o efeito do magnetismo usando um fluido universal, Bertrand eventualmente torna-se um dos mestres do pensamento atual que explica o magnetismo pelos efeitos da sugestão. Entre seus ouvintes, há um considerável número de médicos que exercem o magnetismo no hospital.
Ele escreveu alguns livros sobre o Magnetismo Animal, fruto de sua pesquisa e reflexão de seus ensinamentos. Estes trabalhos mostram a evolução de sua forma de olhar para os fenômenos de sonambulismo magnético: Tratado de sonambulismo, 1823; Magnetismo na França, 1826; Êxtase, 1829.

 

O poder da sugestão

Em 1784, as duas comissões nomeadas por Luis XVI para estudar a prática do magnetismo animal concluíram que a sugestão (ou imaginação) é a verdadeira causa dos efeitos atribuídos ao magnetismo e negaram a existência do fluido universal proposto por Mesmer.

Entre os sucessores de Mesmer, alguns continuam a acreditar na existência do fluido, tais como Puységur e Deleuze. Outros, como o Abade Faria, Baron Henin Cuvillers ou Dr. Alexandre Bertrand, rejeitaram a ideia do fluido magnético e estão na origem das modernas teorias do hipnotismo, tendo recebido (futuramente) a menção e o reconhecimento de (James) Braid por isso.

 

Fonte

O texto acima foi redigido a partir da traição tradução da página do Dr. Bertrand na Wikipédia (em francês).

 

10 fevereiro 2011

Hipnose e Infertilidade

FOTO: Casal de mãos dadas, sentados em frente a um médico
Foto: Google Imagens

 

Não existem muitos estudos que comprovem que a hipnose seja um tratamento eficaz contra a infertilidade. Todavia, cada vez mais aparecem estudos com resultados impressionantes. Um deles até sugere que a hipnose consegue dobrar a chance de uma mulher engravidar quando feita em conjunto com a Fertilização In Vitro (FIV) [fonte: Diário de Fertilidade e Esterilidade]. Assim como a acupuntura, a hipnose possui uma longa história e foi até mesmo incluída na medicina ocidental desde o fim do século 19, quando os médicos a utilizavam para auxiliar na sedação de pacientes em cirurgia.

O processo da hipnose geralmente começa quando um terapeuta habilitado pede a uma pessoa que direcione sua atenção para um ponto ou ideia específica. Isso resulta em um estado de sonolência ou transe em que o paciente se torna mais receptivo à sugestões. Quando a hipnose é utilizada para tratar doenças, vícios ou sintomas, é conhecida como hipnoterapia.

Acredita-se que a hipnoterapia seja um tratamento eficaz para uma variedade de doenças, incluindo ansiedade, insônia, gerenciamento da dor e doenças relacionadas ao cansaço. Algumas mulheres usam a hipnoterapia para aliviar dores ligadas ao trabalho de parto. O sucesso da hipnoterapia é atribuído aos mesmos fatores observados na acupuntura. Pacientes que estão passando pela hipnoterapia podem ser capazes de diminuir a pressão arterial ou melhorar a função do sistema imunológico, os quais podem ser benéficos para uma mulher que deseja engravidar. As mulheres também podem ser capazes de equilibrar seus níveis hormonais, o que pode aumentar as chances de gravidez. Outro benefício inclui a redução de padrões de estilo de vida não saudáveis, como o fumo e a obesidade, que podem diminuir a fertilidade em homens e mulheres.

Entretanto, em caso de infertilidade, o efeito da hipnoterapia sobre a ansiedade e o cansaço pode ser o fator mais importante. A hipnoterapia pode ser eficaz sozinha, mas muitos estudos focam a hipnoterapia usada em conjunto com a fertilização in vitro.

Em 2006, uma equipe da Universidade Soroka, em Israel, acompanhou mulheres que passavam pelo processo de fertilização in vitro. Algumas delas foram hipnotizadas durante o estágio de transferência do embrião, um processo cansativo que pode ser impedido por contrações uterinas. O estudo mostrou que 28% das mulheres hipnotizadas engravidaram, comparado aos 14% das mulheres que não receberam a hipnoterapia. Os pesquisadores atribuíram o sucesso da hipnoterapia ao relaxamento, que pode ter reduzido as contrações uterinas [fonte: Our Jerusalem (em Inglês)].

 

Originalmente publicado no site HowStuffWorks (Como Tudo Funciona).

 


Atualizado em 2016/02/22


 

03 fevereiro 2011

Análise do cérebro mostra como a hipnose consegue paralisar membro do corpo

PRINTSCREEN: Sean Michael Andrews in “Is Hypnosis Real?” | YouTube
Sean Michael Andrews in “Is Hypnosis Real?” | YouTube

 

Pesquisadores da Universidade de Genebra, na Suíça, conseguiram mostrar como um hipnotizador consegue paralisar membros do corpo, como um braço, apenas usando as palavras. A ideia é fazer com que uma parte do cérebro interfira no processo que normalmente faz esses membros se mexerem — a região cerebral que está pronta para fazer o braço de mover ignora os estímulos e “ouve” apenas o “intrometido”, que diz: “Não se mova”.

“É uma espécie de reconexão entre diferentes regiões do cérebro”, afirma o pesquisador Yann Cojan, autor de um estudo publicado nesta quinta-feira (25) pela revista “Neuron”. Ele usou imagens do cérebro para mostrar o que acontecia quando 12 voluntários tentavam mover uma mão paralisada pela hipnose.

Os resultados mostraram que o córtex motor direito se preparava, como de costume, para fazer com que a mão esquerda se movesse. Mas a região parecia estar ignorando as partes do cérebro com que geralmente se comunica para controlar o movimento. Em vez disso, ele atuava em sincronismo com uma diferente região do cérebro chamada precuneus, relacionada à imagens mentais e memórias sobre si mesmo. “Isso foi uma surpresa”, diz.

Cojan sugere que o precuneus estava “com a capacidade esgotada” pelas metáforas que os voluntários haviam ouvido do hipnotizador, como “sua mão é muito pesada e está apoiada sobre a mesa”. Então, afirma o pesquisador, a mensagem para o córtex motor era: “Sua mão está muito pesada, então você não consegue movê-la”.

 

“É como se o córtex motor estivesse conectado à ideia de que ele não consegue mover a mão, então não manda a mensagem para que ela se mexa”, diz Cojan.

 

No estudo, os 12 participantes tinham seus cérebros analisados enquanto realizavam uma tarefa que exigia que eles apertassem um botão com uma mão ou a outra. Em algumas sessões, eles foram hipnotizados e informados de que sua mão esquerda estava paralisada. Em outras ocasiões, a condição mental deles estava normalizada. Para que a comparação fosse feita, seis outros participantes simplesmente fingiram que a mão esquerda estava paralisada.

 

Os pesquisadores incluem Yann Cojan da Universidade de Genebra, Genebra, Suíça; Lakshmi Waber, Hospital Universitário de Genebra, Genebra, Suíça; Sophie Schwartz, da Universidade de Genebra, Genebra, Suíça; Laurent Rossier, Universidade de Fribourg, Fribourg, Suíça; Alain Forster, Hospital Universitário de Genebra, Genebra, Suíça; e Patrik Vuilleumier da Universidade de Genebra, Genebra, Suíça.

 

Fonte:
Cell Press. Imaging The Hypnotized Brain: Neural Mechanisms Of Suggested Paralysis. ScienceDaily. (Accessed February 21, 2016).

 


Atualizado em 2016/02/21