Se você perguntar para um estudante do último ano de medicina se ele foi apresentado à hipnose, pode ser que ele dê risada de você! Se você tem dor crônica e perguntar para um profissional da saúde se a hipnose pode ser benéfica, ele pode dar risada de você! Isso acontece porque estão mal informados!
Confira o texto na íntegra! Acesse o conteúdo no meu perfil do Medium.
É com grande satisfação que venho lhes trazer esta grande chance de se especializarem em Hipnose Clínica!
Valdecy Carneiro, (Presidente da Sociedade InterAmericana de Hipnose; Psicólogo; Psicoterapeuta; Programador Neurolinguísta (PNL); Hipnoterapeuta; Homeopata Clássico; Life Coach; Learning Coach; Executive Coach; Consultor em Treinamentos e Técnicas de Vendas; Palestrante e Consultor Motivacional), através da SIAH, nos trás este excelente curso em 16 encontros semanais, e a nova turma começa em 29/11/2012, (turma de 5ª feira).
Confira a descrição e o conteúdo programático no banner abaixo.
A Hipnose Aplicada à Educação é uma abordagem educacional que reúne interessantes ferramentas e dispositivos da comunicação humana com o objetivo de promover o aprendizado profundo — também entendido como “insight” (introvisão ou síntese criativa) ou aprendizado por descoberta. Tem sido especialmente utilizada em processos acelerados de aprendizagem, de desenvolvimento de percepção e mudanças comportamentais saudáveis e naturais (ecológicas).
Recentemente, encontrei este artigo intitulado “Porque vale a pena sentir o gosto de palavras e ouvir cores” no site HypeScience. Gostei muito do conteúdo e (após a devida autorização), resolvi trazê-lo para vocês. Espero que gostem do artigo tanto quanto eu gostei! ;)
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Porque vale a pena sentir o gosto de palavras e ouvir cores
Eu vejo cores e ouço sons. Você provavelmente também. No entanto, algumas pessoas também ouvem as cores e sentem o gosto de palavras, um fenômeno misterioso chamado sinestesia, que ocorre quando um estímulo dos cinco sentidos desencadeia experiências em um sentido não relacionado.
Agora, pesquisadores sugerem que esta característica incomum pode proporcionar inúmeros benefícios mentais, explicando por que a evolução manteve o fenômeno vivo.
Os cientistas descobriram a sinestesia no Século XIX, ao observar que certas pessoas viam cada número ou letra tingidos com uma cor especial, mesmo que eles fossem escritos em tinta preta. Esta condição, conhecida como sinestesia grafema-cor, é a mais comum das mais de 60 variantes conhecidas da sinestesia.
A máquina do tempo, inventada e reinventada tantas vezes nas produções cinematográficas, tornou-se a grande obsessão do homem moderno. Da recriação do período jurássico através dos recursos computacionais às excursões para o futuro. Novas cidades, diferentes dimensões, outros mundos.
Os físicos modernos se debruçam sobre modelos teóricos e hipotizam1 a respeito de viagens através do tempo. Se toda essa discussão, por enquanto, permeia apenas o campo da ficção e das hipóteses teóricas, no campo do psiquismo humano a coisa se mostra um tanto diferente, a começar pela própria atemporalidade mental. Basta referimo-nos a fatos sofridos no passado e… sofremos novamente.
Ontem, (03/10/2011), recebi uma atualização em minha página inicial do facebook, que me chamou a atenção; uma publicação do meu amigo João Oliveira no grupo Psicológica TV, intitulada “O DESTRO CANHOTO”. Não é de hoje que os canhotos me chamam a atenção, (tenho um irmão que é canhoto), então li o texto e fiz alguns comentários. Particularmente, me identifiquei com a proposta.
Agora, segue o texto na íntegra para que vocês também apreciem.
Já há alguns anos, tenho percebido certo padrão em um pequeno perfil da população com queixas de ordem psicológica ou sintomas psicossomáticos. Não é algo numeroso ainda para darmos início a uma pesquisa metodológica; podemos até pensar nisso no futuro. No momento, são apenas estudos de caso em andamento. No entanto, gostaria de chamar logo a atenção de outros profissionais de saúde e, até mesmo do grupo envolvido, (os canhotos), pois podemos estar auxiliando alguém que se encaixe neste relato.
Passei a observar, com maior acuidade, se o paciente é canhoto ou não, como primeiro passo da análise comportamental. Todos que militam nessa área sabem que o ponto fundamental para qualquer aprofundamento começa pela definição se o sujeito à nossa frente é destro ou canhoto.
Para facilitar, vamos ao passo a passo:
1) Como surgem os canhotos?
Uma pergunta fácil de ser respondida, mas é necessário um pouco de raciocínio dedutivo, pois todos os gêmeos univitelinos possuem um elemento destro e o outro canhoto. Os gêmeos univitelinos surgem quando um óvulo é produzido e fecundado por apenas um espermatozoide e, de imediato, se divide em duas culturas de células completas. Também são sempre do mesmo sexo. Portanto, (olhe o pensamento dedutivo aqui), se encontramos um canhoto no mundo sem um irmão gêmeo isso deve significar que existiu, em algum momento, grupo de cultura de células que não foi em frente — deveriam ser gêmeos então, certo?
2) Como identifico o canhoto?
A região de Broca, que é responsável pela condução motora da fala humana, está localizada no lado esquerdo do cérebro. Por isso, podemos observar que, quando falamos, existe um movimento mais aparente do lado direito da boca. A movimentação é mais visível deste lado, isso nos destros! Na população canhota o movimento labial, durante a fala, pode ser melhor percebida, no lado contrário, o esquerdo. Isso pode indicar que a região de Broca está do lado contrário, no hemisfério direito! Para comprovação deste pensamento estamos iniciando um estudo clínico com ressonância magnética em conjunto com um colega médico que também se interessa por este fenômeno.
Com essas informações podemos agora “ver” o canhoto com facilidade, basta observar bem o movimento labial enquanto ele fala. Caso essa movimentação seja mais elaborada, explícita do lado esquerdo, estamos diante de um canhoto genuíno. No entanto, muitos foram “adestrados” (essa palavra parece carregar algo maior sobre não ser destro) para habitar no mundo dos destros e escrevem com a mão direita.
Esse é o padrão! Aqui reside o problema! Alguém que não está em harmonia consigo mesmo enquanto organismo vivo! E ainda pior: essa pessoa pode nem saber que é (de fato) canhota!
Não caberiam aqui, neste espaço, os estudos de caso, (serão disponibilizados oportunamente). Mas o alerta pode encontrar objeto e auxiliar na condução da abordagem psicoterápica. Muitas dessas pessoas, que vivem dentro de um esforço não natural, podem desenvolver conflitos internos, pois não estão em harmonia com sua própria natureza biológica.
Estou à disposição dos interessados, colegas profissionais da área de saúde, para troca de informações sobre esse tema. Não encontrei, ainda, literatura a respeito e estamos buscando alternativas viáveis para o reencontro da real estrutura desses indivíduos. Alguns casos estão em andamento, enquanto escrevo estas palavras e podemos, assim, observar o avanço positivo destes pacientes.
João Oliveira Psicólogo CRP -05-32031
oliveirapsi@gmail.com
Agora me diga, você conhece algum canhoto? Já notou diferenças de comportamento e/ou situações ditas “normais” onde este canhoto se sobressaiu ou foi prejudicado? Utilize o campo de comentários logo abaixo.
O processo da hipnose geralmente começa quando um terapeuta habilitado pede a uma pessoa que direcione sua atenção para um ponto ou ideia específica. Isso resulta em um estado de sonolência ou transe em que o paciente se torna mais receptivo à sugestões. Quando a hipnose é utilizada para tratar doenças, vícios ou sintomas, é conhecida como hipnoterapia.
Acredita-se que a hipnoterapia seja um tratamento eficaz para uma variedade de doenças, incluindo ansiedade, insônia, gerenciamento da dor e doenças relacionadas ao cansaço. Algumas mulheres usam a hipnoterapia para aliviar dores ligadas ao trabalho de parto. O sucesso da hipnoterapia é atribuído aos mesmos fatores observados na acupuntura. Pacientes que estão passando pela hipnoterapia podem ser capazes de diminuir a pressão arterial ou melhorar a função do sistema imunológico, os quais podem ser benéficos para uma mulher que deseja engravidar. As mulheres também podem ser capazes de equilibrar seus níveis hormonais, o que pode aumentar as chances de gravidez. Outro benefício inclui a redução de padrões de estilo de vida não saudáveis, como o fumo e a obesidade, que podem diminuir a fertilidade em homens e mulheres.
Entretanto, em caso de infertilidade, o efeito da hipnoterapia sobre a ansiedade e o cansaço pode ser o fator mais importante. A hipnoterapia pode ser eficaz sozinha, mas muitos estudos focam a hipnoterapia usada em conjunto com a fertilização in vitro.
Em 2006, uma equipe da Universidade Soroka, em Israel, acompanhou mulheres que passavam pelo processo de fertilização in vitro. Algumas delas foram hipnotizadas durante o estágio de transferência do embrião, um processo cansativo que pode ser impedido por contrações uterinas. O estudo mostrou que 28% das mulheres hipnotizadas engravidaram, comparado aos 14% das mulheres que não receberam a hipnoterapia. Os pesquisadores atribuíram o sucesso da hipnoterapia ao relaxamento, que pode ter reduzido as contrações uterinas [fonte: Our Jerusalem (em Inglês)].
Originalmente publicado no site HowStuffWorks (Como Tudo Funciona).
Embora frequentemente desacreditada como enganosa, a hipnose tem se mostrado um fenômeno verdadeiro e eficaz, com uma variedade de aplicações terapêuticas — especialmente no controle da dor.
“Você está ficando sonolenta. Muuuito sonolenta…” Um homem de colete balança seu relógio de bolso de um lado para outro diante do rosto de uma jovem em uma sala da era vitoriana. Ela fixa o olhar no relógio, seguindo o movimento pendular com os olhos. Momentos depois ela está afundada na cadeira, olhos fechados, respondendo às perguntas do hipnotizador como um zumbi.
Todo mundo já viu uma cena de hipnose como esta no cinema ou na televisão. De fato, basta dizer a palavra “hipnose” para muitos pensarem em relógios de bolso. Hoje, porém, é mais comum que o hipnotizador simplesmente peça a uma pessoa para fixar o olhar num objeto imóvel — como uma tachinha colorida numa parede branca — durante o “estágio de indução”, que em geral consiste em palavras suaves, que sugerem relaxamento e concentração.
Sean Michael Andrews in “Is Hypnosis Real?” | YouTube
Pesquisadores da Universidade de Genebra, na Suíça, conseguiram mostrar como um hipnotizador consegue paralisar membros do corpo, como um braço, apenas usando as palavras. A ideia é fazer com que uma parte do cérebro interfira no processo que normalmente faz esses membros se mexerem — a região cerebral que está pronta para fazer o braço de mover ignora os estímulos e “ouve” apenas o “intrometido”, que diz: “Não se mova”.
“É uma espécie de reconexão entre diferentes regiões do cérebro”, afirma o pesquisador Yann Cojan, autor de um estudo publicadonesta quinta-feira (25) pela revista “Neuron”. Ele usou imagens do cérebro para mostrar o que acontecia quando 12 voluntários tentavam mover uma mão paralisada pela hipnose.
Os resultados mostraram que o córtex motor direito se preparava, como de costume, para fazer com que a mão esquerda se movesse. Mas a região parecia estar ignorando as partes do cérebro com que geralmente se comunica para controlar o movimento. Em vez disso, ele atuava em sincronismo com uma diferente região do cérebro chamada precuneus, relacionada à imagens mentais e memórias sobre si mesmo. “Isso foi uma surpresa”, diz.
Cojan sugere que o precuneus estava “com a capacidade esgotada” pelas metáforas que os voluntários haviam ouvido do hipnotizador, como “sua mão é muito pesada e está apoiada sobre a mesa”. Então, afirma o pesquisador, a mensagem para o córtex motor era: “Sua mão está muito pesada, então você não consegue movê-la”.
“É como se o córtex motor estivesse conectado à ideia de que ele não consegue mover a mão, então não manda a mensagem para que ela se mexa”, diz Cojan.
No estudo, os 12 participantes tinham seus cérebros analisados enquanto realizavam uma tarefa que exigia que eles apertassem um botão com uma mão ou a outra. Em algumas sessões, eles foram hipnotizados e informados de que sua mão esquerda estava paralisada. Em outras ocasiões, a condição mental deles estava normalizada. Para que a comparação fosse feita, seis outros participantes simplesmente fingiram que a mão esquerda estava paralisada.
Os pesquisadores incluem Yann Cojan da Universidade de Genebra, Genebra, Suíça; Lakshmi Waber, Hospital Universitário de Genebra, Genebra, Suíça; Sophie Schwartz, da Universidade de Genebra, Genebra, Suíça; Laurent Rossier, Universidade de Fribourg, Fribourg, Suíça; Alain Forster, Hospital Universitário de Genebra, Genebra, Suíça; e Patrik Vuilleumier da Universidade de Genebra, Genebra, Suíça.
A criatividade é definida como a capacidade de transcender as ideias, normas, padrões e relações tradicionais, para criar novas e significativas ideias, formas, métodos, interpretações, etc. A criatividade é fácil de definir, mas os pesquisadores muitas vezes se perguntam como ela pode ser medida e como as pessoas têm diferentes aptidões para a criatividade. A hipnose auxilia na investigação da criatividade e também permite que os psicólogos estudem a relação entre a criatividade e a hipnotizabilidade.
A hipnose cria um estado alterado de consciência, o que a torna uma boa ferramenta para a investigação de estados criativos e da propensão à fantasia. Pensa-se que a hipnose pode levar a um avanço na compreensão da origem da inspiração criativa.
A gripe deverá atingir mais pessoas este ano em comparação com a média da temporada de gripe. Há muitas incertezas neste ano devido ao vírus influenza H1N1. O Centro de Controle de Doenças dos EUA diz que o vírus H1N1 causou a primeira pandemia (epidemia global) de gripe em 40 anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que o H1N1 vai deixar mais pessoas doentes, causar mais internações e mais mortes do que a média da temporada de gripe. Pesquisas demonstraram que a hipnose pode melhorar o sistema imunológico, melhorando assim o funcionamento do corpo.
Segundo o Centro de Controle de Doenças dos EUA, o momento é incerto. No passado, em estações de gripe a manifestação atingiu o seu pico nos meses de janeiro e fevereiro nos Estados Unidos. No entanto, o vírus H1N1 causou a doença, as hospitalizações e mortes durante os meses de verão, o que é altamente incomum. Não se sabe quando o vírus atingirá o seu pico e quanto tempo vai durar. Devido a esta incerteza, as pessoas devem ser precavidas em relação à manutenção de seu sistema imunológico para combater a gripe.
Pesquisas
Uma pesquisa realizada na Universidade Estadual de Washington, em Pullman, EUA, descobriu que a hipnose reforça dois diferentes tipos de células do sistema imunológico que combatem as doenças. Sessenta e cinco alunos participaram do estudo. Trinta e três participantes eram altamente hipnotizáveis e responderam bem à indução de hipnoterapia. Trinta e dois participantes tiveram dificuldade em atingir um estado hipnótico.
Todos os 65 participantes foram divididos em três grupos distintos. Um grupo recebeu hipnose, outro grupo recebeu terapia de relaxamento, e o terceiro grupo serviu como grupo de controle, não recebendo qualquer forma de terapia ou tratamento. Os resultados mostraram que os participantes que receberam a hipnose apresentaram um aumento importante em dois tipos de células brancas do sangue. Aqueles que eram altamente hipnotizáveis e receberam hipnose apresentaram o maior aumento de células brancas. Isso mostra que a hipnose pode ajudar as pessoas a aumentar sua contagem de células brancas do sangue e, assim, incrementar o seu sistema imunológico, permitindo um melhor combate às doenças (Ruzyla-Smith).
Pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio determinaram que a hipnoterapia pode impedir o enfraquecimento do sistema imunológico devido ao estresse. A hipnose ajuda a fortalecer o sistema imunológico através de relaxamento. Para as pessoas que se preocupam muito, estão sempre ansiosas, ou são facilmente distraídas, a hipnose ajuda a acalmar, para que seu sistema imunológico não enfraqueça devido ao estresse. Quando a hipnose é induzida em uma pessoa, técnicas de relaxamento são utilizadas. O estresse é um contribuinte principal para um sistema imunológico enfraquecido. A hipnose age para aumentar o pensamento positivo através da sugestão, usando técnicas de relaxamento para diminuir o estresse (Holland).
Conclusão
É importante manter o sistema imunológico forte para ser capaz de combater as doenças e vírus. O uso da hipnose juntamente com uma alimentação saudável pode ajudar a manter o sistema imunológico forte. Reduzir o estresse e aumentar os glóbulos brancos pode aumentar muito suas chances de não contrair a gripe este ano.
Fontes:
Artigo original: www.naturalnews.com
Tradução: SBHH — Sociedade Brasileira de Hipnose e Hipniatria
Centers for Disease Control and Prevention.Questions and answers about the 2009-2010 flu season. Retrieved on October 23.
Holland, E. (2001).Hypnosis may prevent weakened immune status, improve health. Retrieved on October 30, 2009.
Ruzyla-Smith, Patricia et al. (1993).As reported at the annual meeting of the American Psychological Association.
Matéria originalmente publicada no extinto site da SBHH — Sociedade Brasileira de Hipnose e Hipniatria.
Pesquisadores da área médica divulgaram um estudo de caso em pequena escala na última edição do Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics, que sugere que técnicas de auto-hipnose podem ajudar pacientes com a Síndrome de Tourette a melhorar o controle sobre os tiques.
O Dr. Jeffrey Lazarus, coautor do estudo, e uma equipe de pesquisadores experimentaram uma série de técnicas de auto-hipnose em um grupo de trinta e três participantes. O estudo envolveu crianças e jovens com a Síndrome de Tourette, com idades entre seis e dezenove anos. Os investigadores conduziram as sessões durante um período de dois meses e meio. Os participantes assistiram a um vídeo de um jovem da sua idade descrevendo técnicas de auto-hipnose. Eles receberam técnicas de relaxamento e foram solicitados a focar nos sentimentos que ocorrem antes de um tique, bem como se livrar do tique. Foi solicitado aos participantes a prática das técnicas de auto-hipnose pelo menos três vezes ao dia, mantendo um relatório.
Na conclusão do estudo, doze indivíduos indicaram que haviam conseguido uma melhora dramática, com apenas duas sessões e o treinamento com vídeo. Treze tiveram o mesmo resultado após três sessões, e um participante após quatro sessões. O estudo concluiu que vinte e seis crianças se beneficiaram significativamente do regime de auto-hipnose.
O Dr. Lazarus afirma que a auto-hipnose apresenta várias vantagens sobre a terapia com drogas tradicionais, incluindo a ausência de efeitos colaterais das drogas e uma abordagem menos onerosa para desordens leves e moderadas de tiques, em comparação com produtos farmacêuticos.
Embora reconheçam os resultados do estudo, outros cientistas continuam céticos em relação ao estudo, citando o número pequeno de participantes e a falta de dados a longo prazo sobre o uso da técnica.
O estudo também não incluiu um grupo controle.
A hipnose pode ser um meio eficaz de tratar a dor em mulheres com câncer de mama, de acordo com uma pesquisa.
De acordo com a Dra. Lisa D. Butler, autora principal do estudo, professora adjunta da Faculdade de Trabalho Social, membro do corpo docente do Centro de Pesquisa Social da Universidade de Buffalo, o estudo randomizado avaliou a dor e o sofrimento, a frequência da dor e o grau de dor constante em 124 mulheres com câncer de mama metastático.
Para chegar à conclusão, os pesquisadores registraram os níveis de dor em intervalos de quatro meses durante um ano. As mulheres que foram atribuídas ao grupo de tratamento receberam psicoterapia de grupo, bem como instrução e prática da hipnose para moderar seus sintomas de dor.
Relatos
Elas relataram “aumento significativamente menor na intensidade da dor e sofrimento ao longo do tempo”, em comparação com um grupo controle, onde as mulheres não receberam a psicoterapia de grupo.
No entanto, aquelas que receberam hipnose não relataram redução significativa na frequência ou na constância dos episódios de dor.
“Os resultados deste estudo sugerem que a experiência de dor e sofrimento para as pacientes com câncer de mama metastático pode ser reduzida com sucesso com uma intervenção que inclui hipnose num ambiente de terapia de grupo”, afirma Butler. “Esses resultados ampliam a crescente literatura apoiando o uso da hipnose como tratamento complementar para pacientes com experiência de dor”.
Não mais um mero ato de um teatro de variedades, a hipnose está sendo usada em laboratórios para explicar o funcionamento mais profundo do cérebro.
Introdução
Sempre que A.R. vê um rosto, seus pensamentos são banhados em cores e cada identidade desencadeia a sua tonalidade própria e rica que brilha através dos olhos de sua mente. Esta experiência é um tipo de sinestesia, que, para cerca de uma em cada cem pessoas, automaticamente combina os sentidos. Algumas pessoas sentem o gosto de palavras, outras veem sons, mas A.R. experimenta cores com cada rosto que vê. Mas nesta ocasião, talvez pela primeira vez em sua vida, um rosto é apenas um rosto. Não há cores, ricos matizes, ou luzes internas.
Se a experiência é nova para A.R., é igualmente nova para a ciência, porque ninguém tinha suspeitado que a sinestesia pudesse ser revertida. Apesar da originalidade da descoberta, a técnica responsável pelo interruptor não é nem a estimulação cerebral de alta tecnologia, nem a mais moderna neurocirurgia, mas a antiga técnica da Hipnose.
Utilizando a hipnose
A reversão surpreendente da sinestesia de A.R. foi relatada em um estudo1 recente feito pelo psicólogo Devin Blair Terhune e seus colegas da Universidade de Lund, na Suécia. Os pesquisadores mostraram fotos de rostos com cores e matizes para A.R. e pediu-lhe para identificar o tom da cor na tela, enquanto a atividade elétrica de seu cérebro era medida com eletrodos no couro cabeludo.
Quando a cor do rosto na tela entrava em conflito com a cor que aparecia em sua mente, ela reagia lentamente, como se estivesse tentando ler semáforos com óculos coloridos. Enquanto isso, as medições elétricas mostravam seu cérebro se esforçando para resolver o conflito.
Mas após a reversão pela hipnose, ela passou sem problemas pelos nomes das cores, reagindo tão rapidamente como pessoas sem sinestesia, e não exibindo nenhum dos sinais neurológicos de tentar resolver tarefas mentais concorrentes. A hipnose não só alterou a sua experiência, mas modificou o funcionamento de vias específicas do cérebro de uma maneira que nós normalmente não podemos controlar somente com a vontade consciente.
Em um número crescente de laboratórios ao redor do mundo, a hipnose está sendo usada como uma ferramenta experimental para permitir que os investigadores temporariamente desfaçam nossas respostas psicológicas normalmente integradas para entender melhor a mente e o cérebro.
A sinestesia é uma associação psicológica automática que ocorre apenas em pouquíssimas pessoas, mas nós somos abençoados (e, de fato, amaldiçoados) com mentes que operam principalmente no piloto automático. Consideremos estas palavras, por exemplo. Enquanto você lê as palavras deste texto, você não está conscientemente identificando cada letra, conjugando-as em sua cabeça, e combinando o conjunto a uma memória do que significa, apenas parece acontecer automaticamente quando você vê cada uma.
O “Efeito Stroop”
Em uma analogia com a tarefa conflitante de cores de A.R., se eu pedir-lhe que nomeie a cor com a qual a palavra verde está destacada, eu espero que você diga vermelho. Acontece que você é ligeiramente mais lento em nomear a cor de realce quando esta se choca com a palavra (como em vermelho, verde e azul) do que quando as cores e as palavras são as mesmas (como em vermelho, verde e azul), porque não podemos decidir não ler as palavras quando as vemos — isso acontece automaticamente — e isso interfere com a tentativa de nomear a cor do realce.
Diga em voz alta o nome de cada cor
Diga em voz alta o nome de cada cor (novamente)
Esta interferência é conhecida como o Efeito Stroop e, juntamente com as respostas normais do cérebro que a acompanham, também foram revertidas com a hipnose “desligando” a leitura automática das palavras.
Talvez a coisa mais importante à saber sobre a hipnose é que nem todo mundo é hipnotizável na mesma medida: inúmeras pesquisas têm demonstrado que cada um de nós difere em nossa suscetibilidade. A maioria das pessoas pode experimentar a sensação de seus braços estarem leves ou pesados através da sugestão de outra pessoa, um pouco menos pode sentir como se os movimentos estivessem sendo impedidos, e apenas uma minoria — cerca de 10% da população — experimenta mudanças no funcionamento da percepção, memória e pensamento.
Para aqueles que são “pouco hipnotizáveis”, a sensação de ser hipnotizado muitas vezes é como ouvir uma daquelas fitas um daqueles áudios de relaxamento um tanto quanto longos e chatos, mas para os altamente hipnotizáveis, conhecidos como “prodígios” na literatura científica, os efeitos são convincentes.
Não sabemos por que temos essa tendência, mas sabemos que é em parte genética3, que é influenciada4 por genes específicos5, e tem sido associada a diferenças na estrutura cerebral6.
Esta característica parece estar normalmente distribuída por toda a população e não foram encontrados métodos confiáveis para se alterar o quanto somos hipnotizáveis. Provavelmente, algumas pessoas possuem esta característica, enquanto outras não. Esta característica é geralmente descrita como “sugestionabilidade”, mas não tem nada a ver com ingenuidade ou a ser facilmente conduzido. Pessoas suscetíveis à hipnose não são ingênuas, crédulas ou têm confiança mais do que ninguém, mas elas têm a capacidade de permitir mudanças aparentemente involuntárias em suas mentes e seus corpos.
A frase chave aqui é que elas “têm a capacidade de (se) permitir”, porque a hipnose não pode ser usada para forçar alguém contra sua vontade. É um pouco como assistir um filme emocional. Se você quiser, você pode permanecer distante, ignorar o que está acontecendo, ou jogar Sudoku na sua cabeça, mas se você se envolve com a história, você não decide conscientemente se sentirá alegria ou tristeza à medida que a história avança, você simplesmente reage. A hipnose funciona de forma semelhante — algumas pessoas simplesmente parecem ter a capacidade de conseguir “se envolver mais na história”.
Quando uma sugestão é bem-sucedida, a experiência dela parecendo “acontecer por si só” é fundamental, e é exatamente com isso que os neurocientistas têm trabalhado — sugerindo mudanças temporárias para a mente que não seríamos necessariamente capazes de desencadear por conta própria. No caso dos dois experimentos7,8 que conseguiram temporariamente “desligar” o efeito Stroop em pessoas altamente hipnotizáveis, a sugestão era que as palavras pareciam como “símbolos sem sentido”. Isso evitou um conflito entre a cor e a palavra, porque o texto repentinamente parecia ser algo sem sentido.
Estes estudos têm sido úteis, pois eles descobriram que o sistema de resolução de demandas conflitantes do cérebro, parte do nosso sistema de gestão da atenção, parecia ficar desligado. Os prodígios da hipnose aparentemente têm a capacidade de colocar este sistema em modo de espera quando necessário, algo que não está presente nos pouco hipnotizáveis. Os neurocientistas Amir Raz e Jason Buhle sugerem9 que a hipnose acontece realmente quando nós permitimos que as sugestões assumam nosso controle da atenção normalmente autodirigido que lida com a autogestão mental, permitindo que a ciência tenha uma ferramenta interessante para “penetrar por baixo da capa” da mente consciente.
Além de nos permitir explorar melhor os detalhes básicos da mente e do cérebro, a hipnose está sendo usada também para simular experiências que normalmente causam problemas às pessoas, tais como alucinações ou perda de controle sobre o corpo. Como os efeitos das sugestões são apenas temporários, a hipnose pode ser usada para disparar essas experiências sem problemas e por apenas alguns minutos de cada vez. Os “prodígios” são muito procurados para experimentos que envolvem o escaneamento do cérebro, onde os pesquisadores analisam os padrões de atividade cerebral quando, por exemplo, eles são convidados a ouvir uma música ilusória ou sentir como se não pudessem mover a mão.
Vários grupos de pesquisa têm mostrado10 que a hipnose parece emular essas experiências acuradamente e que os efeitos sobre o cérebro são diferentes daqueles quando os participantes são convidados a falsificar ou imaginar a mesma coisa — ambas as comparações são importantes porque não podemos distinguir apenas a partir do que alguém diz que está realmente experimentando os efeitos (como podem atestar os pais de crianças tímidas em relação à escola que apresentam dores de estômago misteriosamente cronometradas).
Nosso próprio grupo de pesquisas está usando a hipnose para simular mudanças no controle do corpo11, em parte para examinar se processos cerebrais semelhantes estão envolvidos tanto na hipnose quanto em uma doença chamada transtorno de conversão — onde o que parecem ser sintomas neurológicos aparece, como paralisia ou cegueira, apesar de não haver danos no sistema nervoso, que poderiam explicá-los.
Até onde sabemos, parece haver semelhança entre a doença e os efeitos da hipnose, onde os sistemas de atenção do lobo frontal parecem fazer com que outras áreas do cérebro fiquem desligadas. O que não temos certeza, é porque isso é apenas temporário na hipnose, mas a longo prazo no transtorno de conversão.
Mas talvez ainda o mais misterioso seja o porquê de termos a capacidade de sermos hipnotizados. Como uma espécie, cerca de 10% da população pode ter sua realidade alterada profundamente, pela simples sintonia a sugestões feitas por outra pessoa — algo que é profundamente estranho quando se pensa a respeito.
A hipnotizabilidade dos “prodígios” nunca foi ligada com segurança a quaisquer problemas ou dificuldades, e tem sido sugerido que, ao contrário, ela na realidade reflete um controle mais eficiente dos sistemas de atenção do cérebro. Pode ser um efeito colateral de outros benefícios, mas nós ainda não temos boas teorias.
Por Vaughan Bell, do blog de neurociência Mind Hacks.
Fonte: www.guardian.co.uk Tradução: SBHH - Sociedade Brasileira de Hipnose e Hipniatria
Originalmente publicado no site da extintaSBHH - Sociedade Brasileira de Hipnose e Hipniatria.
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Se você tiver alguma sugestão, deixe-me saber. Utilize o campo de comentários logo abaixo! ;)
7Fan, Jin, Posner, Michael I., Raz, Amir, Hypnotic suggestion reduces conflict in the human brain., Sackler Institute for Developmental Psychobiology, Weill Medical College of Cornell University, New York, NY, Current Issue, April 2005, Volume 102 Nº. 28. [Página visitada em 25 de Janeiro de 2016] ↵
9Buhle, J. & Raz, A., Typologies of attentional networks. Nature Reviews Neuroscience 7, May 2006, pp. 367-379. [Página visitada em 25 de Janeiro de 2016] ↵
10Oakley, D. A. & Halligan, P. W., Hypnotic suggestion and cognitive neuroscience. Trends in Cognitive Sciences, June 2009, Volume 13, Issue 6, pp. 264-270. [Página visitada em 25 de Janeiro de 2016] ↵