Introdução
Embora frequentemente desacreditada como enganosa, a hipnose tem se mostrado um fenômeno verdadeiro e eficaz, com uma variedade de aplicações terapêuticas — especialmente no controle da dor.
por Michael R. Nash e Grant Benham
Índice
- Escalas de suscetibilidade
- O que é hipnose
- O que a hipnose não é
- “Mas as pessoas não poderiam estar fingindo que haviam sido hipnotizadas?”
Dois estudos decisivos contradisseram tais suspeitas - Hipnose e Memória
- Ela não possibilita a alguém recuperar recordações de décadas, retraçar ou desfazer o desenvolvimento humano
- A hipnose pode intensificar a eficiência da psicoterapia em alguns casos
- Notas
“Você está ficando sonolenta. Muuuito sonolenta…” Um homem de colete balança seu relógio de bolso de um lado para outro diante do rosto de uma jovem em uma sala da era vitoriana. Ela fixa o olhar no relógio, seguindo o movimento pendular com os olhos. Momentos depois ela está afundada na cadeira, olhos fechados, respondendo às perguntas do hipnotizador como um zumbi.
Todo mundo já viu uma cena de hipnose como esta no cinema ou na televisão. De fato, basta dizer a palavra “hipnose” para muitos pensarem em relógios de bolso. Hoje, porém, é mais comum que o hipnotizador simplesmente peça a uma pessoa para fixar o olhar num objeto imóvel — como uma tachinha colorida numa parede branca — durante o “estágio de indução”, que em geral consiste em palavras suaves, que sugerem relaxamento e concentração.