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22 janeiro 2015

Aniversário da Morte de Bertrand

Foto do Dr. Alexandre Bertrand

Nesta quinta-feira, dia 22 de Janeiro de 2015, completa-se 184 anos da morte do Dr. Alexandre Jacques François Bertrand, um médico, físico, escritor (entre outras coisas) francês muito significante na história do hipnotismo. Confira abaixo um pouco mais sobre o Dr. Bertrand.

 

Introdução

Bertrand nasceu em Rennes (França) em 25 de abril de 1795, e morreu em Paris em 22 de janeiro de 1831, foi médico, naturalista, físico, escritor e colunista de ciência.

Especialista em Sonambulismo e Magnetismo Animal (Mesmerismo), ele defendeu e, em seguida, refutou a teoria do “fluido” e tornou-se um dos instigadores das teorias modernas do hipnotismo.

Ele também escreveu artigos e livros populares sobre geologia, física e questões científicas da época.

 

Contato com o Magnetismo Animal

Por volta de 23 de agosto de 1819 à janeiro de 1820, ele deu palestras públicas sobre o Magnetismo Animal.
Primeiro como defensor das teses que explicam o efeito do magnetismo usando um fluido universal, Bertrand eventualmente torna-se um dos mestres do pensamento atual que explica o magnetismo pelos efeitos da sugestão. Entre seus ouvintes, há um considerável número de médicos que exercem o magnetismo no hospital.
Ele escreveu alguns livros sobre o Magnetismo Animal, fruto de sua pesquisa e reflexão de seus ensinamentos. Estes trabalhos mostram a evolução de sua forma de olhar para os fenômenos de sonambulismo magnético: Tratado de sonambulismo, 1823; Magnetismo na França, 1826; Êxtase, 1829.

 

O poder da sugestão

Em 1784, as duas comissões nomeadas por Luis XVI para estudar a prática do magnetismo animal concluíram que a sugestão (ou imaginação) é a verdadeira causa dos efeitos atribuídos ao magnetismo e negaram a existência do fluido universal proposto por Mesmer.

Entre os sucessores de Mesmer, alguns continuam a acreditar na existência do fluido, tais como Puységur e Deleuze. Outros, como o Abade Faria, Baron Henin Cuvillers ou Dr. Alexandre Bertrand, rejeitaram a ideia do fluido magnético e estão na origem das modernas teorias do hipnotismo, tendo recebido (futuramente) a menção e o reconhecimento de (James) Braid por isso.

 

Fonte

O texto acima foi redigido a partir da traição tradução da página do Dr. Bertrand na Wikipédia (em francês).

 

16 janeiro 2015

Aniversário da Morte de Bramwell

Foto do Dr. John M. Bramwell

Nesta sexta-feira, dia 16 de Janeiro de 2015, completa-se 90 anos da morte do Dr. John Milne Bramwell, um médico cirurgião escocês muito importante na história do hipnotismo. Confira abaixo um pouco mais sobre o Dr. Bramwell.

 

Introdução

John Milne Bramwell nasceu em Perth, (Escócia) em 11 de maio de 1852.
Educado em Perth Grammar School e na Universidade de Edimburgo, ele se formou MBCM (Medicinae Baccalaureus, chirurgiae Magister) em 1873, assim como Charles Braid (1850-1897), o neto de James Braid.

 

Curiosidade

No ano em que se formou, foi indicado como médico cirurgião do Liverpool, Brazil, and River Plate Steam Ship Company, viajando para o Brasil três vezes.

10 janeiro 2015

Aniversário da Morte de Esdaile

Foto do Dr. James Esdaile

Hoje, dia 10 de Janeiro de 2015, completa-se 156 anos que o Dr. James Esdaile faleceu. Abaixo, segue um pouco de sua história.

 

Introdução

James Esdaile é uma figura importantíssima na história do hipnotismo!

Os pacientes de James Esdaile (outro adepto da escola mesmeriana) que sofriam as mais severas intervenções cirúrgicas, inclusive amputações sob “sono magnético”, eram apontados pela ciência ortodoxa como “um grupo de inflexíveis e teimosos impostores”.

O lugar de Esdaile na história do hipnotismo não se justifica como criador de métodos ou de escola, mas sim, como exemplo de pioneirismo na luta pelo reconhecimento da hipnose como coadjuvante valiosa da cirurgia. James Esdaile, jovem cirurgião escocês, inspirou-se na leitura dos trabalhos de John Elliotson sobre o mesmerismo. Esdaile começou a sua prática na Índia, como médico da “British East India Company”. Em Calcutá realizou milhares de intervenções cirúrgicas leves e centenas de operações profundas, inclusive dezenove amputações, apenas sob o efeito da anestesia hipnótica. O éter e o clorofórmio ainda não eram conhecidos como agentes anestésicos. Uma das testemunhas descreve como Esdaile extirpara um olho de um paciente, enquanto este acompanhava com o outro o andamento da operação, sem pestanejar. Os fatos eram de esmagadora evidência. Contudo, o Calcutta Medical College moveu-lhe traiçoeira campanha de desmoralização. A anestesia não valia como prova de coisa alguma. Os médicos faziam circular a notícia de pacientes que haviam sido comprados para simular a ausência de dor. As publicações médicas recusavam-se a aceitar as comunicações do cirurgião escocês. Contra Esdaile usava-se ainda o argumento bíblico: “Deus instituíra a dor como uma condição humana. Portanto, era sacrílega a ação anestésica do magnetizador”.1

Em 1851, Esdaile teve que fechar seu hospital. Voltou à Escócia completamente desacreditado. Mudou-se posteriormente para a Inglaterra, onde não teve melhor sorte. A Lancet publicou a propósito a seguinte repreensão: “O mesmerismo é uma farsa demasiado estúpida para que se lhe possa conceder atenção. Consideramos seus adeptos como charlatães e impostores. Deviam ser expulsos da classe profissional. Qualquer médico que envia um doente a um charlatão mesmerista devia perder sua clientela para o resto de seus dias”. A Sociedade Britânica de Medicina acabou por interditar a Esdaile o exercício profissional. A exemplo de seu mestre Mesmer, esse mártir do hipnotismo morreu no mais completo ostracismo.