19 fevereiro 2011

Devem os cristãos praticarem o hipnotismo?

IMAGEM: Cruz | Imagem: Google Imagens

 

Introdução

Recentemente, vi uma pergunta no Yahoo! Respostas que me chamou a atenção, e esta pergunta é:

 

“Devem os cristãos praticarem o hipnotismo?”

 

Como referência à pergunta, deixaram este link.

 

Como o espaço para respostas no Yahoo! é limitado, resolvi criar este artigo para adicionar minha resposta completa à esta questão. Abaixo, segue a resposta na íntegra.

 

18 fevereiro 2011

Hipnose Relacional

FOTO: Dr. Milton Erickson, sentado, e uma inscrição na lateral direita com a frase: “Wizard of the Desert”.
“O Feiticeiro do Deserto” (em tradução livre) | Google Imagens

 

O Dr. Milton Erickson foi um dos mais impactantes terapeutas da história e sua metodologia era, declaradamente, a hipnose. Entretanto não hipnotizava como os hipnoterapeutas tradicionais. Ele tinha uma enorme influência da psiquiatria e da psicanálise. Os psicanalistas desde Freud dizem que não hipnotizam pessoas, embora elas apresentem todas as indicações clínicas de que estão; sim, os clientes estão profundamente hipnotizados e falando. Eu mesmo em minha análise pessoal sentia formigamento e necessitava de alguns minutos para voltar minha atenção para o mundo externo. Se levantasse do divã e fosse direto para a rua poderia ser atropelado… quem pagaria o prejuízo?

 

“No fundo o que Milton Erickson e Freud faziam não diferia em intenção e essência.”

 

A perícia de Erickson estava em iniciar uma conversa ou uma espécie de narrativa cada vez mais envolvente de tal modo que o paciente e, muitas vezes um grupo inteiro, entrava em estado alterado de consciência. O que é esse tal estado alterado de consciência? Que expressão misteriosa… No fundo se trata de um estado de profunda introspecção capaz de fazer com que o sujeito evoque e analise suas próprias experiências mais íntimas e significativas, sem precisar saber racionalmente nem precisar explicar verbalmente o que e como faz isso. É uma capacidade inata do ser humano. Acontece mesmo sem você saber em ciclos ao longo do dia e da noite.

Não é diferente das estórias contadas para crianças dormirem à noite. O narrador fala e a mente da pessoa vagueia até ancorar no seu interior. Então dizemos que está hipnotizado ou dormindo. Você pode sugerir muitas coisas para uma pessoa dormindo e ela terá melhores condições de analisar e tirar algum proveito delas do que acordada e ocupando-se de algo exterior.

A genialidade do Dr. Erickson era justamente usar a atenção externa para estimular a atenção interna. Por exemplo, vi num filme como um aluno em meio a um grupo altamente excitado e curioso estava com os olhos bem atentos, fixados no ambiente. Milton sugeriu que escolha um objeto especialmente interessante no ambiente e que fixasse sua atenção progressivamente nele. Não demorou mais que minutos para que a pessoa estivesse em profundo estado de introspecção. Hipnotizada. Uma pessoa pode ser hipnotizada olhando fixamente para algo ou com os olhos fechados; sentada, deitada ou caminhando. Muitos corredores entram em transe a certa altura e não percebem nada mais em volta a não ser o mínimo necessário para continuar nesse estado. Nesse momento se você perguntar algo para ele, não ouvirá. Pode ser que não veja alguém atravessando-se à sua frente ou tentando empurrá-lo. Não aconselho a ninguém entrar nesse tipo de transe nas ruas de uma grande metrópole. Reserve um lugar calmo, acolhedor, quieto e seguro para entrar em transe correndo ou nadando. O mesmo se quiser entrar em transe deitado.

Qual a diferença do modo freudiano? A pessoa mesma inicia uma narrativa na qual vai mergulhando cada vez mais até entrar em um estado profundamente alterado de consciência, capaz de escutar o que diz de uma forma inédita e surpreendente para ela mesma. O analista simplesmente facilita que isso aconteça.

Por isso quando mostro meu trabalho para analistas, eles ficam maravilhados como eu “analiso” com uma simplicidade e eficácia usando meios simples e não convencionais. Para os Hipnólogos tradicionais e praticantes da Programação NeuroLinguística (PNL) eu faço hipnose relacional de uma forma muito dinâmica e flexível…

Nossa atenção é relacional e cíclica: concentrar-se profundamente em algo externo, o foco irá cada vez mais para dentro em seguida, e se for intensamente para dentro sairá para fora depois, de outro modo, alterado. E alternado.

Para que hipnose? Para dar atenção a nós mesmos. Nossa cultura traduz isso como comprar coisas para si, divertir-se; espairar; pensar em outra coisa, simplesmente desligar do estresse quotidiano. Não se trata desse tipo de “atenção”. Não se trata de escapar da atenção externa e sim ir ao encontro da interna.

Por exemplo, se você sentir um desconforto, dê atenção à ele e verifique o que acontece. Uma atenção serena, calma e tranquila. O desafio é afastar “pré-ocupações” e “pré-juízos” a respeito do que sente e simplesmente acompanhar com interesse o que brota do seu interior. Indo ao encontro do que sente, inevitavelmente haverá a mobilização de um complexo de reações psicobiológicas transformando isso em algo cada vez melhor e melhor. Se praticar sistematicamente terá mudanças psicobiológicas cada vem mais intensas e duradouras.

E por que não?

 

Dr. Sergio Spritzer
Neurologista da Comunicação e do Comportamento
Trainer em PNL e Hipnose Ericksoniana
Diretor técnico do Instituto Neurocom

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Quero agradecer a gentileza do Dr. Sergio Spritzer em escrever um artigo tão esclarecedor para o meu blog.
Parabéns ao Dr. Sérgio e ao Instituto Neurocom!

 


Atualizado em 2016/02/06


 

16 fevereiro 2011

Em Experimento, Grávidas Serão Ensinadas a se Auto-Hipnotizar

FOTO: Mulher grávida sentada no campo, em posição de lótus e acariciando a barriga
Foto: Glam-o-Mamas

 

Mulheres grávidas vão aprender a hipnotizar-se antes do parto como uma alternativa aos anestésicos.

 

Elas vão aprender a pôr-se em um estado de transe durante o trabalho na esperança de que elas não precisem de tratamentos caros, como drogas epidurais, gás hilariante ou morfina.

Mais de 800 mães de primeira viagem vão participar no estudo de 18 meses do NHS (Serviço Nacional de Saúde Britânico), sobre a eficácia do hypnobirthing.
Ensinar as mulheres a controlar sua dor também pode reduzir a necessidade de supervisão das parteiras, que ajudaria a aliviar a pressão sobre as maternidades sobrecarregadas.

12 fevereiro 2011

Emagreça com o auxílio da Hipnose

FOTO: Hipnoterapeuta e cliente em transe
Foto: iStock, Getty Images

 

Introdução

A hipnose está sendo utilizada no processo de emagrecimento. Com a técnica o hipnólogo tenta encontrar os motivos que levam uma pessoa a engordar. A diferença de uma terapia convencional, por exemplo, é que o profissional trabalha com a consciência do paciente em outro estado, como se estivesse funcionando em outra sintonia.

Os motivos que levam uma pessoa a comer mais do que precisa podem ser vários como, por exemplo, solidão, carência, frustração no trabalho, algum trauma, depressão ou medo. Essa vontade incontrolável de comer, também pode vir da infância, quando a mãe dizia que se você comesse tudo ganharia aquele brinquedo que tanto queria.

11 fevereiro 2011

Ministro da Saúde recebe dirigentes da FIO

FOTO: Dentista com instrumentos nas mãos
LookForDiagnosis

 

O presidente da Federação Interestadual dos Odontologistas (FIO), Wellington Moreira Melo, acompanhado do secretário-geral da entidade, Aroldo Pinheiro Neto, e do tesoureiro, José Carrijo Brow, foi recebido pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na última terça-feira (8), em Brasília (DF).

Wellington Mello falou da situação da entidade e de seus sindicatos afiliados e entregou ao ministro uma lista de reivindicações com os seguintes pontos:

  • Fortalecer os mecanismos de avaliação e controle dos recursos financeiros repassados aos estados e municípios no setor da saúde;
  • Continuar investindo e incentivando a qualificação dos gestores nos três níveis de atenção;
  • Ampliar as equipes de saúde da família;
  • Fortalecer e ampliar o processo de implantação da fluoretação das águas de abastecimento público;
  • Tornar mais eficiente o planejamento, o empenho e a execução dos recursos financeiros destinados ao programa Brasil Sorridente;
  • Trabalhar pela regulamentação da Emenda Constitucional 29;
  • Ampliar os Centros de Especialidades Odontológicas;
  • Realizar a 4ª. Conferência Nacional de Saúde Bucal;
  • Destacar a política de saúde bucal nos meios de comunicação, em caráter informativo e educativo;
  • Inclusão do SUS das práticas interativas complementares na saúde bucal, acupuntura, hipnose, terapia floral, homeopatia e laserterapia.

 

O ministro Alexandre Padilha questionou os dirigentes da FIO quanto ao número atual de desdentados no Brasil e demonstrou interesse em zerar esta dívida nos quatro anos de governo Dilma.

Wellington Melo afirmou que essa meta é realmente muito importante para o resgate da cidadania da população brasileira, mas também é bastante audaciosa, uma vez que existe hoje uma grande carência de técnicos em prótese, em especial nas regiões que mais necessitam de atendimento.

O presidente da Federação disse que a entidade aceita encarar o desafio proposto pelo ministro, por entender que se trata de uma empreitada de grande magnitude, cujo êxito dependerá da participação de todos os setores envolvidos com a saúde bucal no Brasil.

 

Originalmente publicado em 10/Fev/2011, no site A Crítica de Campo Grande.

 


Atualizado em 2016/02/27


 

10 fevereiro 2011

Hipnose e Infertilidade

FOTO: Casal de mãos dadas, sentados em frente a um médico
Foto: Google Imagens

 

Não existem muitos estudos que comprovem que a hipnose seja um tratamento eficaz contra a infertilidade. Todavia, cada vez mais aparecem estudos com resultados impressionantes. Um deles até sugere que a hipnose consegue dobrar a chance de uma mulher engravidar quando feita em conjunto com a Fertilização In Vitro (FIV) [fonte: Diário de Fertilidade e Esterilidade]. Assim como a acupuntura, a hipnose possui uma longa história e foi até mesmo incluída na medicina ocidental desde o fim do século 19, quando os médicos a utilizavam para auxiliar na sedação de pacientes em cirurgia.

O processo da hipnose geralmente começa quando um terapeuta habilitado pede a uma pessoa que direcione sua atenção para um ponto ou ideia específica. Isso resulta em um estado de sonolência ou transe em que o paciente se torna mais receptivo à sugestões. Quando a hipnose é utilizada para tratar doenças, vícios ou sintomas, é conhecida como hipnoterapia.

Acredita-se que a hipnoterapia seja um tratamento eficaz para uma variedade de doenças, incluindo ansiedade, insônia, gerenciamento da dor e doenças relacionadas ao cansaço. Algumas mulheres usam a hipnoterapia para aliviar dores ligadas ao trabalho de parto. O sucesso da hipnoterapia é atribuído aos mesmos fatores observados na acupuntura. Pacientes que estão passando pela hipnoterapia podem ser capazes de diminuir a pressão arterial ou melhorar a função do sistema imunológico, os quais podem ser benéficos para uma mulher que deseja engravidar. As mulheres também podem ser capazes de equilibrar seus níveis hormonais, o que pode aumentar as chances de gravidez. Outro benefício inclui a redução de padrões de estilo de vida não saudáveis, como o fumo e a obesidade, que podem diminuir a fertilidade em homens e mulheres.

Entretanto, em caso de infertilidade, o efeito da hipnoterapia sobre a ansiedade e o cansaço pode ser o fator mais importante. A hipnoterapia pode ser eficaz sozinha, mas muitos estudos focam a hipnoterapia usada em conjunto com a fertilização in vitro.

Em 2006, uma equipe da Universidade Soroka, em Israel, acompanhou mulheres que passavam pelo processo de fertilização in vitro. Algumas delas foram hipnotizadas durante o estágio de transferência do embrião, um processo cansativo que pode ser impedido por contrações uterinas. O estudo mostrou que 28% das mulheres hipnotizadas engravidaram, comparado aos 14% das mulheres que não receberam a hipnoterapia. Os pesquisadores atribuíram o sucesso da hipnoterapia ao relaxamento, que pode ter reduzido as contrações uterinas [fonte: Our Jerusalem (em Inglês)].

 

Originalmente publicado no site HowStuffWorks (Como Tudo Funciona).

 


Atualizado em 2016/02/22


 

08 fevereiro 2011

Hipnose para Controle de Claustrofobia em Exames de Ressonância Magnética

FOTO: Homem operando uma máquina de Ressonância Magnética
Foto: Ecoclínica

 

Autores: Luiz Guilherme Carneiro Velloso, Maria de Lourdes Duprat, Ricardo Martins, Luiz Scoppetta.

 

Resumo

Objetivo:
Testar a eficácia da hipnose para o controle de claustrofobia em pacientes submetidos a exames de ressonância magnética.

Materiais e Métodos:
Vinte pacientes claustrofóbicos, com indicação de sedação para ressonância magnética, foram submetidos à hipnose pela técnica de Braid. Os pacientes suscetíveis à hipnose foram encaminhados para realização do exame em estado de transe hipnótico, sem uso de medicamentos para sedação.

Resultados:
Da amostra estudada, 18 casos (90%) foram suscetíveis à técnica. Dos 16 pacientes sensíveis à hipnose que compareceram para a ressonância magnética, 15 (93,8%) realizaram o exame em transe hipnótico, sem ocorrência de crise de claustrofobia e sem necessitar de medicamentos para sedação.

Conclusão:
Hipnose é uma alternativa para a sedação medicamentosa em pacientes claustrofóbicos que necessitam realizar ressonância magnética.

 

Introdução

Os equipamentos de ressonância magnética, (RM), atuais exigem do paciente a permanência em imobilidade, em ambiente confinado, por períodos prolongados. É comum a ocorrência de claustrofobia, por vezes impossibilitando a realização do procedimento. Nesta situação, comumente, recorre-se à sedação com medicamentos, que implica uma logística à parte — assistência por anestesiologista, necessidade de jejum, avaliação pré-anestésica em idosos ou portadores de comorbidades, monitoração não invasiva durante o exame —, buscando minimizar o risco de depressão respiratória e de outros efeitos indesejados das substâncias administradas.

A hipnose é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina “como valiosa prática médica, subsidiária de diagnóstico ou de tratamento (…) Trata-se de um estado de estreitamento de consciência provocado artificialmente, parecido com o sono, mas que dele se distingue fisiologicamente pelo aparecimento de uma série de fenômenos espontâneos ou decorrentes de estímulos verbais ou de outra natureza. (…) A hipnose é, então, uma forma de diagnose e terapia que (…) pode ser executada por médicos, odontólogos e psicólogos, em suas estritas áreas de atuação”.1

Com a hipnose, mesmo em pacientes moderadamente suscetíveis à técnica, é possível induzir um estado de relaxamento profundo, com alterações fisiológicas similares às do sono natural. O reflexo de tosse não é abolido, não há depressão respiratória nem alteração pressórica ou de ritmo cardíaco2. Além disso, o paciente hipnotizado pode permanecer colaborativo, realizando movimentos simples ou ficando em apneia voluntária, se necessário. Dessa forma, a possibilidade de realização de RM em pacientes claustrofóbicos ou ansiosos com hipnose apresenta evidente redução do risco representado pelo procedimento anestésico, além da economia dos materiais necessários a este último.

Diversos trabalhos, pequenos e não controlados, propõem a hipnose como adjuvante para a realização de procedimentos radiológicos invasivos3, endoscopia digestiva4, e mesmo colonoscopia5. O uso desta técnica para controle de quadro ansioso ou fóbico relacionado à RM não foi relatado na literatura.

 

Objetivo

Estudar o uso de hipnose como alternativa à sedação farmacológica para a realização de exames de RM em portadores de claustrofobia e ansiedade.

 

Materiais e Métodos

No período de março a setembro de 2008, foram selecionados para o estudo 20 pacientes adultos, sem déficit cognitivo, nos quais a sedação para RM foi indicada por seu médico assistente, em função de quadro fóbico ou ansioso impossibilitando a realização do exame em pelo menos uma tentativa prévia.

Os pacientes foram identificados a partir das agendas de exames de RM. Os casos já agendados para exame “com sedação” foram contatados, propondo-se a realização do exame com a técnica alternativa, sem uso de medicamentos.

Aos interessados, foi explicada a técnica de hipnose a ser utilizada para realização da RM. Após assinatura de termo de consentimento informado, foi induzida hipnose pela técnica clássica de Braid, buscando-se conduzir os pacientes até o estágio sonambúlico, ou estágio 5 da escala de Stanford. Nesse estágio, os pacientes foram colocados em atividade ideossensória, com indução de sensações visuais e cinestésicas vívidas e agradáveis, (caminhar numa paisagem relaxante, segura e acolhedora), associadas a sensação de paz, tranquilidade e segurança. Após implante de sinal hipnógeno, os pacientes foram de-hipnotizados, para avaliação da profundidade e eficácia do transe induzido. A seguir, foi novamente induzida hipnose, desta vez mediante uso do sinal hipnógeno. Neste segundo procedimento, (técnica de dupla indução), os pacientes foram apresentados às diferentes etapas do exame de RM, que foram ressignificadas e associadas à sensação de relaxamento obtida na atividade ideossensória anterior. O exame de RM foi agendado para uma data posterior, com a presença dos pesquisadores.

Para a realização do exame, o paciente foi hipnotizado com uso de sinal hipnógeno em uma sala de preparo, conduzido em cadeira de rodas até o aparelho de RM, e de-hipnotizado ao final do procedimento.

 

Resultados

Dos pacientes selecionados para o estudo, 2/20 (10,0%) não foram suscetíveis à hipnose. Dos pacientes suscetíveis à hipnose, 4/18 (22,2%) chegaram aos estágios 3 ou 4, e 14/18 (77,8%) atingiram o estágio 5 da escala de suscetibilidade hipnótica de Stanford (SHSS). O tempo médio necessário para indução do transe foi de 1 a 20 minutos (média de 5,3 minutos), e o período sob hipnose na primeira etapa foi de 10 a 50 minutos (média de 25,3 minutos.) Dos 18 pacientes suscetíveis à hipnose, 2 (11,1%) ficaram com receio de ter crise de fobia e não compareceram ao setor de RM para a realização do exame. Dos 16 restantes, em 15 (93,8%) foi induzido transe por meio de sinal hipnógeno e realizada RM sem nenhuma intercorrência, com duração de 20 minutos (coluna cervical) a 90 minutos (RM cardíaca), (média de 34,7 minutos por procedimento). Em um caso (6,2%), o paciente entrou em crise de ansiedade e hiperventilação ao passar diante da sala de RM e não se deixou hipnotizar, embora fosse altamente suscetível à técnica. Os resultados e a composição da amostra estão resumidos na Tabela 1.

 

Tabela 1
Tabela 1

 

Discussão

Claustrofobia é uma ocorrência bastante comum nos pacientes submetidos a RM, com incidência relatada em torno de 2%6 a 15%7 dos exames realizados. Este quadro parece ocorrer predominantemente em pacientes do sexo feminino e em determinados tipos de exames, como a RM de crânio, em função da posição do paciente no scanner. Nesta eventualidade, torna-se necessária sedação medicamentosa ou até mesmo anestesia geral para completar o procedimento.

Desde o tempo dos antigos egípcios encontram-se relatos escritos da utilização da hipnose com finalidade terapêutica. Antes do advento da anestesia, a hipnose era utilizada para aliviar a dor em procedimentos de vários portes, inclusive amputações de membros. Neste aspecto, são clássicos os relatos de James Esdaile, cirurgião do exército britânico na Índia colonial, em seu livro publicado em 18508.

Nos dias atuais, embora muito pouco utilizada, a hipnose ainda é indicada como terapia complementar em diversas afecções clínicas e para facilitar a recuperação física e psicológica após cirurgias9. Alguns estudos sugerem que a hipnose pode reduzir o desconforto e sofrimento em crianças submetidas a procedimentos invasivos, como a uretrocistografia miccional10. Uma metanálise de 26 artigos publicados sobre o assunto dá conta de que, recebendo hipnose, 82% dos pacientes submetidos a procedimentos médicos tiveram menos desconforto emocional do que os controles. Nesses estudos, a hipnose foi utilizada para reduzir o desconforto de pós-operatório, puerpério, quimioterapia e radioterapia, procedimentos radiológicos invasivos, punção lombar, etc.11 Não encontramos, na literatura, referência ao uso da hipnose para controle da claustrofobia em pacientes submetidos a RM.

A hipnose é um estado alterado do nível de consciência induzido por técnicas que envolvem estimulação repetitiva e monótona, habitualmente verbal. O paciente hipnotizado encontra-se em um estado crepuscular — permanece consciente e senhor de sua vontade por estar em vigília, mas ao mesmo tempo está profundamente relaxado e experimenta sensações oníricas, como no sono normal. Associada ou não a técnicas de psicoterapia, em especial a cognitivo-comportamental, a hipnose pode ser uma ferramenta muito útil para o controle da ansiedade e de transtornos fóbicos, entre numerosas outras aplicações. Como a hipnose é um estado fisiologicamente similar ao sono, não apresenta risco de agravo à saúde. A suscetibilidade à hipnose, (que alguns autores preferem descrever como habilidade hipnótica do paciente), é uma característica individual e estável ao longo da vida; cerca de 10% da população são resistentes ao procedimento12, independente da técnica e habilidade do hipnotizador.

Na amostra do presente estudo, a suscetibilidade à hipnose foi similar à observada na população em geral, embora se tratasse de um grupo de portadores de claustrofobia ou ansiedade intensa. A primeira indução do estado hipnótico foi feita em tempo curto, permitindo a implantação de sinal hipnógeno, que leva de imediato o paciente a um transe profundo, desde que ele permita.

Algumas características do estado hipnótico13, ou transe, são particularmente favoráveis ao seu uso para o controle da claustrofobia na RM:

  1. Atividade ideossensória
    É possível induzir, no paciente, a visualização nítida de paisagens agradáveis, com sensações associadas de olfato, tato e paladar bastante realistas. É possível fazer o hipnotizado sentir-se vividamente em uma praia — molhando os pés na beira do mar, sentindo o sol, o vento e o cheiro do mar, ouvindo o som das ondas, das aves e das folhas dos coqueiros. Estas imagens oníricas podem ser associadas a relaxamento e tranquilidade e estar presentes durante o exame sob hipnose.
  2. Atividade ideomotora
    O paciente pode ser sugestionado a permanecer completamente imóvel durante todo o procedimento, sem sentir desconforto.
  3. Distorção da percepção do tempo
    O paciente pode terminar o exame com a percepção, sugerida pelo hipnotizador, de que a duração foi de poucos minutos. Pode-se induzir, também, amnésia total ou parcial em alguns pacientes mais sensíveis à hipnose.
  4. Analgesia
    Reduz bastante o desconforto de pequenos procedimentos, como a punção venosa. Pacientes com dores agravadas pelo decúbito também podem se beneficiar da analgesia hipnótica.

 

No grupo estudado, estas características do estado de transe hipnótico foram utilizadas de modo a obter o maior conforto do paciente claustrofóbico durante o exame de RM. Desse modo, durante o transe preparatório, a evocação de cenas e sons reconfortantes foi associada a diferentes etapas do exame. Dessa forma, por exemplo, foi sugerido ao paciente que se o barulho das ondas do mar ou de uma cachoeira pode ser extremamente relaxante, o som intenso do aparelho de RM poderá também deixá-lo relaxado e tranquilo. E de fato, durante o exame em hipnotizados, observamos diminuição de frequência cardíaca coincidindo com os momentos em que o aparelho emite ruído intenso. Da mesma maneira, foi sugerido ao paciente que os movimentos da maca da RM seriam muito relaxantes, como os movimentos de uma rede ou cadeira de balanço. Além disso, como mais de três quartos dos pacientes suscetíveis desta amostra atingiram o estágio 5 da escala de Stanford, ou estágio sonambúlico, em que é possível a visualização muito realista de imagens, esses pacientes foram sugestionados a visualizar paisagens agradáveis durante o exame.

Todos os pacientes receberam repetidamente mensagens de que sua respiração permanecia tranquila e desimpedida, e que a temperatura ambiente era amena e confortável. A todos foi dada a sugestão de que, embora pudessem se movimentar livremente, sentiam-se tão seguros e confortáveis de olhos fechados e em completa imobilidade, que não sentiam a menor vontade de se movimentar ou abrir os olhos durante todo o tempo do exame.

Na fase de de-hipnotização, ao término do procedimento, foram repetidas sugestões de bem-estar e vigor físico, e que o tempo sob hipnose seria percebido como muito breve, apenas de poucos minutos. Após o despertar, os pacientes foram encorajados e cumprimentados por terem conseguido realizar o exame com seus próprios recursos, sem necessidade de medicações sedativas. Todos foram liberados do setor de imagem imediatamente após a realização do exame, sem dificuldade motora ou sonolência significativa.

 

Conclusão

Na amostra estudada, de 20 indivíduos que não conseguiram realizar exame de RM devido a ansiedade ou claustrofobia, 90% foram hipnotizáveis pelo método clássico de Braid. Dos pacientes suscetíveis à técnica levados à sala de RM, 93,8% realizaram o exame sob hipnose, sem intercorrências e sem necessidade de medicamentos para sedação.

Portanto, a hipnose mostrou ser uma alternativa eficaz e segura à sedação medicamentosa, para possibilitar a realização de RM em pacientes fóbicos e ansiosos. Por suas características, pode ser opção preferencial em pessoas com comorbidades que impliquem maior risco para a sedação, ou em exames que requeiram a colaboração do paciente, como a RM de coração.

 

Endereço para correspondência:

Dr. Luiz G. C. Velloso
Avenida Pompeia, 1319, Vila Pompeia
São Paulo, SP, Brasil, 05023-000
E-mail: luiz.velloso@sti.com.br

 

Recebido para publicação em 5/10/2009.
Aceito, após revisão, em 18/12/2009.

 

Trabalho realizado no Hospital e Maternidade São Camilo
Pompeia, São Paulo, SP, Brasil.
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Publicado com autorização.
Originalmente publicado pela revista Radiologia Brasileira, Vol. 43 Nº 1 — Jan/Fev de 2010.

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Referências

1 Conselho Federal de Medicina. Parecer CFM nº 42/1999. [acessado em 8 de agosto de 2008]. Disponível em: www.portalmedico.org.br/pareceres/cfm/1999/42_1999.htm;

2 KROGER, W.S., Clinical and experimental hypnosis. 2nd ed. Philadelphia: JB Lippincot; 2008;

3 LANG, E.V., ROSEN, M.P., Cost analysis of adjunct hypnosis with sedation during outpatient interventional radiologic procedures. Radiology. 2002;222:375-82;

4 CONLONG, P., REES, W., The use of hypnosis in gastroscopy: a comparison with intravenous sedation. Postgrad Med J. 1999;75:223-5;

5 CADRANEL, J.F., BENHAMOU, Y., ZYLBERBERG, P., et al. Hypnotic relaxation: a new sedative tool for colonoscopy? J Clin Gastroenterol. 1994;18:127-9;

6 MURPHY, K.J., BRUNBERG, J.A., Adult claustrophobia, anxiety and sedation in MRI. Magn Reson Imaging. 1997;15:51-4;

7 ESHED, I., ALTHOFF, C.E., HAMM, B., et al. Claustrophobia and premature termination of magnetic resonance imaging examinations. J Magn Reson Imaging. 2007;26:401-4;

8 ESDAILE, J., Mesmerism in India and its practical application in surgery and medicine. Hartford: S. Andrus and Sons; 1850;

9 STEWART, J.H., Hypnosis in contemporary medicine. Mayo Clin Proc. 2005;80:511-24;

10 BUTLER, L.D., SYMONS, B.K., HENDERSON, S.L., et al. Hypnosis reduces distress and duration of an invasive medical procedure for children. Pediatrics. 2005;115:e77-85;

11 SCHNUR, J.B., KAFER, I., MARCUS, C., et al. Hypnosis to manage distress related to medical procedures: a meta-analysis. Contemp Hypn. 2008;25:114-28;

12 Cf. referência número 2;

13 Cf. referência número 2.

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Atualizado em 2015/12/26


 

06 fevereiro 2011

Provando a Hipnose

 

Introdução

Embora frequentemente desacreditada como enganosa, a hipnose tem se mostrado um fenômeno verdadeiro e eficaz, com uma variedade de aplicações terapêuticas — especialmente no controle da dor.

por Michael R. Nash e Grant Benham

 

Índice

 

“Você está ficando sonolenta. Muuuito sonolenta…” Um homem de colete balança seu relógio de bolso de um lado para outro diante do rosto de uma jovem em uma sala da era vitoriana. Ela fixa o olhar no relógio, seguindo o movimento pendular com os olhos. Momentos depois ela está afundada na cadeira, olhos fechados, respondendo às perguntas do hipnotizador como um zumbi.

Todo mundo já viu uma cena de hipnose como esta no cinema ou na televisão. De fato, basta dizer a palavra “hipnose” para muitos pensarem em relógios de bolso. Hoje, porém, é mais comum que o hipnotizador simplesmente peça a uma pessoa para fixar o olhar num objeto imóvel — como uma tachinha colorida numa parede branca — durante o “estágio de indução”, que em geral consiste em palavras suaves, que sugerem relaxamento e concentração.

04 fevereiro 2011

Editores da Scientific American são hipnotizados

LOGO: Scientific American Imagem: Wikimedia Commons

 

Equipe da revista americana passa por sessão de hipnose e experimenta imobilismo dos dedos e amnésia momentânea.

 

Os editores da Scientific American se orgulham do seu ceticismo em relação à pseudociência e da sua obstinação por pesquisas rigorosas.

Assim, em 2001, convidaram Michael R. Nash, da Universidade do Tennessee em Knoxville, e o psicólogo e pesquisador Grant Benham, para uma visita a Nova York, de modo que pudessem ver em primeira mão o que era a hipnose. Seis integrantes da equipe editorial da revista — três homens e três mulheres, nenhum dos quais havia sido hipnotizado antes — estavam dispostos a dar uma chance ao procedimento. O resultado surpreendeu a todos.

Nash e Benham montaram dois ambientes tranquilos. Cada pesquisador hipnotizou três pessoas individualmente, gastando cerca de uma hora com cada uma delas. Eles aplicaram em cada voluntário as Escalas de Suscetibilidade Hipnótica de Stanford, que medem a sensibilidade de um indivíduo à hipnose, numa escala de zero a 12.

Uma das coisas mais surpreendentes sobre a experiência hipnótica foi a grande facilidade de provocá-la. Para induzir à hipnose, Nash e Benham apenas pediram aos editores para fixar o olhar num post-it amarelo na parede e falaram, com voz serena, como deviam se sentir relaxados e como seus olhos estavam cansados. “Todo o seu corpo está pesado — mais e mais pesado”, disseram, nas instruções de Stanford. “Você está começando a se sentir cansado — cansado e sonolento. Cada vez mais cansado e sonolento, suas pálpebras estão mais pesadas, cada vez mais cansadas e pesadas”. A voz suave prosseguiu por cerca de 15 minutos, após os quais cinco voluntários haviam fechado os olhos, sem que isso lhes tivesse sido diretamente solicitado.

As escalas de Stanford consistem em 12 diferentes atividades, como tentar afastar os dedos entrelaçados com força, sentir o braço elevado abaixar involuntariamente e ter a alucinação de ouvir uma mosca zumbindo. Das seis pessoas, uma marcou 8 pontos, uma 7, uma 6, duas pessoas marcaram 4 pontos e uma 3. (A pontuação de 0 a 4 corresponde a “pouco” hipnotizável; de 5 a 7, a “medianamente” hipnotizável; e de 8 a 12, a “altamente” hipnotizável.) Ninguém adivinhou com precisão o quão suscetível seria: alguns, que pensaram ser muito sugestionáveis, mostraram-se ser precariamente hipnotizáveis, enquanto outros que se julgavam casos difíceis ficaram surpresos ao ver os dois braços antes abertos se fechando sozinhos, ou a boca tão fechada que não podiam dizer o próprio nome.

Todos tiveram a sensação de “assistir” a si mesmos — o que às vezes foi bem divertido. “Eu queria dizer o meu nome, mas não conseguia mover a boca”, recordou um dos editores. Outro teve a impressão de que seus dedos estavam “imobilizados” durante o exercício de entrelaçar os dedos. “No início eles se moveram com facilidade, mas depois pareciam travados. Foi interessante ver como era tão difícil movimentá-los”.

Só uma pessoa experimentou a atividade número 12 das escalas de Stanford — a amnésia pós-hipnótica. Nesse exercício, o hipnotizador pede ao indivíduo para não se lembrar do que ocorreu durante a sessão. “Toda vez que tentava me lembrar”, disse o editor que teve esta sensação, “a única coisa que me ocorria era que eu não devia lembrar. Quando o Dr. Benham disse que eu podia lembrar, tudo voltou numa enxurrada”.

Em geral, a experiência foi muito menos misteriosa do que se esperava. A sensação era como cair num suave cochilo depois de acordar pela manhã, enquanto você ainda está na cama. Todos os voluntários relataram que se sentiram menos hipnotizados em alguns momentos da sessão que em outros, como se viessem até a “superfície” por alguns instantes e, depois, mergulhassem de novo.

Todos da equipe concluíram que ver é acreditar quando se trata da hipnose. Ou talvez, ouvir é acreditar: “Eu sou a que ouviu — e esmagou — a mosca imaginária”.

 

Carol Ezzell Webb, ex-redatora da Scientific American.
(7 pontos na Escala de Stanford).

 

Para conhecer mais

  • Hypnosis for the seriously curious. Kenneth Bowers. W. W. Norton, 1983.
  • Contemporary hypnosis research. Erika Fromm e Michael R. Nash. Guilford Press, 1992.
  • Sociedade de Hipnose Clínica e Experimental (www.sceh.us).

 

Sobre os hipnotizadores

  • MICHAEL R. NASH é professor de psicologia da Universidade do Tennessee em Knoxville. Desenvolve pesquisas sobre memória humana, patologia dissociativa, abuso sexual, psicoterapia e hipnose.
  • GRANT BENHAM é professor-assistente da Universidade do Texas-Pan-Americana e investiga as interações mente-corpo, hipnose e psiconeuroimunologia.

 

Publicado originalmente pelo site Mente Cérebro

 


Atualizado em 2016/01/11


 

03 fevereiro 2011

Análise do cérebro mostra como a hipnose consegue paralisar membro do corpo

PRINTSCREEN: Sean Michael Andrews in “Is Hypnosis Real?” | YouTube
Sean Michael Andrews in “Is Hypnosis Real?” | YouTube

 

Pesquisadores da Universidade de Genebra, na Suíça, conseguiram mostrar como um hipnotizador consegue paralisar membros do corpo, como um braço, apenas usando as palavras. A ideia é fazer com que uma parte do cérebro interfira no processo que normalmente faz esses membros se mexerem — a região cerebral que está pronta para fazer o braço de mover ignora os estímulos e “ouve” apenas o “intrometido”, que diz: “Não se mova”.

“É uma espécie de reconexão entre diferentes regiões do cérebro”, afirma o pesquisador Yann Cojan, autor de um estudo publicado nesta quinta-feira (25) pela revista “Neuron”. Ele usou imagens do cérebro para mostrar o que acontecia quando 12 voluntários tentavam mover uma mão paralisada pela hipnose.

Os resultados mostraram que o córtex motor direito se preparava, como de costume, para fazer com que a mão esquerda se movesse. Mas a região parecia estar ignorando as partes do cérebro com que geralmente se comunica para controlar o movimento. Em vez disso, ele atuava em sincronismo com uma diferente região do cérebro chamada precuneus, relacionada à imagens mentais e memórias sobre si mesmo. “Isso foi uma surpresa”, diz.

Cojan sugere que o precuneus estava “com a capacidade esgotada” pelas metáforas que os voluntários haviam ouvido do hipnotizador, como “sua mão é muito pesada e está apoiada sobre a mesa”. Então, afirma o pesquisador, a mensagem para o córtex motor era: “Sua mão está muito pesada, então você não consegue movê-la”.

 

“É como se o córtex motor estivesse conectado à ideia de que ele não consegue mover a mão, então não manda a mensagem para que ela se mexa”, diz Cojan.

 

No estudo, os 12 participantes tinham seus cérebros analisados enquanto realizavam uma tarefa que exigia que eles apertassem um botão com uma mão ou a outra. Em algumas sessões, eles foram hipnotizados e informados de que sua mão esquerda estava paralisada. Em outras ocasiões, a condição mental deles estava normalizada. Para que a comparação fosse feita, seis outros participantes simplesmente fingiram que a mão esquerda estava paralisada.

 

Os pesquisadores incluem Yann Cojan da Universidade de Genebra, Genebra, Suíça; Lakshmi Waber, Hospital Universitário de Genebra, Genebra, Suíça; Sophie Schwartz, da Universidade de Genebra, Genebra, Suíça; Laurent Rossier, Universidade de Fribourg, Fribourg, Suíça; Alain Forster, Hospital Universitário de Genebra, Genebra, Suíça; e Patrik Vuilleumier da Universidade de Genebra, Genebra, Suíça.

 

Fonte:
Cell Press. Imaging The Hypnotized Brain: Neural Mechanisms Of Suggested Paralysis. ScienceDaily. (Accessed February 21, 2016).

 


Atualizado em 2016/02/21