29 janeiro 2011

Hipnose em Dermatologia

 

Pele e Psiquismo

Considera-se que a mente tem dois aspectos: a parte consciente e a parte inconsciente. A mente consciente, que focaliza nossa atenção a cada momento, processa apenas cinco a sete estímulos simultaneamente. O que ultrapassar esse limite é excluído da mente consciente.

Todo o resto da nossa vida, das nossas ações e dos processos orgânicos se desenvolve sem que precisemos ter a atenção fixada neles, ou seja, ocorre sem que deles tomemos conhecimento, portanto fora da nossa consciência.

A mente inconsciente é o reservatório de todas as experiências vividas e das funções automáticas e perfaz pelo menos 98% de nossa vida mental. Todo aprendizado, toda mudança e todo comportamento são inconscientes. O consciente está sob nosso domínio a cada momento; podemos escolher sobre o que fixamos nossa atenção. O inconsciente não está sob nosso domínio e, por outro lado, domina nossa vida e tem poder ilimitado.

Se trabalharmos com o inconsciente, poderemos realizar coisas que estão fora do domínio consciente. Todos já tiveram a experiência de, numa situação extrema, conseguir fazer alguma coisa antes inimaginável. Após o fato passado, chega a dizer: “Não sei como consegui fazer o que fiz!” Ou seja, fez algo que não acreditava ter capacidade para fazer e fez movido por alguma força fora da sua atenção consciente.

 

O que é Hipnose

Essa capacidade desconhecida é o campo de ação da hipnose, hoje aceita como recurso médico, mas que é ignorada pela larga maioria dos profissionais da medicina. A hipnose nos permite dissociar as duas partes da mente, ter acesso aos poderes do inconsciente e induzir um estado de transe natural para o fim específico de benefício da pessoa, no caso da hipnose terapêutica.

Na definição de Fábio Puentes é: “um estado de concentração incrementada, que clarifica a mente e elimina toda negatividade, no qual as sugestões se realizam com uma potência muito maior da que é possível em condições normais”.

Durante a hipnose ocorre um estágio de pré-sonolência, consciência passiva e sensação de paz. Isso produz descontração muscular, relaxamento e calma. É um estado intermediário entre a vigília e o sono fisiológico.

Nessa situação, reduz-se o campo da consciência, cessa a percepção crítica e abre-se o caminho para atuar sobre o inconsciente. As sugestões dadas em estado hipnótico atingem a mente inconsciente e exercem influência sobre o comportamento e os sentimentos sem a participação intencional da pessoa.

Da mesma forma que as crenças inconscientes levam a pessoa a agir sempre de determinadas formas, uma sugestão hipnótica é capaz de alterar condições fisiológicas, psicológicas e comportamentais sem que a pessoa se dê conta de como ocorreu a mudança.

 

Tipos de induções hipnóticas

A hipnose pode ser induzida em adultos por diversos métodos que focalizem a atenção, acalmem ou produzam monotonia ou confusão. Relaxamento muscular é um método eficiente. Nem toda hipnose exige relaxamento. Sempre que se está em profunda concentração pode-se estar em estado hipnótico. Isso ocorre quando alguém está em atividade, como correndo, nadando, dançando completamente absorvido pelo que está fazendo e, consequentemente, desligado de qualquer outra coisa que esteja acontecendo em volta.

Quando está totalmente absorto por uma leitura ou pela assistência a um filme ou por um pensamento ou numa prática religiosa da mesma forma está hipnotizada. Pode-se considerar que todas as pessoas já foram de alguma forma hipnotizadas e passam por rápidos transes hipnóticos várias vezes por dia.

Também pode ser induzida por meio de uma linguagem especial, com o emprego de termos específicos e diferenciados para cada pessoa e utilizando coisas da própria pessoa, ao invés de induzir um transe formal. Em crianças, a hipnose pode ser induzida levando-as a imaginar que estão assistindo a televisão ou a um filme ou empregando algum meio de distração.

 

Aplicação em Dermatologia

A hipnose não é tratamento nem psicoterapia, mas um recurso auxiliar que consiste de consciência estreitada e seletiva, atenção focalizada e restrita e elevada sugestibilidade. Pode regular o fluxo sanguíneo e outras funções autônomas, que não estão normalmente sob o controle consciente.

Em dermatologia, pode diminuir a dor na pele, o prurido, intervir em aspectos psicossomáticos de doenças cutâneas e levar à resolução ou controle de algumas dermatoses, como verrugas vulgares, psoríase, dermatite atópica, urticária, acne escoriada, alopecia areata, eritrodermia ictiosiforme congênita, dermatite disidrosiforme, eritromelalgia, furunculose, glossodinia, herpes simples, hiperidrose, ictiose vulgar, líquen plano, neurodermite, dermatite numular, nevralgia pós-herpética, rosácea, tricotilomania e vitiligo, segundo Philip D. Shenefelt, professor associado da Divisão de Dermatologia e Cirurgia Cutânea da Faculdade de Medicina da South Florida University.

Esse autor afirma que, entre as vantagens da hipnoterapia médica, estão a capacidade de obter resposta, quando outras modalidades de tratamento falharam, a possibilidade de reduzir recidivas e o poder dos pacientes de se tratarem e alcançarem um senso de controle, se forem treinados em auto-hipnose, a ausência de toxicidade e a relação custo-eficácia.

A aplicação deste tratamento pode ter como resultado pacientes satisfeitos e agradecidos, por sentirem o imediato efeito do método e perceberem, às vezes instantaneamente, o desaparecimento do incômodo. O trabalho pode visar a transformação da causa-raiz, a eliminação do sintoma ou a modificação da resposta condicionada ao sintoma.

Isso dependerá da história a ser colhida do paciente antes de realmente se proceder o tratamento e será orientado primeiramente para aquilo que for mais importante para o paciente.

 

Casos clínicos

Uma paciente se queixava de prurido em várias áreas da pele, que se manifestava com intensidade de quatro a seis vezes por dia, havia dois anos e meio. Já fora tratada com toda sorte de medicamentos indicados para o caso, principalmente corticosteroides, anti-histamínicos e ansiolíticos. A pele apresentava áreas de espessamento e escurecimento em virtude do atrito frequente.

Na anamnese, verificamos que a paciente se recordava do momento de início do sintoma, que havia sido um conflito entre suas perspectivas estabelecidas à época e uma nova realidade, que impedia seus planos de serem realizados. Feita uma sessão de hipnose com sugestão de recuperação da pele, na segunda sessão a paciente se dizia menos ansiosa, a pele estava com melhor textura e o prurido se manifestava somente uma a duas vezes por dia.

Foi dada, então, a sugestão de que a atividade que fora obrigada a desenvolver, que não correspondia a seus desejos, teve uma finalidade elevada e que fora muito benéfica para ela e sua família. Na terceira sessão, a pele estava curada e só sentia leve prurido em uma pequena área. Na quarta sessão, não havia mais sinal de lesão cutânea e o prurido tinha desaparecido.

Outra paciente, apresentava manchas de vitiligo no rosto, que vinham sendo tratadas havia alguns anos. Prescrevemos apenas um creme para o rosto e iniciamos sessões de hipnose com sugestão de repigmentação. Na segunda sessão, a pele alterada já tinha intensa repigmentação. Na terceira sessão, a repigmentação era quase completa.

Entre a primeira e a terceira sessões decorreram apenas quatro semanas. As manchas de vitiligo normalmente levam meses para começar a ter início de repigmentação.

Outra paciente, sofria de manchas brancas, típicas de vitiligo, no lado esquerdo do rosto, desde o supercílio até atrás da orelha. Também foi prescrito um creme e iniciaram-se sessões quinzenais de hipnose. Após oito sessões, que levaram três meses, a recuperação já era de 70%.

Outra paciente era alérgica a ácido acetilsalicílico, procaína e sulfa e veio à consulta com queixa de urticária, acompanhada de intenso prurido, que durava já mais de dois meses. Tinha sido tratada com os medicamentos indicados para a doença, que foram anti-histamínicos, antipruriginosos e cremes de corticosteroides sem nenhuma melhora. Relatou estar muito tensa por um problema familiar, que já deveria ter sido resolvido, mas por motivo profissional, prolongava-se e estava sem término previsível.

Foi mantido o medicamento anti-histamínico e foi feita uma sessão de hipnose com foco na solução do problema. Na semana seguinte, por ocasião da segunda sessão, não havia mais empolação nem coceira. A paciente não precisou voltar para a terceira sessão.

 

Colaboração: Dr. Roberto Azambuja • Dermatologista

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Originalmente publicado no site Dermatologia.net.

 


Atualizado em 2016/01/17


 

28 janeiro 2011

A Hipnose na Atualidade

FOTO: Samej Spenser atendendo uma cliente no consultório.
Samej Spenser atendendo uma cliente (Inverno de 2011) | Foto: Arquivo pessoal de Samej Spenser

 

Dos filmes misteriosos para um consultório bem perto de você, a hipnose cada vez mais se afasta do universo místico para auxiliar as práticas da medicina moderna. Relaxe e leia.

 

Introdução

Ainda é difícil pensar em hipnose sem imaginar uma atmosfera de magia e mistério. Mas essa ideia está com os dias contados. A hipnose cada vez mais se afasta do universo místico para atuar lado a lado com as modernas práticas médicas. Quem ganha com isso é o paciente: a hipnose não tem contraindicações ou efeitos colaterais e ainda é capaz de abreviar muitos tratamentos.

Ao contrário do que muitos imaginam, quem está sob hipnose não dorme, não perde os sentidos e nem fica à mercê da vontade do hipnotizador. Essa mistificação tem origem ainda nas primeiras civilizações, por volta do ano 3.000 A.C., quando já se conhecia técnicas para alterar os estados da consciência. Durante milênios, os que dominavam a hipnose trabalharam a serviço de práticas obscuras como exorcismo e bruxaria.

A partir do século XIX a hipnose começou a ser estudada cientificamente e até mesmo Freud valeu-se dela para construir suas teorias psicanalíticas. Mas só agora a técnica vem sendo popularizada como prática auxiliar da medicina e incorporada no dia-a-dia dos consultórios. É esse o movimento que se verifica nos países de Primeiro Mundo e que vem sendo assimilado também no Brasil. O Conselho Federal de Medicina já reconheceu a hipnose como ato médico, e a técnica está em vias de regulamentação.

 

A sensação provocada pelo estado de hipnose é bem primitiva e muito prazerosa

A hipnose vem sendo aplicada no tratamento de uma enorme gama de distúrbios de saúde como estresse, insônia, traumas, enxaqueca, vícios, obesidade, hipertensão, vitiligo e ainda todo tipo de doenças de fundo emocional que resultam em problemas respiratórios, digestivos, cardíacos ou sexuais. Até o hábito de roer unhas, a gagueira ou a incontinência urinária podem ser tratadas a partir da hipnose.

Quem já experimentou garante que é ótimo. A sensação provocada pelo estado de hipnose é bem primitiva e muito prazerosa. O corpo relaxa, o coração bate mais devagar, a respiração se acalma. Uma expressão mais serena e relaxada toma o rosto do paciente e a cabeça pode tombar para trás, para o lado ou para frente, suavemente.

Internamente, uma analogia com a visão de uma estrela através de uma luneta ajuda a entender o que acontece no transe hipnótico. Embora saibamos que existe todo um universo ao redor da estrela que observamos, ele não importa naquele momento, não o vemos. Fixamos nossa atenção apenas na estrela que nos interessa. A estrela, portanto, é a situação a ser tratada na hipnose.

 

Qualquer pessoa pode aprender em poucas horas a hipnotizar

Durante o transe hipnótico, sob um estado alterado de consciência, o paciente consegue enfocar um problema físico ou emocional que queira tratar. Quando o paciente focaliza o seu passado, pode acontecer a regressão. Com a intervenção de um bom profissional, a hipnose pode ser muito produtiva no sentido de trabalhar traumas da história do paciente que refletem negativamente em sua vida.

Há várias técnicas para levar o paciente ao transe hipnótico, todas muito simples. Qualquer pessoa pode aprender em poucas horas a hipnotizar. O difícil é processar a terapia nesse estado. Administrar a hipnose exige criatividade e atenção completa do terapeuta para que o estado de consciência do paciente seja alterado de modo a acessar seus recursos até então inconscientes. São eles que vão ser utilizados na cura.

Algumas pessoas parecem ser mais sensíveis à hipnose do que as outras e a explicação para o fato pode estar na inteligência. Segundo alguns teóricos e a experiência prática, quanto mais dotado de inteligência o hipnotizado, melhores os resultados.

 

A utilização da hipnose como anestésico é muito antiga

Quem tem medo de dentista pode ver a hipnose como uma bênção — inclusive para o profissional. Além de acalmar o paciente, a técnica permite que o dentista exerça seu ofício de maneira muito mais tranquila. Ele pode utilizar a hipnose para diminuir a salivação ou para conter hemorragias. Pode também agir como um anestésico, tanto para o tratamento de uma cárie como para a extração de um dente.

Embora soe como novidade, a utilização da hipnose como anestésico é muito antiga. Alguns médicos cirurgiões do século XIX modificavam o estado de consciência de seus pacientes para operar sem dor.

Além dos dentistas, médicos e psicólogos também empregam a hipnose. Para isso, é preciso conhecer as técnicas de indução hipnótica e os processos psicodinâmicos, além da neurofisiologia humana.

Em alguns problemas, como dores e certos distúrbios emocionais, a hipnose por si só pode conseguir os objetivos desejados. Em outros, como nas doenças psicossomáticas, a técnica tem sido utilizada como prática auxiliar de grande valia.

 

A união da hipnose com a psicanálise tem conquistado bons resultados

A psicóloga Sônia Eustáquia Santos, de Belo Horizonte, vem utilizando a hipnose em vários distúrbios de comportamento através do método ericksoniano de hipnose, vertente criada a partir dos estudos de Milton Erickson, um importante teórico do tema. No ano passado, a psicóloga conseguiu, com a ajuda da hipnose, entre 85 e 93% de sucesso no tratamento de problemas de ordem sexual, como disfunções ejaculatórias e eréteis e distúrbios do desejo e de orgasmo feminino.

Embora sejam técnicas bem distintas, a união da hipnose com a psicanálise tem conquistado bons resultados. Isso acontece porque enquanto a psicanálise trabalha com a consciência em associações livres, com a transferência e análise das transferências como elementos básicos, a hipnose afasta a consciência e atua mais diretamente sobre o inconsciente, fazendo com que este, a seu modo, processe as mudanças utilizando os potenciais positivos do indivíduo.

“Freud acreditava que somente a palavra poderia livrar as pessoas de seus males. Erickson, ao contrário, dizia que o inconsciente entende as metáforas e processa as mudanças, sem necessidade da verbalização. O resultado positivo é o que vale”, afirma Sônia Eustáquia, que é ainda diretora clínica do CEPPA — Centro de Estudos Pesquisa e Psicologia Aplicada em Belo Horizonte.

 

Crianças pequenas, pessoas com doenças neurológicas ou debilidade mental não devem, a princípio, serem hipnotizadas

Para que a hipnose alcance seus objetivos, é preciso que o paciente esteja implicado no processo, que deseje de fato ser hipnotizado. Assim, crianças pequenas, portadores de algumas doenças neurológicas ou pessoas com debilidade mental não devem, a princípio, serem hipnotizadas. A hipnose também não é indicada em casos graves de depressão, pois os potenciais positivos do indivíduo estão em baixa, em situações assim, o que anula o sentido da técnica.

 

Prof. Paulo Flores Saicoski
Psicoterapeuta Holístico
REG MEC.4026/92 REG. AEPERS 71/00 CRT. 35928
Licenciado em Filosofia, Psicologia e Sociologia.
Com curso de Parapsicologia, Teologia e Terapia de Regressão.
Santa Maria/RS.
E-mail: psaicoski@yahoo.com.br

 


Atualizado em 2016/02/22


 

27 janeiro 2011

Hipnose usada na investigação da criatividade e da imaginação

IMAGEM: Citação de Albert Einstein

 

A criatividade é definida como a capacidade de transcender as ideias, normas, padrões e relações tradicionais, para criar novas e significativas ideias, formas, métodos, interpretações, etc. A criatividade é fácil de definir, mas os pesquisadores muitas vezes se perguntam como ela pode ser medida e como as pessoas têm diferentes aptidões para a criatividade. A hipnose auxilia na investigação da criatividade e também permite que os psicólogos estudem a relação entre a criatividade e a hipnotizabilidade.

A hipnose cria um estado alterado de consciência, o que a torna uma boa ferramenta para a investigação de estados criativos e da propensão à fantasia. Pensa-se que a hipnose pode levar a um avanço na compreensão da origem da inspiração criativa.

25 janeiro 2011

Hipnose traz benefícios durante a gravidez e no parto

FOTO: Hypnobirthing | Chaikhana Birth
Foto: Hypnobirthing | por Chaikhana Birth

 

Introdução

A hipnose tem sido usada durante o parto por aproximadamente cem anos. Muitas pesquisas têm sido realizadas para estudar os efeitos da hipnose sobre a gravidez e o parto. A hipnose tem sido utilizada em mulheres durante o trabalho de parto para ajudar a reduzir a dor. A hipnose pode ser usada como um analgésico natural, não só para reduzir a dor, mas também para reduzir o uso de analgésicos. Além do gerenciamento da dor, a auto-hipnose tem sido usada para controlar a respiração durante o trabalho de parto. Outros estudos mostram que a hipnose tem um benefício psicológico para as mães e para os recém-nascidos.

Uma meta-análise de estudos realizados envolvendo a hipnose com gestantes foi comparada a intervenções sem hipnose, tratamento padrão e placebo. Medições primárias na meta-análise incluíram a analgesia utilizada durante o trabalho de parto e também os níveis de dor durante o trabalho de parto. A meta-análise incluiu 8.395 mulheres que tinham usado a hipnose durante a gravidez ou no parto. A análise concluiu que menos mulheres necessitaram utilizar uma forma de analgesia durante o trabalho de parto. As mulheres que receberam a hipnose relataram dor menos severa do que aquelas nos grupos de controle.

Em outro estudo, sessenta gestantes participaram. As participantes foram divididas em dois grupos baseados em sua sugestionabilidade. Todas receberam informações sobre o trabalho de parto e dicas sobre o controle da dor. Estes dois grupos foram então subdivididos, e metade recebeu uma indução hipnótica e a outra metade aprendeu exercícios de respiração e de relaxamento. As mulheres no grupo da hipnose e no grupo de alta sugestionabilidade relataram menos dor. Aquelas que usaram a hipnose relataram usar menos medicação e tiveram um trabalho de parto de fase 1 mais curto.

Outra meta-análise sobre vários estudos realizados utilizando-se a hipnose com mulheres grávidas mostrou que a hipnose reduziu o nível de intervenção médica durante o parto, além de reduzir os riscos para as mulheres e para os recém-nascidos. Um estudo mostrou que mulheres que foram treinadas para usar a hipnose durante o trabalho de parto muito raramente experimentaram depressão pós-parto. A hipnose pode ajudar a controlar tanto a depressão quanto a ansiedade relacionados com a gravidez, o parto, e a perspectiva de se tornar mãe. Isso demonstra que a hipnose pode apresentar muitos benefícios para as mulheres e seus recém-nascidos.

Um estudo descobriu que as mulheres foram mais sugestionáveis no segundo e terceiro trimestres da gravidez. O estudo mostrou que à medida que a gravidez avançava, a sugestionabilidade aumentava de acordo com a Escala de Hipnotizabilidade de Harvard. As mulheres grávidas também apresentaram níveis altos na Escala de Imaginação Criativa. Este estudo analisou as mulheres em dois períodos de tempo, quando estavam grávidas e não grávidas.

A pesquisa mostra que se as mulheres são mais sugestionáveis durante a gravidez, há mais um motivo para se usar a hipnose durante a gravidez e o trabalho de parto.

 

Fontes

 

Matéria originalmente publicada pelo antigo e extinto site da SBHH — Sociedade Brasileira de Hipnose e Hipniatria.

 


Atualizado em 2015/12/19


 

Homem faz uso da Hipnose para acalmar animais, na Inglaterra

FOTO: Homem afagando um coelho
Foto: Reprodução/Telegraph

 

Em St. Austell, na Cornualha, sudoeste da Inglaterra, o especialista Cliff Penrose, de 60 anos, consegue colocar animais estressados em um estado mental tranquilo, por meio da hipnose.

Com a técnica inédita de Penrose, os animais ficam mais relaxados. O estresse termina, segundo ele, após o sono profundo provocado pela hipnose. Cliff faz uma massagem na barriga e na cabeça do bicho.

No caso do coelho, o transe pode durar entre cinco e dez minutos. Até veterinários têm acionado o hipnotizador, embora muitos especialistas questionem a eficiência e seriedade de seu trabalho, alegando que o animal, para se defender dos afagos do homem, ficaria paralisado.

Penrose se defende dizendo que usa um procedimento semelhante ao empregado com humanos.

“Deixo os coelhos completamente relaxados com a hipnose. Eles realmente ficam em transe e saem da consulta sem aquela agitação típica sentida pelos animais antes de se adaptarem a uma nova situação”.

Muita gente procura o hipnotizador antes de uma consulta ao veterinário. Acham que o bicho sai mansinho da residência de Penrose.

“São animais inteligentes. Ficam bem menos agressivos se passam pelo meu tratamento”, garante o aposentado, que tem dois filhos, dois netos e nenhum coelho.

Penrose aprendeu a técnica de hipnotizar animais com chineses amigos, que conseguiam fazer homens e animais entrar em transe. Ele se tratou com os especialistas orientais depois de sofrer um ataque do coração, o que o obrigou a parar de trabalhar — era administrador de empresas.

Já criou coelhos, mas hoje está sem mascote. Contenta-se em cuidar dos bichos de estimação de seus clientes.

 

Originalmente publicado pelo site ANDA.

 


Atualizado em 2015/12/25