Este texto foi publicado num site estrangeiro1 e traído traduzido por mim, e versa sobre o uso da HipnoSedação (hipnose em sedação) de pacientes em Cirurgias Acordadas, — onde o paciente está acordado durante a cirurgia de retirada do glioma2, ou seja, câncer cerebral.
Então clica/toca aí abaixo e prepare-se para conhecer mais uma incrível utilização da hipnose na saúde e no bem-estar do ser humano. Mas lembre-se também de, ao final da leitura, recomendar este texto para outros leitores, (para isso, basta clicar/tocar no coração verde logo abaixo do texto), e compartilhar com seus amigos nas redes sociais! ;)
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Até breve! Logo mais volto com alguma notícia ou novidade sobre a hipnose no Brasil e no Mundo.
Créditos e fonte podem ser conferidos no final do texto lá no Medium! ↩
Confira os detalhes e/ou significados de algumas palavras do texto lá nas notas laterais do texto (atente-se aos asteriscos na lateral direita). ↩
Hoje, dia 06 de Fevereiro de 2015, o Dr. James Esdaile completaria 207 anos de idade. Abaixo, segue um pouco de sua história.
Introdução
James Esdaile, (* 06 de Fevereiro de 1808 - †10 de janeiro de 1859), é uma figura importantíssima na história do hipnotismo!
Os pacientes de James Esdaile (outro adepto da escola mesmeriana) que sofriam as mais severas intervenções cirúrgicas, inclusive amputações sob “sono magnético”, eram apontados pela ciência ortodoxa como “um grupo de inflexíveis e teimosos impostores”.
O lugar de Esdaile na história do hipnotismo não se justifica como criador de métodos ou de escola, mas sim, como exemplo de pioneirismo na luta pelo reconhecimento da hipnose como coadjuvante valiosa da cirurgia. James Esdaile, jovem cirurgião escocês, inspirou-se na leitura dos trabalhos de John Elliotson sobre o mesmerismo. Esdaile começou a sua prática na Índia, como médico da “British East India Company”. Em Calcutá realizou milhares de intervenções cirúrgicas leves e centenas de operações profundas, inclusive dezenove amputações, apenas sob o efeito da anestesia hipnótica. O éter e o clorofórmio ainda não eram conhecidos como agentes anestésicos. Uma das testemunhas descreve como Esdaile extirpara um olho de um paciente, enquanto este acompanhava com o outro o andamento da operação, sem pestanejar. Os fatos eram de esmagadora evidência. Contudo, o Calcutta Medical College moveu-lhe traiçoeira campanha de desmoralização. A anestesia não valia como prova de coisa alguma. Os médicos faziam circular a notícia de pacientes que haviam sido comprados para simular a ausência de dor. As publicações médicas recusavam-se a aceitar as comunicações do cirurgião escocês. Contra Esdaile usava-se ainda o argumento bíblico: “Deus instituíra a dor como uma condição humana. Portanto, era sacrílega a ação anestésica do magnetizador”. 1
Em 1851, Esdaile teve que fechar seu hospital. Voltou à Escócia completamente desacreditado. Mudou-se posteriormente para a Inglaterra, onde não teve melhor sorte. A Lancet publicou a propósito a seguinte repreensão: “O mesmerismo é uma farsa demasiado estúpida para que se lhe possa conceder atenção. Consideramos seus adeptos como charlatães e impostores. Deviam ser expulsos da classe profissional. Qualquer médico que envia um doente a um charlatão mesmerista devia perder sua clientela para o resto de seus dias”. A Sociedade Britânica de Medicina acabou por interditar a Esdaile o exercício profissional. A exemplo de seu mestre Mesmer, esse mártir do hipnotismo morreu no mais completo ostracismo.
Olha só que legal! rsrsrs
Hoje eu trago pra vocês o vídeo da cirurgia no braço do amigo Dr. Alcimar Vidolin, cuja anestesia foi realizada apenas pela auto-hipnose, ou seja, uma Analgesia Hipnótica ou HipnoAnalgesia.
Confira abaixo o vídeo da cirurgia na íntegra:
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EDIÇÃO
Hoje (20 de Janeiro de 2015), soube de um novo vídeo narrado pelo próprio Dr. Alcimar Vidolin, explicando os detalhes e pormenores do acidente que sofreu, da gravidade e do trabalho realizado para sua recuperação, inclusive detalhes sobre o processo da auto-hipnose, utilizado em uma das cirurgias à que foi submetido, (como visto no vídeo anterior).
Segue o novo vídeo:
A hipnose é útil em cirurgias hospitalares, odontológicas e numa infinidade de procedimentos!
E aí, o que achou do vídeo? Já imaginou o quanto a hipnose é útil em casos de pessoas com alergia (ou qualquer outro tipo de situação) à anestésicos?
Deixe seu comentário aí abaixo!
Nesta sexta-feira, dia 16 de Janeiro de 2015, completa-se 90 anos da morte do Dr. John Milne Bramwell, um médico cirurgião escocês muito importante na história do hipnotismo. Confira abaixo um pouco mais sobre o Dr. Bramwell.
Introdução
John Milne Bramwell nasceu em Perth, (Escócia) em 11 de maio de 1852.
Educado em Perth Grammar School e na Universidade de Edimburgo, ele se formou MBCM (Medicinae Baccalaureus, chirurgiae Magister) em 1873, assim como Charles Braid (1850-1897), o neto de James Braid.
Curiosidade
No ano em que se formou, foi indicado como médico cirurgião do Liverpool, Brazil, and River Plate Steam Ship Company, viajando para o Brasil três vezes.
Hoje, dia 10 de Janeiro de 2015, completa-se 156 anos que o Dr. James Esdaile faleceu. Abaixo, segue um pouco de sua história.
Introdução
James Esdaile é uma figura importantíssima na história do hipnotismo!
Os pacientes de James Esdaile (outro adepto da escola mesmeriana) que sofriam as mais severas intervenções cirúrgicas, inclusive amputações sob “sono magnético”, eram apontados pela ciência ortodoxa como “um grupo de inflexíveis e teimosos impostores”.
O lugar de Esdaile na história do hipnotismo não se justifica como criador de métodos ou de escola, mas sim, como exemplo de pioneirismo na luta pelo reconhecimento da hipnose como coadjuvante valiosa da cirurgia. James Esdaile, jovem cirurgião escocês, inspirou-se na leitura dos trabalhos de John Elliotson sobre o mesmerismo. Esdaile começou a sua prática na Índia, como médico da “British East India Company”. Em Calcutá realizou milhares de intervenções cirúrgicas leves e centenas de operações profundas, inclusive dezenove amputações, apenas sob o efeito da anestesia hipnótica. O éter e o clorofórmio ainda não eram conhecidos como agentes anestésicos. Uma das testemunhas descreve como Esdaile extirpara um olho de um paciente, enquanto este acompanhava com o outro o andamento da operação, sem pestanejar. Os fatos eram de esmagadora evidência. Contudo, o Calcutta Medical College moveu-lhe traiçoeira campanha de desmoralização. A anestesia não valia como prova de coisa alguma. Os médicos faziam circular a notícia de pacientes que haviam sido comprados para simular a ausência de dor. As publicações médicas recusavam-se a aceitar as comunicações do cirurgião escocês. Contra Esdaile usava-se ainda o argumento bíblico: “Deus instituíra a dor como uma condição humana. Portanto, era sacrílega a ação anestésica do magnetizador”.1
Em 1851, Esdaile teve que fechar seu hospital. Voltou à Escócia completamente desacreditado. Mudou-se posteriormente para a Inglaterra, onde não teve melhor sorte. A Lancet publicou a propósito a seguinte repreensão: “O mesmerismo é uma farsa demasiado estúpida para que se lhe possa conceder atenção. Consideramos seus adeptos como charlatães e impostores. Deviam ser expulsos da classe profissional. Qualquer médico que envia um doente a um charlatão mesmerista devia perder sua clientela para o resto de seus dias”. A Sociedade Britânica de Medicina acabou por interditar a Esdaile o exercício profissional. A exemplo de seu mestre Mesmer, esse mártir do hipnotismo morreu no mais completo ostracismo.
Esta semana, mais precisamente na terça-feira, dia 11 de novembro, uma notícia assinada pela Amanda Lourenço foi publicada no site Opera Mundi trazendo uma notícia que, particularmente, penso e acredito que seja de extrema importância: a utilização da hipnose dentro do hospital. Infelizmente, não é sempre que se recebe notícias de médicos fazendo uso da hipnose dentro do hospital, logo, eu fico muito, muito feliz e animado com notícias como essa.
Abaixo, trago o artigo na íntegra para que vocês possam conferir:
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Em busca de método menos invasivo, hospitais franceses trocam anestesia geral por hipnose
Amanda Lourenço | Paris - 11/11/2014 - 6h
Médicos deixam de lado substâncias pesadas e economizam com internação mais curta ao usar estado alterado de consciência para desviar foco da dor no paciente
Olá à todos! Devido a alguns compromissos, tive que me ausentar do blog no início deste do ano de 2013. Mas hoje trago um artigo inédito sobre a utilização da Hipnose na Odontologia.
Tenho amigos na área, e alguns deles também utilizam a hipnose em suas práticas clínicas. Tanto nós hipnólogos, como os dentistas e/ou odontólogos que utilizam a hipnose, sabemos como é “raro” encontrar novos materiais, textos, vídeos e pesquisas da utilização da hipnose em odontologia, (principalmente conteúdo nacional!).
Desta forma, é com grande alegria e satisfação que trago este artigo escrito pelo amigo Diego Wildberger, — ainda estudante de odontologia cirurgião dentista —, que vem obtendo excelentes resultados com a hipnodontia em Salvador, BA.
Por ser uma técnica pouco difundida no meio médico e odontológico, principalmente em âmbito acadêmico, — onde é apenas citada e não explorada —, a hipnose sempre foi considerada “coisa de outro mundo” apesar de, às vezes, ser pouco utilizada entre boa parte dos cirurgiões dentistas.
Carol Ginandes derruba muitos mitos sobre a hipnose. “Na hipnose, as pessoas não perdem o controle e entram em um estado como de zumbi, onde eles podem ser induzidos à fazerem coisas contra sua vontade.”, diz ela.
Embora frequentemente desacreditada como enganosa, a hipnose tem se mostrado um fenômeno verdadeiro e eficaz, com uma variedade de aplicações terapêuticas — especialmente no controle da dor.
“Você está ficando sonolenta. Muuuito sonolenta…” Um homem de colete balança seu relógio de bolso de um lado para outro diante do rosto de uma jovem em uma sala da era vitoriana. Ela fixa o olhar no relógio, seguindo o movimento pendular com os olhos. Momentos depois ela está afundada na cadeira, olhos fechados, respondendo às perguntas do hipnotizador como um zumbi.
Todo mundo já viu uma cena de hipnose como esta no cinema ou na televisão. De fato, basta dizer a palavra “hipnose” para muitos pensarem em relógios de bolso. Hoje, porém, é mais comum que o hipnotizador simplesmente peça a uma pessoa para fixar o olhar num objeto imóvel — como uma tachinha colorida numa parede branca — durante o “estágio de indução”, que em geral consiste em palavras suaves, que sugerem relaxamento e concentração.
Samej Spenser atendendo uma cliente (Inverno de 2011) | Foto: Arquivo pessoal de Samej Spenser
Dos filmes misteriosos para um consultório bem perto de você, a hipnose cada vez mais se afasta do universo místico para auxiliar as práticas da medicina moderna. Relaxe e leia.
Introdução
Ainda é difícil pensar em hipnose sem imaginar uma atmosfera de magia e mistério. Mas essa ideia está com os dias contados. A hipnose cada vez mais se afasta do universo místico para atuar lado a lado com as modernas práticas médicas. Quem ganha com isso é o paciente: a hipnose não tem contraindicações ou efeitos colaterais e ainda é capaz de abreviar muitos tratamentos.
A sensação provocada pelo estado de hipnose é bem primitiva e muito prazerosa
A hipnose vem sendo aplicada no tratamento de uma enorme gama de distúrbios de saúde como estresse, insônia, traumas, enxaqueca, vícios, obesidade, hipertensão, vitiligo e ainda todo tipo de doenças de fundo emocional que resultam em problemas respiratórios, digestivos, cardíacos ou sexuais. Até o hábito de roer unhas, a gagueira ou a incontinência urinária podem ser tratadas a partir da hipnose.
Quem já experimentou garante que é ótimo. A sensação provocada pelo estado de hipnose é bem primitiva e muito prazerosa. O corpo relaxa, o coração bate mais devagar, a respiração se acalma. Uma expressão mais serena e relaxada toma o rosto do paciente e a cabeça pode tombar para trás, para o lado ou para frente, suavemente.
Internamente, uma analogia com a visão de uma estrela através de uma luneta ajuda a entender o que acontece no transe hipnótico. Embora saibamos que existe todo um universo ao redor da estrela que observamos, ele não importa naquele momento, não o vemos. Fixamos nossa atenção apenas na estrela que nos interessa. A estrela, portanto, é a situação a ser tratada na hipnose.
Qualquer pessoa pode aprender em poucas horas a hipnotizar
Durante o transe hipnótico, sob um estado alterado de consciência, o paciente consegue enfocar um problema físico ou emocional que queira tratar. Quando o paciente focaliza o seu passado, pode acontecer a regressão. Com a intervenção de um bom profissional, a hipnose pode ser muito produtiva no sentido de trabalhar traumas da história do paciente que refletem negativamente em sua vida.
Há várias técnicas para levar o paciente ao transe hipnótico, todas muito simples. Qualquer pessoa pode aprender em poucas horas a hipnotizar. O difícil é processar a terapia nesse estado. Administrar a hipnose exige criatividade e atenção completa do terapeuta para que o estado de consciência do paciente seja alterado de modo a acessar seus recursos até então inconscientes. São eles que vão ser utilizados na cura.
Algumas pessoas parecem ser mais sensíveis à hipnose do que as outras e a explicação para o fato pode estar na inteligência. Segundo alguns teóricos e a experiência prática, quanto mais dotado de inteligência o hipnotizado, melhores os resultados.
A utilização da hipnose como anestésico é muito antiga
Embora soe como novidade, a utilização da hipnose como anestésico é muito antiga. Alguns médicos cirurgiões do século XIX modificavam o estado de consciência de seus pacientes para operar sem dor.
Além dos dentistas, médicos e psicólogos também empregam a hipnose. Para isso, é preciso conhecer as técnicas de indução hipnótica e os processos psicodinâmicos, além da neurofisiologia humana.
Em alguns problemas, como dores e certos distúrbios emocionais, a hipnose por si só pode conseguir os objetivos desejados. Em outros, como nas doenças psicossomáticas, a técnica tem sido utilizada como prática auxiliar de grande valia.
A união da hipnose com a psicanálise tem conquistado bons resultados
A psicóloga Sônia Eustáquia Santos, de Belo Horizonte, vem utilizando a hipnose em vários distúrbios de comportamento através do método ericksoniano de hipnose, vertente criada a partir dos estudos de Milton Erickson, um importante teórico do tema. No ano passado, a psicóloga conseguiu, com a ajuda da hipnose, entre 85 e 93% de sucesso no tratamento de problemas de ordem sexual, como disfunções ejaculatórias e eréteis e distúrbios do desejo e de orgasmo feminino.
Embora sejam técnicas bem distintas, a união da hipnose com a psicanálise tem conquistado bons resultados. Isso acontece porque enquanto a psicanálise trabalha com a consciência em associações livres, com a transferência e análise das transferências como elementos básicos, a hipnose afasta a consciência e atua mais diretamente sobre o inconsciente, fazendo com que este, a seu modo, processe as mudanças utilizando os potenciais positivos do indivíduo.
“Freud acreditava que somente a palavra poderia livrar as pessoas de seus males. Erickson, ao contrário, dizia que o inconsciente entende as metáforas e processa as mudanças, sem necessidade da verbalização. O resultado positivo é o que vale”, afirma Sônia Eustáquia, que é ainda diretora clínica do CEPPA — Centro de Estudos Pesquisa e Psicologia Aplicada em Belo Horizonte.
Crianças pequenas, pessoas com doenças neurológicas ou debilidade mental não devem, a princípio, serem hipnotizadas
Para que a hipnose alcance seus objetivos, é preciso que o paciente esteja implicado no processo, que deseje de fato ser hipnotizado. Assim, crianças pequenas, portadores de algumas doenças neurológicas ou pessoas com debilidade mental não devem, a princípio, serem hipnotizadas. A hipnose também não é indicada em casos graves de depressão, pois os potenciais positivos do indivíduo estão em baixa, em situações assim, o que anula o sentido da técnica.
Prof. Paulo Flores Saicoski Psicoterapeuta Holístico
REG MEC.4026/92 REG. AEPERS 71/00 CRT. 35928
Licenciado em Filosofia, Psicologia e Sociologia.
Com curso de Parapsicologia, Teologia e Terapia de Regressão. Santa Maria/RS. E-mail:psaicoski@yahoo.com.br
Hipnose Dinâmica é uma ferramenta que funciona como ponte para o inconsciente, auxiliando principalmente a minimizar a ansiedade na jornada dos 9 meses.
A técnica do Hipnonascimento, como vem sendo chamada, foi desenvolvida nos Estados Unidos há 15 anos pelo obstetra inglês Grantly Dick-Read. Atualmente está sendo cada vez mais difundida na medicina obstetrícia para aliviar a dor no momento de dar a luz. “Consiste em aprender a auto-hipnose para trazer os bebês ao mundo de uma maneira mais calma e pacífica. A mãe é treinada para se envolver com os movimentos da criança e trabalhar em harmonia com o corpo”, explica Dr. Leonard Verea, médico psiquiatra, formado pela Faculdade de Milão/Itália e Presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose Clínica e Dinâmica.
Segundo o Dr. Verea, gestação e parto são fisiológicos e naturais, e a hipnose pode ajudar a aliviar vômitos da gravidez, dores lombares e aquela vontade constante de fazer xixi — além de diminuir a ansiedade, e assim ajudar a disciplinar a alimentação da gestante, evitando ganho excessivo de peso. “Durante o parto, a hipnose pode induzir o paciente a um relaxamento muscular. Pode ainda diminuir a incidência de outras complicações, da depressão pós-parto e estimulação da lactação”, completa ele.
Hipnose Dinâmica
A Hipnose já deixou de ser chamada de técnica milenar e atualmente é considerada uma técnica moderna, com abordagem terapêutica, empregada pela medicina, psicologia, odontologia e reconhecida por associações científicas do mundo todo. “Frequentemente mal entendida e quase sempre polêmica, a hipnose foi muito explorada como charlatanismo, teatro e circo. Na década de 1960 Jânio Quadros criou uma lei regulamentando o seu uso, porém no governo de Fernando Collor de Mello a lei caiu e a técnica passou a ser regulamentada de novo pelos Conselhos de Medicina, Psicologia e Odontologia nos últimos anos”.
A Hipnose Dinâmica funciona utilizando-se da Comunicação Não Verbal (CNV), aproveitando uma brecha do consciente para atravessar os bloqueios emocionais de cada um. “Mas a Hipnose Dinâmica não consegue fazer com que as pessoas façam algo contra sua vontade”, acrescenta o Dr. Verea. “A Hipnose Dinâmica é um processo sugestivo e imaginativo. Todos nós somos hipnotizáveis, mas para o tratamento dar certo, a pessoa precisa querer”, explica. Para colocar a paciente em estado hipnótico com a técnica dinâmica o psiquiatra leva de três ou quatro minutos.
Médico italiano radicado no Brasil há 20 anos e introdutor da Hipnose Dinâmica por aqui, o Dr. Verea diz que a Hipnose Dinâmica funciona como uma “ponte”, para mostrar exatamente que a solução está dentro de cada pessoa. E está bem longe da fantasiosa imagem do pêndulo e do sono profundo. Segundo o médico, a Hipnose Dinâmica pode ajudar a gestante a eliminar situações traumáticas que gravaram emoções ruins no inconsciente, fazendo-a eliminar os valores negativos, que prejudicam o processo de tranquilidade durante a gestação, trocando-os por outros positivos que favoreçam o bem estar físico e emocional, na gravidez, durante o parto e no período pós-parto.
“Aprender a relaxar e viver experiências positivas torna a pessoa capaz de dominar seus temores, adquirir sabedoria e conquistar a chave dos segredos do inconsciente, deixando de ser mais uma vítima das circunstâncias, gerando uma grande força criativa, qualidade de vida e tão buscada, porém nem sempre no caminho correto, felicidade”, finaliza o psiquiatra.
Dr. Leonard F. Verea: É médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália. Especializado em Medicina Psicossomática e Hipnose Clínica, o Dr. Verea é membro de diversas entidades nacionais e internacionais, como o CID CNVInstituto di Psicologia Analógica e di Ipnosi Dinamica; SIMP — Societá Italiana di Medicina Psicosomatica, Roma — Itália; The International Society for Medical and Psychological Hypnosis, New York — EUA, ABMP — Associação Brasileira de Medicina Psicossomática e a Sociedade Brasileira de Hipnose. Atuando também no Brasil desde 1985 como Clínico Geral e Hipnoterapeuta, ministra também grande parte dos cursos e palestras oferecidos pelo Instituto Verea. É Presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose Clínica e Dinâmica. Além do Instituto, o Dr. Leonard criou e dirige a UNICAP, empresa voltada à implementação e manutenção das condições de saúde e segurança no ambiente de trabalho.
Instituto Verea
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Técnica permite que pacientes claustrofóbicos façam ressonância magnética de forma consciente e calma.
SÃO PAULO — Imersa em uma cachoeira no meio de uma floresta tropical, a tradutora Elaine Pereira, de 43 anos, conseguiu fazer a ressonância magnética que tanto temia. A cena, na verdade, estava só na mente dela. Hipnotizada, foi capaz de relaxar sem a necessidade de sedativos. A técnica, aplicada no Hospital São Camilo, em São Paulo, permite que pacientes claustrofóbicos (com medo de lugares fechados e apertados) passem pela máquina de forma consciente e calma.
Alex Lenkei, de 61 anos, disse que estava consciente de tudo à sua volta.
Um terapeuta britânico usou hipnose em si mesmo para se submeter a uma cirurgia na sua mão direita sem anestesia. O terapeuta Alex Lenkei, de 61 anos, disse que estava perfeitamente consciente de tudo à sua volta durante a operação, mas que não sentiu dor alguma.
Durante a cirurgia de 83 minutos, médicos removeram partes do osso da base do dedo polegar do terapeuta, que sofre de artrite. A cirurgia foi realizada nesta sexta-feira no hospital da cidade de Worthing, no sudeste da Inglaterra.
“Martelos e serras”
“Levou entre 30 segundos e um minuto para que eu me colocasse sob hipnose, e deste ponto em diante me senti muito relaxado”, disse Lenkei, que pratica hipnose desde os 16 anos. “Eu estava consciente de tudo à minha volta, das pessoas falando até o uso de martelos e serras, mas eu não senti dor alguma”.
Durante a cirurgia, um anestesista ficou de plantão, caso houvesse necessidade.
O cirurgião David Llewellyn-Clark, que fez a operação, disse que concordou sem problemas com o procedimento de Lenkei. “Algumas pessoas ficam muito ansiosas por terem de receber anestesia, portanto estou sempre procurando alternativas. Eu tinha confiança que o senhor Lenkei era um hábil hipnoterapeuta, e estou feliz que tudo deu certo”, disse.
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Matéria originalmente publicada em 19 de abril de 2008 pelo jornal Estadão.
Imagem: www.dailymail.co.uk
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