Este texto foi publicado num site estrangeiro1 e traído traduzido por mim, e versa sobre o uso da HipnoSedação (hipnose em sedação) de pacientes em Cirurgias Acordadas, — onde o paciente está acordado durante a cirurgia de retirada do glioma2, ou seja, câncer cerebral.
Então clica/toca aí abaixo e prepare-se para conhecer mais uma incrível utilização da hipnose na saúde e no bem-estar do ser humano. Mas lembre-se também de, ao final da leitura, recomendar este texto para outros leitores, (para isso, basta clicar/tocar no coração verde logo abaixo do texto), e compartilhar com seus amigos nas redes sociais! ;)
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Até breve! Logo mais volto com alguma notícia ou novidade sobre a hipnose no Brasil e no Mundo.
Créditos e fonte podem ser conferidos no final do texto lá no Medium! ↩
Confira os detalhes e/ou significados de algumas palavras do texto lá nas notas laterais do texto (atente-se aos asteriscos na lateral direita). ↩
Hoje, dia 06 de Fevereiro de 2015, o Dr. James Esdaile completaria 207 anos de idade. Abaixo, segue um pouco de sua história.
Introdução
James Esdaile, (* 06 de Fevereiro de 1808 - †10 de janeiro de 1859), é uma figura importantíssima na história do hipnotismo!
Os pacientes de James Esdaile (outro adepto da escola mesmeriana) que sofriam as mais severas intervenções cirúrgicas, inclusive amputações sob “sono magnético”, eram apontados pela ciência ortodoxa como “um grupo de inflexíveis e teimosos impostores”.
O lugar de Esdaile na história do hipnotismo não se justifica como criador de métodos ou de escola, mas sim, como exemplo de pioneirismo na luta pelo reconhecimento da hipnose como coadjuvante valiosa da cirurgia. James Esdaile, jovem cirurgião escocês, inspirou-se na leitura dos trabalhos de John Elliotson sobre o mesmerismo. Esdaile começou a sua prática na Índia, como médico da “British East India Company”. Em Calcutá realizou milhares de intervenções cirúrgicas leves e centenas de operações profundas, inclusive dezenove amputações, apenas sob o efeito da anestesia hipnótica. O éter e o clorofórmio ainda não eram conhecidos como agentes anestésicos. Uma das testemunhas descreve como Esdaile extirpara um olho de um paciente, enquanto este acompanhava com o outro o andamento da operação, sem pestanejar. Os fatos eram de esmagadora evidência. Contudo, o Calcutta Medical College moveu-lhe traiçoeira campanha de desmoralização. A anestesia não valia como prova de coisa alguma. Os médicos faziam circular a notícia de pacientes que haviam sido comprados para simular a ausência de dor. As publicações médicas recusavam-se a aceitar as comunicações do cirurgião escocês. Contra Esdaile usava-se ainda o argumento bíblico: “Deus instituíra a dor como uma condição humana. Portanto, era sacrílega a ação anestésica do magnetizador”. 1
Em 1851, Esdaile teve que fechar seu hospital. Voltou à Escócia completamente desacreditado. Mudou-se posteriormente para a Inglaterra, onde não teve melhor sorte. A Lancet publicou a propósito a seguinte repreensão: “O mesmerismo é uma farsa demasiado estúpida para que se lhe possa conceder atenção. Consideramos seus adeptos como charlatães e impostores. Deviam ser expulsos da classe profissional. Qualquer médico que envia um doente a um charlatão mesmerista devia perder sua clientela para o resto de seus dias”. A Sociedade Britânica de Medicina acabou por interditar a Esdaile o exercício profissional. A exemplo de seu mestre Mesmer, esse mártir do hipnotismo morreu no mais completo ostracismo.
Olha só que legal! rsrsrs
Hoje eu trago pra vocês o vídeo da cirurgia no braço do amigo Dr. Alcimar Vidolin, cuja anestesia foi realizada apenas pela auto-hipnose, ou seja, uma Analgesia Hipnótica ou HipnoAnalgesia.
Confira abaixo o vídeo da cirurgia na íntegra:
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EDIÇÃO
Hoje (20 de Janeiro de 2015), soube de um novo vídeo narrado pelo próprio Dr. Alcimar Vidolin, explicando os detalhes e pormenores do acidente que sofreu, da gravidade e do trabalho realizado para sua recuperação, inclusive detalhes sobre o processo da auto-hipnose, utilizado em uma das cirurgias à que foi submetido, (como visto no vídeo anterior).
Segue o novo vídeo:
A hipnose é útil em cirurgias hospitalares, odontológicas e numa infinidade de procedimentos!
E aí, o que achou do vídeo? Já imaginou o quanto a hipnose é útil em casos de pessoas com alergia (ou qualquer outro tipo de situação) à anestésicos?
Deixe seu comentário aí abaixo!
Nesta sexta-feira, dia 16 de Janeiro de 2015, completa-se 90 anos da morte do Dr. John Milne Bramwell, um médico cirurgião escocês muito importante na história do hipnotismo. Confira abaixo um pouco mais sobre o Dr. Bramwell.
Introdução
John Milne Bramwell nasceu em Perth, (Escócia) em 11 de maio de 1852.
Educado em Perth Grammar School e na Universidade de Edimburgo, ele se formou MBCM (Medicinae Baccalaureus, chirurgiae Magister) em 1873, assim como Charles Braid (1850-1897), o neto de James Braid.
Curiosidade
No ano em que se formou, foi indicado como médico cirurgião do Liverpool, Brazil, and River Plate Steam Ship Company, viajando para o Brasil três vezes.
Hoje, dia 10 de Janeiro de 2015, completa-se 156 anos que o Dr. James Esdaile faleceu. Abaixo, segue um pouco de sua história.
Introdução
James Esdaile é uma figura importantíssima na história do hipnotismo!
Os pacientes de James Esdaile (outro adepto da escola mesmeriana) que sofriam as mais severas intervenções cirúrgicas, inclusive amputações sob “sono magnético”, eram apontados pela ciência ortodoxa como “um grupo de inflexíveis e teimosos impostores”.
O lugar de Esdaile na história do hipnotismo não se justifica como criador de métodos ou de escola, mas sim, como exemplo de pioneirismo na luta pelo reconhecimento da hipnose como coadjuvante valiosa da cirurgia. James Esdaile, jovem cirurgião escocês, inspirou-se na leitura dos trabalhos de John Elliotson sobre o mesmerismo. Esdaile começou a sua prática na Índia, como médico da “British East India Company”. Em Calcutá realizou milhares de intervenções cirúrgicas leves e centenas de operações profundas, inclusive dezenove amputações, apenas sob o efeito da anestesia hipnótica. O éter e o clorofórmio ainda não eram conhecidos como agentes anestésicos. Uma das testemunhas descreve como Esdaile extirpara um olho de um paciente, enquanto este acompanhava com o outro o andamento da operação, sem pestanejar. Os fatos eram de esmagadora evidência. Contudo, o Calcutta Medical College moveu-lhe traiçoeira campanha de desmoralização. A anestesia não valia como prova de coisa alguma. Os médicos faziam circular a notícia de pacientes que haviam sido comprados para simular a ausência de dor. As publicações médicas recusavam-se a aceitar as comunicações do cirurgião escocês. Contra Esdaile usava-se ainda o argumento bíblico: “Deus instituíra a dor como uma condição humana. Portanto, era sacrílega a ação anestésica do magnetizador”.1
Em 1851, Esdaile teve que fechar seu hospital. Voltou à Escócia completamente desacreditado. Mudou-se posteriormente para a Inglaterra, onde não teve melhor sorte. A Lancet publicou a propósito a seguinte repreensão: “O mesmerismo é uma farsa demasiado estúpida para que se lhe possa conceder atenção. Consideramos seus adeptos como charlatães e impostores. Deviam ser expulsos da classe profissional. Qualquer médico que envia um doente a um charlatão mesmerista devia perder sua clientela para o resto de seus dias”. A Sociedade Britânica de Medicina acabou por interditar a Esdaile o exercício profissional. A exemplo de seu mestre Mesmer, esse mártir do hipnotismo morreu no mais completo ostracismo.
Esta semana, mais precisamente na terça-feira, dia 11 de novembro, uma notícia assinada pela Amanda Lourenço foi publicada no site Opera Mundi trazendo uma notícia que, particularmente, penso e acredito que seja de extrema importância: a utilização da hipnose dentro do hospital. Infelizmente, não é sempre que se recebe notícias de médicos fazendo uso da hipnose dentro do hospital, logo, eu fico muito, muito feliz e animado com notícias como essa.
Abaixo, trago o artigo na íntegra para que vocês possam conferir:
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Em busca de método menos invasivo, hospitais franceses trocam anestesia geral por hipnose
Amanda Lourenço | Paris - 11/11/2014 - 6h
Médicos deixam de lado substâncias pesadas e economizam com internação mais curta ao usar estado alterado de consciência para desviar foco da dor no paciente
Olá à todos! Devido a alguns compromissos, tive que me ausentar do blog no início deste do ano de 2013. Mas hoje trago um artigo inédito sobre a utilização da Hipnose na Odontologia.
Tenho amigos na área, e alguns deles também utilizam a hipnose em suas práticas clínicas. Tanto nós hipnólogos, como os dentistas e/ou odontólogos que utilizam a hipnose, sabemos como é “raro” encontrar novos materiais, textos, vídeos e pesquisas da utilização da hipnose em odontologia, (principalmente conteúdo nacional!).
Desta forma, é com grande alegria e satisfação que trago este artigo escrito pelo amigo Diego Wildberger, — ainda estudante de odontologia cirurgião dentista —, que vem obtendo excelentes resultados com a hipnodontia em Salvador, BA.
Por ser uma técnica pouco difundida no meio médico e odontológico, principalmente em âmbito acadêmico, — onde é apenas citada e não explorada —, a hipnose sempre foi considerada “coisa de outro mundo” apesar de, às vezes, ser pouco utilizada entre boa parte dos cirurgiões dentistas.
Carol Ginandes derruba muitos mitos sobre a hipnose. “Na hipnose, as pessoas não perdem o controle e entram em um estado como de zumbi, onde eles podem ser induzidos à fazerem coisas contra sua vontade.”, diz ela.
No ano passado, em 18 de maio de 2010, meu irmão Jean Carlos, aos 28 anos, e uma semana antes do próprio casamento, morreu num acidente de moto na Marginal Tietê, em frente à Churrascaria Boi Preto, (um taxista, numa manobra indevida, bateu na traseira da moto do meu irmão, lançando-o para debaixo de um caminhão carregado de açúcar. O capacete não foi forte o suficiente para suportar o peso do caminhão e meu irmão morreu na mesma hora).
Depois disso, eu mesmo dificilmente ando na garupa de uma moto novamente, pois isso me trás recordações do acidente do meu irmão. E como prefiro lembrar dos bons momentos, lembro daqueles em que a moto não esteja envolvida, (e isso é difícil, pois o rapaz gostava muito de motos!).
Mulheres grávidas vão aprender a hipnotizar-se antes do parto como uma alternativa aos anestésicos.
Elas vão aprender a pôr-se em um estado de transe durante o trabalho na esperança de que elas não precisem de tratamentos caros, como drogas epidurais, gás hilariante ou morfina.
Mais de 800 mães de primeira viagem vão participar no estudo de 18 meses do NHS (Serviço Nacional de Saúde Britânico), sobre a eficácia do “hypnobirthing”.
Ensinar as mulheres a controlar sua dor também pode reduzir a necessidade de supervisão das parteiras, que ajudaria a aliviar a pressão sobre as maternidades sobrecarregadas.
Samej Spenser atendendo uma cliente (Inverno de 2011) | Foto: Arquivo pessoal de Samej Spenser
Dos filmes misteriosos para um consultório bem perto de você, a hipnose cada vez mais se afasta do universo místico para auxiliar as práticas da medicina moderna. Relaxe e leia.
Introdução
Ainda é difícil pensar em hipnose sem imaginar uma atmosfera de magia e mistério. Mas essa ideia está com os dias contados. A hipnose cada vez mais se afasta do universo místico para atuar lado a lado com as modernas práticas médicas. Quem ganha com isso é o paciente: a hipnose não tem contraindicações ou efeitos colaterais e ainda é capaz de abreviar muitos tratamentos.
A sensação provocada pelo estado de hipnose é bem primitiva e muito prazerosa
A hipnose vem sendo aplicada no tratamento de uma enorme gama de distúrbios de saúde como estresse, insônia, traumas, enxaqueca, vícios, obesidade, hipertensão, vitiligo e ainda todo tipo de doenças de fundo emocional que resultam em problemas respiratórios, digestivos, cardíacos ou sexuais. Até o hábito de roer unhas, a gagueira ou a incontinência urinária podem ser tratadas a partir da hipnose.
Quem já experimentou garante que é ótimo. A sensação provocada pelo estado de hipnose é bem primitiva e muito prazerosa. O corpo relaxa, o coração bate mais devagar, a respiração se acalma. Uma expressão mais serena e relaxada toma o rosto do paciente e a cabeça pode tombar para trás, para o lado ou para frente, suavemente.
Internamente, uma analogia com a visão de uma estrela através de uma luneta ajuda a entender o que acontece no transe hipnótico. Embora saibamos que existe todo um universo ao redor da estrela que observamos, ele não importa naquele momento, não o vemos. Fixamos nossa atenção apenas na estrela que nos interessa. A estrela, portanto, é a situação a ser tratada na hipnose.
Qualquer pessoa pode aprender em poucas horas a hipnotizar
Durante o transe hipnótico, sob um estado alterado de consciência, o paciente consegue enfocar um problema físico ou emocional que queira tratar. Quando o paciente focaliza o seu passado, pode acontecer a regressão. Com a intervenção de um bom profissional, a hipnose pode ser muito produtiva no sentido de trabalhar traumas da história do paciente que refletem negativamente em sua vida.
Há várias técnicas para levar o paciente ao transe hipnótico, todas muito simples. Qualquer pessoa pode aprender em poucas horas a hipnotizar. O difícil é processar a terapia nesse estado. Administrar a hipnose exige criatividade e atenção completa do terapeuta para que o estado de consciência do paciente seja alterado de modo a acessar seus recursos até então inconscientes. São eles que vão ser utilizados na cura.
Algumas pessoas parecem ser mais sensíveis à hipnose do que as outras e a explicação para o fato pode estar na inteligência. Segundo alguns teóricos e a experiência prática, quanto mais dotado de inteligência o hipnotizado, melhores os resultados.
A utilização da hipnose como anestésico é muito antiga
Embora soe como novidade, a utilização da hipnose como anestésico é muito antiga. Alguns médicos cirurgiões do século XIX modificavam o estado de consciência de seus pacientes para operar sem dor.
Além dos dentistas, médicos e psicólogos também empregam a hipnose. Para isso, é preciso conhecer as técnicas de indução hipnótica e os processos psicodinâmicos, além da neurofisiologia humana.
Em alguns problemas, como dores e certos distúrbios emocionais, a hipnose por si só pode conseguir os objetivos desejados. Em outros, como nas doenças psicossomáticas, a técnica tem sido utilizada como prática auxiliar de grande valia.
A união da hipnose com a psicanálise tem conquistado bons resultados
A psicóloga Sônia Eustáquia Santos, de Belo Horizonte, vem utilizando a hipnose em vários distúrbios de comportamento através do método ericksoniano de hipnose, vertente criada a partir dos estudos de Milton Erickson, um importante teórico do tema. No ano passado, a psicóloga conseguiu, com a ajuda da hipnose, entre 85 e 93% de sucesso no tratamento de problemas de ordem sexual, como disfunções ejaculatórias e eréteis e distúrbios do desejo e de orgasmo feminino.
Embora sejam técnicas bem distintas, a união da hipnose com a psicanálise tem conquistado bons resultados. Isso acontece porque enquanto a psicanálise trabalha com a consciência em associações livres, com a transferência e análise das transferências como elementos básicos, a hipnose afasta a consciência e atua mais diretamente sobre o inconsciente, fazendo com que este, a seu modo, processe as mudanças utilizando os potenciais positivos do indivíduo.
“Freud acreditava que somente a palavra poderia livrar as pessoas de seus males. Erickson, ao contrário, dizia que o inconsciente entende as metáforas e processa as mudanças, sem necessidade da verbalização. O resultado positivo é o que vale”, afirma Sônia Eustáquia, que é ainda diretora clínica do CEPPA — Centro de Estudos Pesquisa e Psicologia Aplicada em Belo Horizonte.
Crianças pequenas, pessoas com doenças neurológicas ou debilidade mental não devem, a princípio, serem hipnotizadas
Para que a hipnose alcance seus objetivos, é preciso que o paciente esteja implicado no processo, que deseje de fato ser hipnotizado. Assim, crianças pequenas, portadores de algumas doenças neurológicas ou pessoas com debilidade mental não devem, a princípio, serem hipnotizadas. A hipnose também não é indicada em casos graves de depressão, pois os potenciais positivos do indivíduo estão em baixa, em situações assim, o que anula o sentido da técnica.
Prof. Paulo Flores Saicoski Psicoterapeuta Holístico
REG MEC.4026/92 REG. AEPERS 71/00 CRT. 35928
Licenciado em Filosofia, Psicologia e Sociologia.
Com curso de Parapsicologia, Teologia e Terapia de Regressão. Santa Maria/RS. E-mail:psaicoski@yahoo.com.br
A hipnose tem sido usada durante o parto por aproximadamente cem anos. Muitas pesquisas têm sido realizadas para estudar os efeitos da hipnose sobre a gravidez e o parto. A hipnose tem sido utilizada em mulheres durante o trabalho de parto para ajudar a reduzir a dor. A hipnose pode ser usada como um analgésico natural, não só para reduzir a dor, mas também para reduzir o uso de analgésicos. Além do gerenciamento da dor, a auto-hipnose tem sido usada para controlar a respiração durante o trabalho de parto. Outros estudos mostram que a hipnose tem um benefício psicológico para as mães e para os recém-nascidos.
Uma meta-análise de estudos realizados envolvendo a hipnose com gestantes foi comparada a intervenções sem hipnose, tratamento padrão e placebo. Medições primárias na meta-análise incluíram a analgesia utilizada durante o trabalho de parto e também os níveis de dor durante o trabalho de parto. A meta-análise incluiu 8.395 mulheres que tinham usado a hipnose durante a gravidez ou no parto. A análise concluiu que menos mulheres necessitaram utilizar uma forma de analgesia durante o trabalho de parto. As mulheres que receberam a hipnose relataram dor menos severa do que aquelas nos grupos de controle.
Em outro estudo, sessenta gestantes participaram. As participantes foram divididas em dois grupos baseados em sua sugestionabilidade. Todas receberam informações sobre o trabalho de parto e dicas sobre o controle da dor. Estes dois grupos foram então subdivididos, e metade recebeu uma indução hipnótica e a outra metade aprendeu exercícios de respiração e de relaxamento. As mulheres no grupo da hipnose e no grupo de alta sugestionabilidade relataram menos dor. Aquelas que usaram a hipnose relataram usar menos medicação e tiveram um trabalho de parto de fase 1 mais curto.
Outra meta-análise sobre vários estudos realizados utilizando-se a hipnose com mulheres grávidas mostrou que a hipnose reduziu o nível de intervenção médica durante o parto, além de reduzir os riscos para as mulheres e para os recém-nascidos. Um estudo mostrou que mulheres que foram treinadas para usar a hipnose durante o trabalho de parto muito raramente experimentaram depressão pós-parto. A hipnose pode ajudar a controlar tanto a depressão quanto a ansiedade relacionados com a gravidez, o parto, e a perspectiva de se tornar mãe. Isso demonstra que a hipnose pode apresentar muitos benefícios para as mulheres e seus recém-nascidos.
Um estudo descobriu que as mulheres foram mais sugestionáveis no segundo e terceiro trimestres da gravidez. O estudo mostrou que à medida que a gravidez avançava, a sugestionabilidade aumentava de acordo com a Escala de Hipnotizabilidade de Harvard. As mulheres grávidas também apresentaram níveis altos na Escala de Imaginação Criativa. Este estudo analisou as mulheres em dois períodos de tempo, quando estavam grávidas e não grávidas.
A pesquisa mostra que se as mulheres são mais sugestionáveis durante a gravidez, há mais um motivo para se usar a hipnose durante a gravidez e o trabalho de parto.
Fontes
Alexander, B., Turnbull, D., & Cyna, A. (2009). The effect of pregnancy on hypnotizability. American Journal of Clinical Hypnosis.
A hipnose pode ser um meio eficaz de tratar a dor em mulheres com câncer de mama, de acordo com uma pesquisa.
De acordo com a Dra. Lisa D. Butler, autora principal do estudo, professora adjunta da Faculdade de Trabalho Social, membro do corpo docente do Centro de Pesquisa Social da Universidade de Buffalo, o estudo randomizado avaliou a dor e o sofrimento, a frequência da dor e o grau de dor constante em 124 mulheres com câncer de mama metastático.
Para chegar à conclusão, os pesquisadores registraram os níveis de dor em intervalos de quatro meses durante um ano. As mulheres que foram atribuídas ao grupo de tratamento receberam psicoterapia de grupo, bem como instrução e prática da hipnose para moderar seus sintomas de dor.
Relatos
Elas relataram “aumento significativamente menor na intensidade da dor e sofrimento ao longo do tempo”, em comparação com um grupo controle, onde as mulheres não receberam a psicoterapia de grupo.
No entanto, aquelas que receberam hipnose não relataram redução significativa na frequência ou na constância dos episódios de dor.
“Os resultados deste estudo sugerem que a experiência de dor e sofrimento para as pacientes com câncer de mama metastático pode ser reduzida com sucesso com uma intervenção que inclui hipnose num ambiente de terapia de grupo”, afirma Butler. “Esses resultados ampliam a crescente literatura apoiando o uso da hipnose como tratamento complementar para pacientes com experiência de dor”.
Análise de 18 estudos realizados nos EUA mostra que a hipnose ajuda a diminuir a dor em 3 de cada 4 pacientes, alivia a asma, ansiedade e ajuda a acelerar a cicatrização.
Introdução
De acordo com o hipnoterapeuta Cersi Machado, isto é possível porque a hipnose estimula partes do cérebro envolvidas na percepção, alterando substâncias químicas ligadas a outros sistemas do organismo, como o imunológico.
A hipnose é considerada um estado especial de “superatenção”, quando os dois hemisférios do cérebro trabalham em total sintonia e focalizados no mesmo objetivo, facilitando a criatividade, a concentração e até o controle corporal completo, inclusive sobre as percepções dos sentidos. “Sendo assim, o processo de cura se torna mais eficaz”, diz. Cersi lembra ainda que, desta forma, a hipnose pode ser usada em tratamentos de traumas, fobias, ansiedade, queimaduras, tabagismo, problemas sexuais, da fala, fortalecimento de autoestima, para anestesiar e controle da dor, entre outros.
Por ser um fenômeno natural da mente, a hipnose tem ampla atuação. Mas não é recomendada para pacientes psicóticos ou esquizofrênicos, pois pode gerar uma paranoia ainda maior. A hipnose também não tem uma eficácia ampla em pessoas com dificuldade intelectual.
2. Como é uma sessão de hipnoterapia?
Não existe uma forma única de se realizar uma sessão de hipnose terapêutica. Nos modelos antigos de hipnose havia uma relação de dominação entre hipnotizador e hipnotizado: o terapeuta tinha dizia ter poder sobre o paciente e dava ordens de como ele deveria se comportar.
Na visão moderna da hipnose é possível levar ao transe apenas conversando. Não é necessário olhar para pêndulos nem mesmo fechar os olhos para isso. O (hipno)terapeuta pode usar linguagem de influência para dar sugestões benéficas ao paciente. Ele não é forçado a fazer o que não quer, apenas ouvirá novas formas de lidar com seu problema de uma forma mais receptiva. Na hipnose (dita) “clássica” existe um protocolo fixo de indução ao transe, trabalho de sugestão ao inconsciente e finalização. Já na hipnose (dita) “ericksoniana”, este é um procedimento mais flexível, em que a história pessoal do paciente determina uma individualização do processo. “Por exemplo, um paciente pode achar muito positivo uma indução ao transe utilizando uma visualização em um campo ensolarado e florido. Já outra pessoa, (que pode ter passado por uma experiência desagradável em um ambiente assim), pode se sentir muito incomodado. É muito importante que o processo de indução ao transe e sugestão esteja de acordo com a história e o perfil do paciente”, diz a psicóloga Luciane Lopes Gerodetti.
Basicamente, a sessão começa com a indução ao transe (existem inúmeros tipos). Depois, é hora de trabalhar a questão que motivou a sessão. “Nesse momento o terapeuta pode dar uma sugestão direta e definitiva, como pode optar por uma história que aborde o problema metaforicamente, de tal maneira que o inconsciente é capaz de processar a nova informação e a solução por meio dos novos estímulos e percepções apresentados no processo”, explica Luciane. Ao final do trabalho, o paciente é tirado do estado de transe e retorna ao seu estado normal.
3. Em uma sessão a pessoa já sente melhora? Quantas sessões são necessárias para um tratamento efetivo?
Os resultados são relativos para cada paciente, mas podem perceber os resultados já a partir da primeira sessão; outros necessitam de duas ou três. A média são 15 atendimentos.
4. Hipnose é o mesmo que terapia de vidas passadas?
Não, mas muita gente confunde as duas. Enquanto a primeira é uma ferramenta cognitiva, a segunda consiste em uma abordagem psicoterápica. “Elas podem ser trabalhadas de forma conjunta: quem acredita em regressão a vidas passadas pode utilizar a ferramenta da hipnose para obter melhores resultados”, explica Alexandre Bortoletto, instrutor da Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística.
Heloísa Noronha
(Originalmente publicado no site BOL Notícias.)
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Tem mais alguma dúvida sobre hipnose? É só me perguntar nos comentários aí abaixo! ;)
Conviver com o medo dos pacientes é quase uma rotina na vida dos dentistas. Mas essa realidade, que atrapalha e muitas vezes até impede os tratamentos, pode melhorar. Depois de conquistar a maioria dos profissionais da Europa e dos Estados Unidos, a hipnose começa a surgir no Brasil como uma excelente ferramenta de trabalho para o odontologista.
Muito longe do ocultismo ou das ciências místicas, a hipnose é um procedimento cientificamente fundamentado. Ao longo da história, tem sido largamente utilizada como técnica curativa e foi ainda a primeira técnica de psicoterapia. No caso dos dentistas, a hipnose pode, em muitos casos, substituir as anestesias e diminuir os sangramentos e a salivação, facilitando muito o tratamento.
No Brasil, a utilização da hipnose é autorizada aos cirurgiões-dentistas no artigo 6° da Lei nº 5.081, de 24/08/66, que regula o exercício da Odontologia. No entanto, é necessário que os profissionais sejam devidamente habilitados. Para isso, começam a surgir cursos de hipnose direcionados para os profissionais da Odontologia.
O Cirurgião Dentista Gelson Crespo da Silva descobriu a hipnose há 15 anos. Desde que começou a exercer a profissão, o medo do paciente o incomodava bastante. Procurando uma forma mais humana de tratar seus pacientes, acabou fazendo um curso de hipnose na ABO e se tornando um pesquisador do assunto. “Antes de utilizar a hipnose com meus pacientes, eu absorvia o sofrimento deles e ficava muito estressado. Hoje, trabalho 10, 12 horas e termino meu dia sentindo-me muito bem”, conta Gelson, que é ainda psicanalista clínico e ministra cursos de hipnose em vários estados do Brasil.
Recursos inconscientes
A hipnose é um estado especial de consciência, intermediário entre o sono e a vigília. Nesse estado, o lado direito do cérebro, que trabalha a imaginação, é ativado, enquanto o lado esquerdo, mais racional, se relaxa. Na hipnose, a mente consciente permite a indução, deixando que a mente inconsciente se manifeste.
É através da voz monótona e repetitiva do dentista que o paciente alcança o estado hipnótico. Um ambiente calmo e tranquilo também ajuda. Através de técnicas específicas, as ondas cerebrais do paciente passam do estágio beta (da vigília) e atingem o estágio alfa da hipnose, quando o hipnoterapeuta pode sugestionar o paciente. Consegue, dessa forma, sugerir à mente hipnotizada que determinada parte do corpo está anestesiada.
Fazer uma anamnese nos pacientes antes de recorrer à hipnose é sempre importante, segundo Gelson. Aqueles com história psicótica, que têm a realidade mal estabelecida, não devem ser hipnotizados. Crianças abaixo de 4 anos e pessoas com mais idade, especialmente aquelas que não têm muita atividade intelectual, também constituem um público para o qual a hipnose é contraindicada.
Embora tenham medo do dentista, muitos pacientes também sentem medo da hipnose. Por isso, em alguns casos, o dentista precisará desmitificá-la. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, ninguém faz sob hipnose nada que não faria se não estivesse hipnotizado. Além disso, por questões éticas, nenhum profissional pode utilizar a hipnose sem o conhecimento do seu paciente.
Segundo Gelson, a chave do sucesso da hipnose nos consultórios é a boa integração entre o dentista e seu paciente. Ambos só têm a ganhar: o profissional pode trabalhar com mais tranquilidade e o paciente se livra do medo. “Além disso, o estado hipnótico é extremamente agradável para ele”, diz Gelson.
O fim da dor
Os processos fisiológicos que permitem ao corpo sob hipnose livrar-se da dor vêm sendo estudados e pesquisados. A teoria mais recente é a que considera os exteroceptores (os receptores da dor)1 e o sistema ativador reticular ascendente (SARA), feixes de células próximas ao cérebro.
Sempre que uma pessoa sabe que vai se submeter a algum processo doloroso, começa a liberar alguns hormônios, principalmente o cortisol, que produz estresse e acaba esgotando o cérebro. A hipnose faz com que o SARA induza a produção de hormônios serotonina (do bem-estar) e beta-endorfinas, criando um antagonismo com o cortisol.
Estudos recentes feitos a partir de tomografias computadorizadas comprovaram que a imagem do sistema ativador reticular ascendente se modifica do estado da dor para o bem estar quando o paciente está sob hipnose.
Lucia Seixas
Matéria originalmente publicada no site Medcenter™ Odontologia.
Atualizado em 2015/10/28
Notas
EXTEROCEPTOR:sm. (êxtero + lat capto, com apofonia + or) Biol. Órgão dos sentidos excitado por estímulos que se originam fora do corpo. | Dicionário online↩
Sentir aquele frio na barriga ao ouvir o motorzinho do dentista pode ficar apenas nas lembranças do passado. Técnicas usadas em consultórios odontológicos prometem mais conforto para quem fica nervoso só de pensar em agulhas, sangue e no tal barulhinho incômodo. De acordo com a experiência do profissional e o paciente, as técnicas podem variar desde uma simples conversa até hipnose.
A ortodontista Fernanda Palma diz que a maioria dos que têm medo passou por experiência negativa ou ouviu falar de alguém que sofreu na cadeira do dentista. Em muitos desses casos, uma boa conversa alivia a tensão. “Você explica o que vai fazer e o paciente ganha confiança. Muitos falam que achavam que o tratamento seria muito pior”. Em outros, em que a conversa não é suficiente, profissionais recorrem a técnicas como a máscara com óxido nitroso, conhecido como gás do riso.
Segundo o dentista Marcelo Kignel, da Clínica Kignel, a técnica — usada pela primeira vez em 1844, durante uma extração — pode ser aplicada em qualquer procedimento e por 99% das pessoas. Só não é recomendada para quem tem problemas respiratórios graves. “Em cinco minutos, o paciente tem uma sensação de conforto. Sente tudo um pouco anestesiado, tem vontade de relaxar e escuta a voz mais longe, mas fica consciente”. Quem passa pelo procedimento pode voltar imediatamente às atividades, pois o efeito do gás, que é administrado por meio de um nariz de borracha, passa rapidamente.
Outra técnica usada na Clínica Kignel é a sedação com anestésico intravenoso, por meio de soro. O procedimento é feito por médico anestesista, em casos de várias extrações e implantes, por exemplo. “O paciente cochila e às vezes acorda com frio ou com vontade de ir ao banheiro”, explica Kignel. Após o tratamento, basta acordar e ir para casa. As restrições, segundo o dentista, são avaliadas pelo médico, que conversa antes com o paciente, verifica se o procedimento é viável e se são necessários exames.
Especiais
A hipnose também pode ajudar a encarar o motorzinho. Especialista em cirurgia bucomaxilofacial e em pacientes com necessidades especiais, o dentista Claudio Gargione aplica a técnica há mais de 20 anos. Segundo ele, em um minuto, a pessoa chega ao estado hipnótico e fica o mais alerta possível. “Programamos o cérebro para aquele tipo de atendimento sem dor. Conseguimos controlar o sangramento e dispensamos anestesia”.
Paciente de Gargione há mais de três anos, a professora de educação física Mônica Bitti, de 32 anos, tem muito medo de anestesia. “Antes me sentia mal quando ia ao dentista. Com a hipnose, não tenho mais medo”.
Hipnose Dinâmica é uma ferramenta que funciona como ponte para o inconsciente, auxiliando principalmente a minimizar a ansiedade na jornada dos 9 meses.
A técnica do Hipnonascimento, como vem sendo chamada, foi desenvolvida nos Estados Unidos há 15 anos pelo obstetra inglês Grantly Dick-Read. Atualmente está sendo cada vez mais difundida na medicina obstetrícia para aliviar a dor no momento de dar a luz. “Consiste em aprender a auto-hipnose para trazer os bebês ao mundo de uma maneira mais calma e pacífica. A mãe é treinada para se envolver com os movimentos da criança e trabalhar em harmonia com o corpo”, explica Dr. Leonard Verea, médico psiquiatra, formado pela Faculdade de Milão/Itália e Presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose Clínica e Dinâmica.
Segundo o Dr. Verea, gestação e parto são fisiológicos e naturais, e a hipnose pode ajudar a aliviar vômitos da gravidez, dores lombares e aquela vontade constante de fazer xixi — além de diminuir a ansiedade, e assim ajudar a disciplinar a alimentação da gestante, evitando ganho excessivo de peso. “Durante o parto, a hipnose pode induzir o paciente a um relaxamento muscular. Pode ainda diminuir a incidência de outras complicações, da depressão pós-parto e estimulação da lactação”, completa ele.
Hipnose Dinâmica
A Hipnose já deixou de ser chamada de técnica milenar e atualmente é considerada uma técnica moderna, com abordagem terapêutica, empregada pela medicina, psicologia, odontologia e reconhecida por associações científicas do mundo todo. “Frequentemente mal entendida e quase sempre polêmica, a hipnose foi muito explorada como charlatanismo, teatro e circo. Na década de 1960 Jânio Quadros criou uma lei regulamentando o seu uso, porém no governo de Fernando Collor de Mello a lei caiu e a técnica passou a ser regulamentada de novo pelos Conselhos de Medicina, Psicologia e Odontologia nos últimos anos”.
A Hipnose Dinâmica funciona utilizando-se da Comunicação Não Verbal (CNV), aproveitando uma brecha do consciente para atravessar os bloqueios emocionais de cada um. “Mas a Hipnose Dinâmica não consegue fazer com que as pessoas façam algo contra sua vontade”, acrescenta o Dr. Verea. “A Hipnose Dinâmica é um processo sugestivo e imaginativo. Todos nós somos hipnotizáveis, mas para o tratamento dar certo, a pessoa precisa querer”, explica. Para colocar a paciente em estado hipnótico com a técnica dinâmica o psiquiatra leva de três ou quatro minutos.
Médico italiano radicado no Brasil há 20 anos e introdutor da Hipnose Dinâmica por aqui, o Dr. Verea diz que a Hipnose Dinâmica funciona como uma “ponte”, para mostrar exatamente que a solução está dentro de cada pessoa. E está bem longe da fantasiosa imagem do pêndulo e do sono profundo. Segundo o médico, a Hipnose Dinâmica pode ajudar a gestante a eliminar situações traumáticas que gravaram emoções ruins no inconsciente, fazendo-a eliminar os valores negativos, que prejudicam o processo de tranquilidade durante a gestação, trocando-os por outros positivos que favoreçam o bem estar físico e emocional, na gravidez, durante o parto e no período pós-parto.
“Aprender a relaxar e viver experiências positivas torna a pessoa capaz de dominar seus temores, adquirir sabedoria e conquistar a chave dos segredos do inconsciente, deixando de ser mais uma vítima das circunstâncias, gerando uma grande força criativa, qualidade de vida e tão buscada, porém nem sempre no caminho correto, felicidade”, finaliza o psiquiatra.
Dr. Leonard F. Verea: É médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália. Especializado em Medicina Psicossomática e Hipnose Clínica, o Dr. Verea é membro de diversas entidades nacionais e internacionais, como o CID CNVInstituto di Psicologia Analógica e di Ipnosi Dinamica; SIMP — Societá Italiana di Medicina Psicosomatica, Roma — Itália; The International Society for Medical and Psychological Hypnosis, New York — EUA, ABMP — Associação Brasileira de Medicina Psicossomática e a Sociedade Brasileira de Hipnose. Atuando também no Brasil desde 1985 como Clínico Geral e Hipnoterapeuta, ministra também grande parte dos cursos e palestras oferecidos pelo Instituto Verea. É Presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose Clínica e Dinâmica. Além do Instituto, o Dr. Leonard criou e dirige a UNICAP, empresa voltada à implementação e manutenção das condições de saúde e segurança no ambiente de trabalho.
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Técnica permite que pacientes claustrofóbicos façam ressonância magnética de forma consciente e calma.
SÃO PAULO — Imersa em uma cachoeira no meio de uma floresta tropical, a tradutora Elaine Pereira, de 43 anos, conseguiu fazer a ressonância magnética que tanto temia. A cena, na verdade, estava só na mente dela. Hipnotizada, foi capaz de relaxar sem a necessidade de sedativos. A técnica, aplicada no Hospital São Camilo, em São Paulo, permite que pacientes claustrofóbicos (com medo de lugares fechados e apertados) passem pela máquina de forma consciente e calma.
Alex Lenkei, de 61 anos, disse que estava consciente de tudo à sua volta.
Um terapeuta britânico usou hipnose em si mesmo para se submeter a uma cirurgia na sua mão direita sem anestesia. O terapeuta Alex Lenkei, de 61 anos, disse que estava perfeitamente consciente de tudo à sua volta durante a operação, mas que não sentiu dor alguma.
Durante a cirurgia de 83 minutos, médicos removeram partes do osso da base do dedo polegar do terapeuta, que sofre de artrite. A cirurgia foi realizada nesta sexta-feira no hospital da cidade de Worthing, no sudeste da Inglaterra.
“Martelos e serras”
“Levou entre 30 segundos e um minuto para que eu me colocasse sob hipnose, e deste ponto em diante me senti muito relaxado”, disse Lenkei, que pratica hipnose desde os 16 anos. “Eu estava consciente de tudo à minha volta, das pessoas falando até o uso de martelos e serras, mas eu não senti dor alguma”.
Durante a cirurgia, um anestesista ficou de plantão, caso houvesse necessidade.
O cirurgião David Llewellyn-Clark, que fez a operação, disse que concordou sem problemas com o procedimento de Lenkei. “Algumas pessoas ficam muito ansiosas por terem de receber anestesia, portanto estou sempre procurando alternativas. Eu tinha confiança que o senhor Lenkei era um hábil hipnoterapeuta, e estou feliz que tudo deu certo”, disse.
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Matéria originalmente publicada em 19 de abril de 2008 pelo jornal Estadão.
Imagem: www.dailymail.co.uk
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